Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
o poema é atalho
rastro do poeta
nas costas do mundo
mania de palavrear-se
nos verbos de tudo
assim como eco
dos solavancos da vida
o poema reza a matéria
como ciranda lírica
dançando o sentimento
das valsas que consiga
na madrugada
poema acorda
martelando verbos
na memória
no trânsito do sonho
o sono tremula
palavras embrulhadas
em sua luta
ao poeta resta o levante
da retórica disputa
o tempo
posto na paisagem
dá-se à vida
como madrugada
o homem
posto humano
arquiva o tempo
no seu sono
a matéria e o homem
postos em cena
dão-se ao poeta
no vão do poema
a cada novo tanto
a qualidade tremula
a dialética vazão
da matéria em luta
a qualidade
em cada quanto
adentra a matéria
como nova jornada
ao homem resta militar
cada nova madrugada
as da matéria conhecida
as que permitam inventa-la
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.