Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
arrastando a vida
segue o homem
as vias de si
seus enredos
do tempo
constrói o espaço
na instância do desejo
e seus lapsos
flui suas veias
insone esforço
quando a lua
boiando na noite
enfeita a rua
nos olhos do povo
andejar humano
transcurso da matéria
em busca do novo
a palavra arde
intransigente
curvas do verbo
que se sente
rio imaginário
sentimentos
cachoeira exata
quando gente
a palavra arde
ainda insistente
comício humano
de quem sente
as correntes de si
os ruídos do tempo
na gramática humana
a vida é um verbo cogente
útero da manhã
o sol encabulado
arquiteta as luzes
de seus passos
estrela
acorda a cidade
gerente do tempo
dono da paisagem
o mundo
nave incontida
gasta os homens
no calor da vida
prontidão do universo
nesse estar incontido
quando outro
esteja o homem
veias de si
unidade pelo todo
trâmite exato
de quem trama
trânsito farto
prontidão humana
rasgos construídos
da inata vontade
de estar sempre
preso na liberdade
a vida é exata bandeira
de tremular quem a invade
o encontro
é deixar-se tanto
prontidão de outros
como quanto
viger o mundo
em seus pedaços
infinitos que teime
pelos passos
laçar a vida
em cada rodeio
na raia arquitetada
dos desejos
rio grávido do tempo
a vida escorre dos braços
pelo pensamento
a via humana
reverbere
unânime plenitude
da matéria
dê-se aos atos
lúdica constância
nexo causal
da militância
subtraia o tempo
espaço da luta
como vão criador
itinerante discurso
a construção do mundo
desenha seu rumo
como fora um salto
nos limites de tudo
dos céus de si
o homem transita
naves do desejo
nos ares da vida
a vontade
combustível inato
ressoa o tempo
em suas asas
bólide recorrente
prontidão humana
vigência quanta
de estar sonhando
o universo dá-se a pouco
nos seus passos de tanto
até que um dia
o único possessivo
seja apenas modo
de viver o infinito
até que um dia
propriedade
seja apenas modo
de viver a liberdade
até que um dia
todo indivíduo
só saiba de tanto
quanto coletivo
até que um dia
como única estrada
a trama humana
seja instaurada
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.