nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Das voliçōes inesperadas
o desejo
sotaque da matéria
em traduzir-se volátil
quando idéia
pulsa no cérebro
resgate da vida
passeata de sonhos
em desmedidas
o homem soletra-se no desejo
nos verbos de sua oficina
sotaque da matéria
em traduzir-se volátil
quando idéia
pulsa no cérebro
resgate da vida
passeata de sonhos
em desmedidas
o homem soletra-se no desejo
nos verbos de sua oficina
13
dos remansos da matéria
nada de mim
é meu invento
nesse correr da matéria
nas asas do tempo
dado interino
na gerência da vida
deixo-me permanente
no abraço que consiga
escrever-me no curso da matéria
constrói o tempo que me viva
é meu invento
nesse correr da matéria
nas asas do tempo
dado interino
na gerência da vida
deixo-me permanente
no abraço que consiga
escrever-me no curso da matéria
constrói o tempo que me viva
5
Memórias retirantes
exilado de mim
dou-me a circunstância
de resgatar o futuro
alinhavando lembranças
em tê-las soltas
pelo pensamento
dizem-se andorinhas
voando o tempo
é assim como um comício
nos palanques que invento
dou-me a circunstância
de resgatar o futuro
alinhavando lembranças
em tê-las soltas
pelo pensamento
dizem-se andorinhas
voando o tempo
é assim como um comício
nos palanques que invento
7
Factual remanso
o cérebro
rasga o ato
de ser lâmina
do fato
dói em si
sujeito operante
veias do tempo
circunstante
grava-se real
lua quântica
pico da idéia
em que se planta
rasga o ato
de ser lâmina
do fato
dói em si
sujeito operante
veias do tempo
circunstante
grava-se real
lua quântica
pico da idéia
em que se planta
7
caminhada
de tudo que se diga tanto
posto num tempo descampado
recolha os ventos em que se posta
como um arbítrio do espaço
em dizer-se marca registrada
da gesta humana nos abraços
percorra inteiro todo o mundo
como embrião da nova safra
construída assim urgentemente
na luta convergente que se trava
a vida é só uma tratativa
dos futuros postos na estrada
em que passos ressoam coletivos
nas costas da natureza desbravada
posto num tempo descampado
recolha os ventos em que se posta
como um arbítrio do espaço
em dizer-se marca registrada
da gesta humana nos abraços
percorra inteiro todo o mundo
como embrião da nova safra
construída assim urgentemente
na luta convergente que se trava
a vida é só uma tratativa
dos futuros postos na estrada
em que passos ressoam coletivos
nas costas da natureza desbravada
6
Íntima metragem
no jeito do infinito
dou-me às léguas
transeunte militante
da matéria
como se fora tanto
resumo da vida
amor arquitetado
pelas avenidas
as âncoras do peito
boiando ao vento
são borboletas jogadas
pelo pensamento
dou-me às léguas
transeunte militante
da matéria
como se fora tanto
resumo da vida
amor arquitetado
pelas avenidas
as âncoras do peito
boiando ao vento
são borboletas jogadas
pelo pensamento
12
faces do novo
o novo
velho recalcitrante
jovem transformado
das engrenagens do ontem
transferido na luta
sobrevivente medida
exercício recorrente
grávido da vida
o novo é uma corda
adredemente estendida
velho recalcitrante
jovem transformado
das engrenagens do ontem
transferido na luta
sobrevivente medida
exercício recorrente
grávido da vida
o novo é uma corda
adredemente estendida
9
vital medida
nesse engenho manso
a vida é pouca
nos degraus do tanto
em que parece toda
palmilha os trilhos
nesse trem imenso
em que a matéria coletiviza
sua consciência
a vida é um naco do tempo
postada avulsa no infinito
a vida é pouca
nos degraus do tanto
em que parece toda
palmilha os trilhos
nesse trem imenso
em que a matéria coletiviza
sua consciência
a vida é um naco do tempo
postada avulsa no infinito
18
Comentários (10)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.