nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Palestina razão da vida
a manhã regurgita
ainda amordaçada
nas costas da vida
o tempo em Gaza
minutos sangrentos
horas apressadas
degraus da vergonha
em podre escada
o mundo molda o futuro
nos passos que declara
o povo surgirá em tudo
nos braços de sua fala
ainda amordaçada
nas costas da vida
o tempo em Gaza
minutos sangrentos
horas apressadas
degraus da vergonha
em podre escada
o mundo molda o futuro
nos passos que declara
o povo surgirá em tudo
nos braços de sua fala
4
veias e vias
as veias
são as vias
de lançar as teias
pela vida
navegar o sangue
oceano da luta
jogar-se pandêmico
na imensidão das ruas
pulsar o tempo do mundo
exatidão da vida
passeata recorrente
no peito das avenidas
são as vias
de lançar as teias
pela vida
navegar o sangue
oceano da luta
jogar-se pandêmico
na imensidão das ruas
pulsar o tempo do mundo
exatidão da vida
passeata recorrente
no peito das avenidas
4
Do futuro repassado
o futuro
espreita o tempo
tecendo presentes
no pensamento
larga-se passado
como farsa
na construção intensa
da humana lavra
o futuro é passageiro nato
do veículo dos braços
nas viagens que consegue
ao redor de seus atos
espreita o tempo
tecendo presentes
no pensamento
larga-se passado
como farsa
na construção intensa
da humana lavra
o futuro é passageiro nato
do veículo dos braços
nas viagens que consegue
ao redor de seus atos
4
Contradita
o avesso de tudo
trama na certa
toda contradição
de sua métrica
deixar-se outro
quando mesmo
inventar-se novo
quando velho
a contradição é um fato
complexo transeunte
da matéria em si mesma
construindo-se infante
trama na certa
toda contradição
de sua métrica
deixar-se outro
quando mesmo
inventar-se novo
quando velho
a contradição é um fato
complexo transeunte
da matéria em si mesma
construindo-se infante
5
Da coletiva vazão do eu
tudo de nós é tanto
no humano alvoroço
em que restamos multidão
nas formas do outro
é que o torno exato
de forjar indivíduo
é trajeto formal
de ato coletivo
o caminho de ser único
é abraçar o infinito
no humano alvoroço
em que restamos multidão
nas formas do outro
é que o torno exato
de forjar indivíduo
é trajeto formal
de ato coletivo
o caminho de ser único
é abraçar o infinito
6
Construída vazão do amor
o amor
tange o tempo
como uma folha avulsa
na jangada do vento
o exercício flagrante
de mante-lo grávido
é consumi-lo futuro
no presente do passado
o amor assume a multidão
dos nossos descampados
procissão construída
de todos os abraços
tange o tempo
como uma folha avulsa
na jangada do vento
o exercício flagrante
de mante-lo grávido
é consumi-lo futuro
no presente do passado
o amor assume a multidão
dos nossos descampados
procissão construída
de todos os abraços
11
Verbos malabares
palavras
são malabares
verbos transeuntes
de nossos avatares
os que montam a vida
os que grafam as claves
pauta construída
das notas da liberdade
discurso da matéria
em humana disparada
são malabares
verbos transeuntes
de nossos avatares
os que montam a vida
os que grafam as claves
pauta construída
das notas da liberdade
discurso da matéria
em humana disparada
13
Material construção do tempo
senil e militante
a matéria avança
a juventude construída
em suas tranças
senhora do futuro
dá-se à pertinácia
do auto combate
da humana prática
a matéria soletra todas as contas
de sua intensa matemática
alinhavando seu corpo
como se fora aula
a matéria avança
a juventude construída
em suas tranças
senhora do futuro
dá-se à pertinácia
do auto combate
da humana prática
a matéria soletra todas as contas
de sua intensa matemática
alinhavando seu corpo
como se fora aula
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.