nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Escaramuças de partes
o todo
escondido na parte
deixa resquícios
por onde passe
é que infinitos
brincam de pedaços
quando a razão habita
os ombros dos fatos
viver como tudo
é só habitar esses lapsos
escondido na parte
deixa resquícios
por onde passe
é que infinitos
brincam de pedaços
quando a razão habita
os ombros dos fatos
viver como tudo
é só habitar esses lapsos
103
Da coletiva essência do ser
a vida
é só um compasso
na pauta geral
dos meus abraços
tudo que me leva
é a textura do que faço
essa vontade de todos
embutida nos atos
é a urgente razão
de tudo em que me acho
é só um compasso
na pauta geral
dos meus abraços
tudo que me leva
é a textura do que faço
essa vontade de todos
embutida nos atos
é a urgente razão
de tudo em que me acho
89
Individual senda de todos
minha intimidade
é andar coletivo pela tarde
e fazer-me único
nos ombros da vontade
nada de mim
ressoa uno e plástico
sem as multidões
em que me acho
a cada um resta sentir
o outro em que se cabe
é andar coletivo pela tarde
e fazer-me único
nos ombros da vontade
nada de mim
ressoa uno e plástico
sem as multidões
em que me acho
a cada um resta sentir
o outro em que se cabe
51
Das cachoeiras de mim
minha lágrima,
rio de mim,
é cachoeira avulsa
em que entorno
todas as minhas culpas
quando inocente
na jusante da razão
resvala pelo tempo
como um riso chorão
minha lágrima sempre sou eu
na liquidez da emoção
rio de mim,
é cachoeira avulsa
em que entorno
todas as minhas culpas
quando inocente
na jusante da razão
resvala pelo tempo
como um riso chorão
minha lágrima sempre sou eu
na liquidez da emoção
90
Da vigência matinal do tempo
nos ombros da noite
dorme a manhã sua sina
enrolada nas nuvens
como uma menina
a matéria viva
em fótons, elétrons e o nada
arma todos seus esquemas
como uma múltipla jornada
o sol, cúmplice da vida,
despeja o peito no mundo,
vestido de madrugada
dorme a manhã sua sina
enrolada nas nuvens
como uma menina
a matéria viva
em fótons, elétrons e o nada
arma todos seus esquemas
como uma múltipla jornada
o sol, cúmplice da vida,
despeja o peito no mundo,
vestido de madrugada
104
Cachoeiras em crises deflagradas
nas cachoeiras
os rios apenas tentam
mostrar que, às vezes,
é preciso a incontinência
subir as crises
deitar nas ondas
e consumir o futuro
como escambo
despejar-se na vida
é o parametro do sonho
os rios apenas tentam
mostrar que, às vezes,
é preciso a incontinência
subir as crises
deitar nas ondas
e consumir o futuro
como escambo
despejar-se na vida
é o parametro do sonho
47
Completude unitária de todos
meu universo
à contra luz do verso
é o mesmo de todos
em atos e gestos
sonha-lo diferente
é só um manifesto
tudo é sempre todos
mesmo que diverso
40
Fala ao Lajedo de Pai Mateus
Mateus, solitário,
nem imaginava
que suas pedras,
um dia, libertavam
seu lajedo, ancestral,
deu-se ao futuro
como um estandarte
cravado no mundo
as pedras sempre falam
da energia de tudo
nem imaginava
que suas pedras,
um dia, libertavam
seu lajedo, ancestral,
deu-se ao futuro
como um estandarte
cravado no mundo
as pedras sempre falam
da energia de tudo
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.