Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
as rédeas do tempo
tramitando as horas
instauram o homem
em suas demoras
as vindas do corpo
as postas na memória
lapsos intrusos de si
como instrumento
das montanhas egóicas
do pensamento
nada do espaço humano
resta vago no tempo
o poema
nunca milita
em ser palavra
que o poeta dita
antes do vínculo
na verbal labuta
o poema apalavra
o poeta, o sentir e a luta
dado aos caminhos
veias do futuro
tem-se ainda presente
nos passados que usa
o poema e o poeta
furtam-se nos verbos
do sentimento militante
de seus versos
gerente da vida
de-se ao contrato
te-la mancomunada
com seus atos
dos coletivos em si
dos ensimesmados
razão de geri-la
íngreme vertente
custo perdulário
de ser vivente
a vontade de conte-la
nos umbrais do tempo
como saga coletiva
matéria em movimento
dada a razão
a matéria pulsa
eixo incontroverso
das vias da luta
grávida de si
ávida e lúdica
humana ronda
distrato coletivo
ruas de tantos
veias construídas
deixar-se militante
marchar esse rumo
deflagrada vontade
de estar futuro
atrás da manhã
a noite dormia
no jogo do tempo
ao redor da vida
atrás da manhã
o homem dormia
jogado no sonho
em busca do dia
noite e homem
postos no tempo
urdiam a vida
simplesmente
nas léguas reticentes
quase coagido
o mundo teima o jeito
de dar-se infinito
metros ansiosos
em que se permite
dessa metragem
posta assim humana
deixa seus rastros
nas idéias que derrama
no peito pulsando
como uma batalha
resta infindo
nos passos da alma
as raias do homem
postas na vida
assumem os tempos
na luta que consiga
navega-las vastas
no suor dos dias
na inata prontidão
da humana lida
cabe-las intrínsecas
na vontade lúdica
de construir o mundo
nos desvãos da luta
nem a tarde
encherá o tempo
quanto as razões
que se invente
nas manhãs do homem
postas na mente
derramar-se na vida
como nascente
de rios caudalosos
grávidos e recorrentes
tempos assim criados
firmam os dormentes
nas ferrovias da alma
nos trilhos da gente
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.