Andanças
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
da matéria
em seus ritos
a vida dá-se
aos sentidos
o homem
comprimido
tenta viver-se
consumido
até que o futuro
construído
possa vive-lo
em todos os sentidos
e a vida vague intensa
salpicando o colo do infinito
sempre, ao invés,
é tempo contrito
se a saudade cresce
dá-se a infinito
e cabe como lembrança
nas brechas do riso
até na alegria
molha a vida
jogando lágrimas
nos sorriso que consinta
a rua
tangendo o povo
pulsava o mundo
em cada passo
os gritos
remoendo a história
jogavam no tempo
palavras de ordem
a vida
em sua lógica
tecia a liberdade
no vão das horas
camponesa de si
roçado humano
a matéria cava
como enxada
sua substância
dada a gente
ensimesmada
consome como alheia
sua própria alma
as sinapses do mundo
soltas no tempo
ensaiam suas falas
era maio
nove em dias
tudo que era tempo
deu-se futuro
vermelha
no reichstag erguida
a bandeira gritou
o jeito da vida
tudo do mundo
deu-se à lida
de construir o tempo
como guerrilha
dadas as armas
da humana investida
no Vale de Ihlara
a história adormecida
belisca a memória
ao redor da vida
assim como se o tempo
brincasse de esquecido
e largasse nas pedras
um jeito do infinito
o violão
como um recado
dizia a música
sem palavras
o som da vida
brincava na alma
instrumento inato
da humana saga
o menino
desentoado
cantava em si
o concerto dos fatos
mergulho em mim
todos os submarinos
os que já navego
os que nem sinto
viajando as multidões
desejo intrínseco
deixar-se como outro
em cada labirinto
o mar de cada um
submerso no mundo
é só a humana onda
de construir-se em tudo
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.