Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
no raso de mim
exato precipício
resvalo do tempo
exíguo infinito
tudo que me tange
é deixar-me coletivo
alinhavado no mundo
nas lutas que consigo
as que trago no peito
as que nas ruas milito
na madrugada
o poema acorda
martelando verbos
na memória
no trânsito do sonho
o sono tremula
palavras embrulhadas
em sua luta
ao poeta resta o levante
da retórica disputa
ajo em mim
como intruso
empuxo à vida
ao largo do mundo
dar-me humano
gesto da matéria
projeto onírico
minha jornada
jeito de laçar o tempo
no espaço que me cabe
insisto
curvas de mim
existo
retas que me curvam
transito
móvel humano
irrestrito
amores e matéria
em que me admito
a vida confabula o mundo
em todos seus indícios
o rio
em sua andança
tangia a paisagem
e a infância
o menino
já dado à velhice
acorrentava o tempo
na correnteza
sonhando o futuro
envelhecendo as certezas
o rio, inocente,
molhava o sonho
como presente
a história
discurso de tudo
armazena o tempo
nas veias do mundo
a matéria avulsa
derramada nos fatos
desenha futuros
em seus contratos
ao homem resta trafegar
as ruas de seu rastros
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.