nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Das curvas do desejo
síncope urgente
o desejo intenta
frear suas horas
no vão do tempo
procura exata
em sentir a vida
página constante
em humano livro
o escape do desejo
é fingir um tempo
como alegoria eterna
no vão do pensamento
o desejo intenta
frear suas horas
no vão do tempo
procura exata
em sentir a vida
página constante
em humano livro
o escape do desejo
é fingir um tempo
como alegoria eterna
no vão do pensamento
7
Metragens volitivas
o caminho
é só um jeito do passo
vontade de deixar-se
no colo do espaço
a vontade
perna militante
posta no pensamento
inventa-se constante
os metros são detalhes
dos tempos avantes
é só um jeito do passo
vontade de deixar-se
no colo do espaço
a vontade
perna militante
posta no pensamento
inventa-se constante
os metros são detalhes
dos tempos avantes
6
Dos rios da alma
mar itinerante
o rio navega
o circunlóquio das águas
no ventre da terra
lambendo o mundo
em constante saga
incentiva as correntes
dos rios da alma
os que correm sozinhos
os que abraçam a massa
o rio navega
o circunlóquio das águas
no ventre da terra
lambendo o mundo
em constante saga
incentiva as correntes
dos rios da alma
os que correm sozinhos
os que abraçam a massa
6
Materialidades
a alma
fala quåntica
tece a realidade
condomínio de inståncias
larga-se no tempo,
materialidade súbita,
dos gestos virtuais
da humana luta
a matéria dá-se ao campo
das estradas de seu trânsito
fala quåntica
tece a realidade
condomínio de inståncias
larga-se no tempo,
materialidade súbita,
dos gestos virtuais
da humana luta
a matéria dá-se ao campo
das estradas de seu trânsito
7
Das vagas pensantes
a vida balbucia
falas do passado
lógica futura
síncope do tempo
em seus recados
o homem
em si debruçado
tenta arrumar as horas
assim pensante
no relógio dos seus lapsos
falas do passado
lógica futura
síncope do tempo
em seus recados
o homem
em si debruçado
tenta arrumar as horas
assim pensante
no relógio dos seus lapsos
5
Saudade em vazão corrente
a saudade
navega o fato
transeunte intenso
do passado
dói rindo
em sua trama
de fustigar o tempo
como lembrança
a saudade é quase comício
nas praças do cérebro
de quem ainda ama
navega o fato
transeunte intenso
do passado
dói rindo
em sua trama
de fustigar o tempo
como lembrança
a saudade é quase comício
nas praças do cérebro
de quem ainda ama
8
Coletiva saga
dar-se à luta
é quase trejeito
de construir o outro
no próprio peito
flagrar o tempo
esperança objetiva
de modelar o futuro
no escaninho da vida
armário humano
de todas investidas
é quase trejeito
de construir o outro
no próprio peito
flagrar o tempo
esperança objetiva
de modelar o futuro
no escaninho da vida
armário humano
de todas investidas
7
Indígena tração
a taba em dança
amplifica
o grito indígena
da vida
o som
regurgita
a matéria primal
em sua trilha
a garganta fala
como idéia
o relato objetivo
da matéria
amplifica
o grito indígena
da vida
o som
regurgita
a matéria primal
em sua trilha
a garganta fala
como idéia
o relato objetivo
da matéria
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.