Andanças
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
contumaz navegante
dou-me ao exercício
de construir meus mares
como civil ofício
submarino de mim
milito a vontade
na naval contingência
da liberdade
os navios do tempo
porventura encalhados
teimam na consciência
como uma saudade
o foro de minha resistência
são as ondas em que caibo
o propósito
é estar in loco
vivendo tanto
a matéria posta
fração humana
sua lógica
o propósito
dá-se ao rito
de dividir possível
cada infinito
os que estejam vigentes
os que estejam consumidos
as dúvidas ainda sãs
as certezas pretendidas
a proposta é ser mar
das ondas consentidas
contumaz navegante
dou-me ao exercício
de construir meus mares
como civil ofício
submarino de mim
milito a vontade
na naval contingência
da liberdade
os navios do tempo
porventura encalhados
teimam na consciência
como uma saudade
o foro da minha resistência
são as ondas em que caibo
motorista da vida
cegonha fictícia
Dinalva voava as mãos
o tempo, asas e vaginas
acostumada em tanto
da humana instância
Dinalva instrumentava
o parto como dança
do vão de seus braços
assim como alavancas
a matéria pulsante
deixava-se criança
o parto havia Dinalva
como bailarina circunstância
infante rastro em tudo
palco grávido do mundo
de manejar a vida
ofício diuturno
teimar o presente
insistência do futuro
geografia do tempo
nas costas do mundo
atriz humana
a matéria cogita
transcrever nas horas
suas veias e vias
encampar o tempo
estradas fictícias
em jogar os passos
nessas avenidas
a vida
assim lavrada
pesa mais
que a palavra
dize-la como tanta
verbo ilusório
denega ilações
músculo retórico
a vida dá-se discurso
como fato cogente
revoada de atos
da matéria vivente
a vida constrói em si
palavras que sente
verbos construídos
daquilo que consente
espaço de quando
tempo de onde
a vida embaralha
quando tanta
inventa caminhos
joga-se planta
projeto reticente
da gestão humana
interlúdio vital
matéria lúdica
da vazão coletiva
de sua música
a vida é brinquedo exato
de quem a luta
a história
marcha o tempo
no caderno da vida
construção da matéria
lapso humano
de suas investidas
o homem
traçado nas ruas
constrói nos passos
as léguas da luta
bordando nos fatos
aquilo que construa
a história é o compasso
na pauta de sua música
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.