Andanças
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
restos do sonho
brincam na mente
inventando a vida
nas veias do que sente
o mundo
transitando o dia
mistura o tempo
das vias em que corre
a crise
vísceras de tudo
é o parto dialético
da matéria no mundo
e assim
como fosse tanta
a vida pode dar-se
coletiva trama
construção exata
da nação humana
tudo que era o homem
deu-se chama
o futuro
como trânsito
é sempre estrada
de um tempo unânime
o tempo
esconde a tarde
no tramitar nos olhos
suas veleidades
raramente permite
ver-se relativo
nas réguas dos homens
medindo o infinito
como tempo
esconde nos lapsos
sua conjunção intrínseca
com o espaço
o homem vive as horas
como transeunte inato
a razão
insuflando o tempo
dá-se à verdade
incitando a diferença
urdindo as equações
em que se estabeleça
esse cálculo virtual
derramado na vida
tende a tê-la material
em todas as saídas
a razão
por saber-se consumida
tem-se mais à mão
quando coletiva
o poema usa o poeta
nessa insistência
em deixar-se verbo
pela consciência
como se a palavra
fosse unguento
de untar as curvas
do sentimento
o poeta usa o poema
como consequência
dos rios que permite
nas cachoeiras da gente
no banco da praça
inventando a vida
os camaradas tramavam
as vias do partido
tudo da vontade
posta no discurso
eram as pontas soltas
das veias do futuro
o tempo escondido
em subversivas horas
era só um jeito
de tanger a história
o mundo era o útero
dos partos da memória
rebelde
dê-se à insistência
em manter acesa
a consciência
na luta
dê-se ao passo
de construir as vias
todas do fato
na vida
dê-se ao recato
de habitar multidões
em cada ato
a bailarina
finge a vida
voando em si
pássara notícia
seu rastro
cosmo contrito
infinita os olhos
nos passos que habita
a bailarina
enganando o tempo
inventa saudades do futuro
no pensamento
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.