nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Gestos do tempo
as manhãs
rasgam o tempo
e tangem a noite
mansamente
em suas brechas
o sol bailarino
enlaça o horizonte
certo do infinito
até que a tarde
debruçada na vida
abra todas as portas
que a noite consiga
rasgam o tempo
e tangem a noite
mansamente
em suas brechas
o sol bailarino
enlaça o horizonte
certo do infinito
até que a tarde
debruçada na vida
abra todas as portas
que a noite consiga
8
Debruços do poema
viajante
a matéria decide
as regras de tudo
em que insiste
a estrada
consumida de nexos
resume a volição
de seus processos
o poema
é só um gesto
debruçado nas razōes
do seu poeta
a matéria decide
as regras de tudo
em que insiste
a estrada
consumida de nexos
resume a volição
de seus processos
o poema
é só um gesto
debruçado nas razōes
do seu poeta
17
Libertária jornada
corro
no vão dos ventos
todas as maratonas
do pensamento
as pernas neuroniais
tangendo as certezas
trafegam as dúvidas
pela natureza
os passos ousam caminhos
nos contornos da vontade
no inventar o trajeto
de fisgar a liberdade
no vão dos ventos
todas as maratonas
do pensamento
as pernas neuroniais
tangendo as certezas
trafegam as dúvidas
pela natureza
os passos ousam caminhos
nos contornos da vontade
no inventar o trajeto
de fisgar a liberdade
9
Infantil caminho
a ladeira
nem sabia
das subidas
que descia
os passos
só diziam
o tempo subjetivo
que consumiam
o menino e o sonho caminhavam
nos degraus em que se davam
nem sabia
das subidas
que descia
os passos
só diziam
o tempo subjetivo
que consumiam
o menino e o sonho caminhavam
nos degraus em que se davam
9
Das horas do sonho
a manhã
não é o fim do sonho
é apenas recado
da mudança de rumo
esse deixar-se onírico
nas tarefas de tudo
dar-se ao trabalho
de forjar futuros
é entranhar-se na vida
nos tempos que construa
não é o fim do sonho
é apenas recado
da mudança de rumo
esse deixar-se onírico
nas tarefas de tudo
dar-se ao trabalho
de forjar futuros
é entranhar-se na vida
nos tempos que construa
6
Pichamento
o pincel
em alvoroço
escreve no muro
a história do povo
as letras
suam o tempo
desenhando em piche
o pensamento
o homem soletra o futuro
nas costas do presente
em alvoroço
escreve no muro
a história do povo
as letras
suam o tempo
desenhando em piche
o pensamento
o homem soletra o futuro
nas costas do presente
8
Simbólica trama
o símbolo
tramita na mente
como cócegas
do que se sente
arvora a alma
como panfleto
das razões que trama
em seu nexo
o símbolo tange o homem
em preventiva messe
tramita na mente
como cócegas
do que se sente
arvora a alma
como panfleto
das razões que trama
em seu nexo
o símbolo tange o homem
em preventiva messe
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.