Andanças
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
a vontade
oficina da vida
trama no homem
suas armas
as vias dos fatos
as vias da alma
trança-las
instâncias avulsas
misturam o tempo
em suas culpas
as vindas do homem
as vindas da luta
assim entrelaçadas
joga-las no mundo
coletiva senda
é a prontidão de tudo
fica declarado
como escambo
o sentir da vida
pelo estar lutando
fica declarado
como desafio
construir-se único
mesmo coletivo
fica declarado
quanto avença
as razões de todos
que se tenha
fica declarado
quanto ofício
descobrir os modos
do infinito
os olhos
buscam o horizonte
nas ruas abertas
dentro do homem
laçam o tempo
quando saudade
constroem as vistas
da liberdade
dado à paisagens
mesmo ocultas
riscam na visão
os meandros da luta
fotografam no homem
a vontade implícita
de pintar o mundo
nas cores da vida
a via humana
reverbere
unânime plenitude
da matéria
dê-se aos atos
lúdica constância
nexo causal
da militância
subtraia o tempo
espaço da luta
como vão criador
itinerante discurso
a construção do mundo
desenha seu rumo
como fora um salto
nos limites de tudo
quando outro
esteja o homem
veias de si
unidade pelo todo
trâmite exato
de quem trama
trânsito farto
prontidão humana
rasgos construídos
da inata vontade
de estar sempre
preso na liberdade
a vida é exata bandeira
de tremular quem a invade
lavre-se da vida
ata humana
atos de tanto
de quem ama
de quem arma
dado a chama
objeto da luta
em cada trama
forja coletiva
como tanta
usina pessoal
de quem proclama
a inata prontidão
da invenção humana
exercício de tanto
lavre-se a vida
revolta humana
matéria em guerrilha
tê-la aos trancos
solta nas ruas
vigência combatente
batalha lúdica
marcha de todos
mesmo única
instância coletiva
vaga transeunte
a vida milita o mundo
matéria combatente
a matéria engole a si
íntimo exercício
ansiedade lúdica
de lamber-se infinita
espaço e tempo
dão-se inaptos
terminal estrela
em seu cansaço
fusão nuclear
infinito em transe
parto inato de estrelas
velório de horizontes
o universo posta em si
todas as jusantes
as delatadas apócrifas
as cumpridas no homem
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.