AurelioAquino

AurelioAquino

n. 1952 BR BR

Deixo-me estar nos verbos que consinto, os que me inventam, os que sempre sinto.

n. 1952-01-29, Parahyba

Perfil
314 597 Visualizações

Marítima alusão da vida

no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro

atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho

Ler poema completo
Biografia
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.

Poemas

3639

Da razão em ingênuas paragens

a razão
ingenuamente arquitetada
desconhece os pilotis
da saudade na alma
dadas imensas
nas léguas do peito
as lembranças edificam
razões suspeitas:
confundem o raciocínio
inundadas de afeto
como se fossem andorinhas
voando o universo
21

Do amor cogente

tua vida
agora infinito
põe-me na liberdade
de todos teus sentidos
íntimo do espaço
dou-me ao privilégio
de navegar teus encantos
nas praças do cérebro
22

Ainda o amor

alinhavado a cada hora
costuramos nosso tempo
como um abraço profundo
pelo pensamento
os sentidos
transeuntes da vida
eram os pergaminhos
dessa intensa escrita
hoje cabem como herança
dessa lógica infinita
derrame do amor em ondas
nos mares em que milito
14

Da saudade em dizer sucinto

a saudade
é uma pátria movediça
dói nos vincos da alma
ri dos tempos da vida
enche o peito de tanto
desfaz-se em cachoeiras
nos rios cheios dos olhos
numa exata correnteza
a saudade é quase desejo
que o tempo represa
17

Ainda a Lane Pordeus

fora da tribo
indígena cósmica
povoas o infinito
em urgente lógica:
ninfas sorriem o tempo
nas eternidades que moram
48

Do tempo em medidas

os amanhãs
serão menores
os ontens que trago
são enormes
o tempo de ti
tinha a compostura
de uma hora mágica
que andavamos nas ruas
meu tempo, agora,
é só um pesado jeito
de inventar você
dentro do peito
15

Dos avarandados vitais

na varanda da vida
o mundo deu-se à vontade
de passear no meu peito
tua intensa eternidade
assim como um pássaro
rabiscando o infinito
em um desenho exato
das cores do teu riso
e vejo o tempo sonhando
navegante de mim mesmo
inventando-me amante
das ondas desse enredo
17

Andanças

dou-me ao tempo
com a certeza exata
que todas tuas horas
agendam minha alma
caminho a tristeza
com nesgas de riso
por saber-te sempre
abraçada comigo
o amor é uma instância
das teimosias do infinito
38

Da permanência

o amor
é um grave indício
de que a alma cabe
em todos infinitos
vivê-lo
nas rédeas do riso
grava no peito
todos seus comícios
sofrê-lo
nas curvas da ausência
é trazê-lo ainda sorrindo
pela consciência
20

fluxos da vida

minhas vias
são as veias
e a saudade exata
que o sangue lateja
nas praças da alma
a vida
guardada em tudo
espalha teu sorriso
nas ladeiras que subo
o tempo ainda enfeita
as avenidas do mundo
20

Comentários (8)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.

Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.

Carlos Marques
Carlos Marques

Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.

Pinto
Pinto

Abração !

AurelioAquino

Honrado