Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
na terra
minúscula nave
como divisar
os infinitos em que cabe?
na terra
transcurso da matéria
como não sentir
os futuros que encerra?
no universo
matéria em seu rito
como não vislumbrar
o destempo do infinito?
na madrugada
poema acorda
martelando verbos
na memória
no trânsito do sonho
o sono tremula
palavras embrulhadas
em sua luta
ao poeta resta o levante
da retórica disputa
o rio
em sua andança
tangia a paisagem
e a infância
o menino
já dado à velhice
acorrentava o tempo
na correnteza
sonhando o futuro
envelhecendo as certezas
o rio, inocente,
molhava o sonho
como presente
na madrugada
o poema acorda
martelando verbos
na memória
no trânsito do sonho
o sono tremula
palavras embrulhadas
em sua luta
ao poeta resta o levante
da retórica disputa
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.