Andanças
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
na verdade
ser indivíduo
é estar na vida
sempre coletivo
tudo que é só
flagra a compostura
do que agride a si
como fosse luta
a competição
posta em tudo
é só negação
das vias do mundo
ao homem cabe ser todos
com todos em tudo
a vida
quando estrada
inventa passos
lendas da alma
consumi-la em tanto
habita-la
construí-la em todos
como arma
inundar o mundo
de suas falas
as postas nos fatos
as vindas da alma
no cartorio do tempo
lavre-se a minuta
dos contratos da vida
na constância das lutas
as posta em cada um
as levadas nas ruas
manejar a razão
no vão dos braços
dizê-las nos dias
em cada ato
a liberdade da vida
inventa cada salto
desorientado
dou-me ao refúgio
de deixar em verbos
meu olhar do mundo
das vezes de mim
em que me acho
as palavras inundam
meu abraço
o verso
é só condição
de ter-me povoado
pássaro de mim
dou-me ao voo
em todas as asas
que construo
as achadas no tempo
as compostas por todos
dá-las aos ares
rasantes presumidos
restam como enfeites
no vão dos sentidos
voar-me é só um jeito
do sonho que consiga
a cada porto
onde atraca
a vida avia
suas marcas
a cada salto
que desata
a vida avia
seu passado
a cada voo
que prolata
a vida havia
futura em suas asas
pássaro de si
o homem se basta
nadando a vida
rondava o tempo
vias de fato
veias urgentes
sangue remoto
sanha reticente
tração da disputa
da condição gente
tudo era só um jogo
vencido nos repentes
naquilo que do povo
fluísse mansamente
quando há vida
a matéria insiste
restar-se tanta
quando a crise
rastros do tempo
grávido lapso
imanência humana
em seus saltos
via intrínseca
dessa necessidade
de ter-se militante
da liberdade
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.