nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Junguiana pretensão
Jung, pensativo,
tramava ancestres
com a firme convicção
de suas messes
seu livro,
atirado no juízo,
desmontava o moderno
em que me tive
Jung inventou-me antecedente
das vidas em que estive
tramava ancestres
com a firme convicção
de suas messes
seu livro,
atirado no juízo,
desmontava o moderno
em que me tive
Jung inventou-me antecedente
das vidas em que estive
46
Das itinerâncias do verbo
o verbo, grávido,
desmaiado no comício
inunda os ouvidos
como um precipício
engolindo as palavras
a multidão, contrita,
como um vendaval
varre a avenida
os homens bebem o palco
e sonham, militando a vida
desmaiado no comício
inunda os ouvidos
como um precipício
engolindo as palavras
a multidão, contrita,
como um vendaval
varre a avenida
os homens bebem o palco
e sonham, militando a vida
105
Dos vindouros concertos
quando a vida,
estiver em solo
abra todos os compassos
com o tempo a tiracolo
como se o refrão desenhasse
as permanências do óbvio
tanger o tempo nos fatos
como se fora um introito
do concerto de todos
abraçados à história
estiver em solo
abra todos os compassos
com o tempo a tiracolo
como se o refrão desenhasse
as permanências do óbvio
tanger o tempo nos fatos
como se fora um introito
do concerto de todos
abraçados à história
43
Dos foguetes em sideral floresta
no espaço,
como uma flecha,
o foguete desenha
uma indígena gesta
na mata sideral
corta o infinito
como um pássaro
veloz e decidido
o homem alinhava o universo
nas razões a que se permite
como uma flecha,
o foguete desenha
uma indígena gesta
na mata sideral
corta o infinito
como um pássaro
veloz e decidido
o homem alinhava o universo
nas razões a que se permite
21
Reportagem interna corporis
repórter da vida
a consciência publica
todas as culpas
em todas as notícias
em manchetes,
como um vendaval,
estampa pela face
letras garrafais
a leitura do tempo
é um recado a mais
a consciência publica
todas as culpas
em todas as notícias
em manchetes,
como um vendaval,
estampa pela face
letras garrafais
a leitura do tempo
é um recado a mais
123
Dos infantes saltos em pluvial disputa
do alto da ponte
como um bólide humano
o menino abraça o rio
desfazendo horizontes
a infância, recatada,
drapeja aventuras
na afoita resistência
da necessidade da disputa
o rio era só o lençol
que cobria nossa luta
como um bólide humano
o menino abraça o rio
desfazendo horizontes
a infância, recatada,
drapeja aventuras
na afoita resistência
da necessidade da disputa
o rio era só o lençol
que cobria nossa luta
101
Correntes do tempo
a curva das horas
montadas nos ponteiros
ressoa pela ânsia
de ver-se timoneiro
e dirigir esses mares
das profundezas do peito
a vontade, marinheira,
destaca todos os navios
atracados na certeza
de que lança-los no mundo,
como um ato coletivo,
é a melhor correnteza.
montadas nos ponteiros
ressoa pela ânsia
de ver-se timoneiro
e dirigir esses mares
das profundezas do peito
a vontade, marinheira,
destaca todos os navios
atracados na certeza
de que lança-los no mundo,
como um ato coletivo,
é a melhor correnteza.
68
Constâncias do tudo
o universo não cresce
assim quando muda
e enseja corridas
nos telescópios do mundo
o infinito parece aumentar
quando se arruma
e despeja pelos ares
os eletrons que conjuga
dizê-lo como crescente
é só uma desculpa
assim quando muda
e enseja corridas
nos telescópios do mundo
o infinito parece aumentar
quando se arruma
e despeja pelos ares
os eletrons que conjuga
dizê-lo como crescente
é só uma desculpa
62
Comentários (10)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.