Andanças
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
o povo
dança a rua
abraça o tempo
em sua luta
cheiro da história
assuntando seu curso
ilações da matéria
nas vias do futuro
a multidão
pulsando a avenida
inventa pelo tempo
as tramas da vida
os passos do mundo
engravidam em tudo
Vo Nguyen Gyap
tinha como imagem
as léguas que construía
nos palmos de sua farda
o Vietnam urgente
abraçando a vida
navegava o mundo
no barco da guerrilha
o jeito da liberdade
Gyap dizia com o povo
nos verbos da luta
e uma certa intimidade
Gyap era só um humano
construído na vontade
a razão
arrasta a vida
como um furgão
em comitiva
passeata de sinapses
comício construído
dá-la corredeira
na coletiva saga
vive-la conduto
do que se arma
a razão vira o tempo
quando salta
a palavra
quanto fala
grava a vida
grávida
curso verbal da alma
a palavra
quanto arma
grua da luta
grau da lavra
veias do fato
instaladas
aríete da vida
a vontade luta
em todas as vias
em que se discute
lança voraz
da circunstância
dá-se ao fato
como instância
ao homem
posta a vida
deixe-se tê-la
consentida
o roldão da vida
assim consumido
dá-se ao mundo
no vão dos sentidos
sua usina
posta na vontade
alinhava o tempo
nas brechas da liberdade
o roldão da vida
é a construção
de quem se cabe
no muro da escola
na fuga das aulas
o jovem arquitetava
as vias sonhadas
as que o tinham em terra
as que o diziam astronauta
os desejos do tempo
apenas confirmavam
os sonhos medidos
com a militância da alma
nada do que tramava
era matemática
o vento
cortava a carne
armando o tempo
pela face
Leningrado
deitada nas ruas
urdia pela vida
as veias da luta
o jovem
montado no sonho
escrevia em si
todos os futuros
nos olhos
escutando a página
o jovem amansava
os saltos da paisagem
o vento
num intenso discurso
balançava o livro
apontando o futuro
correndo em si
dentro das páginas
bebia no tempo
toda liberdade
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.