nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Parto
do líquido,
navegante,
o feto inventa-se
transatlântico
atravessa a mãe
em súbito rompante
e deixa-se na vida
ainda itinerante
os mares do futuro
forjam a esperança
de que serão os portos
dessa nova andança
navegante,
o feto inventa-se
transatlântico
atravessa a mãe
em súbito rompante
e deixa-se na vida
ainda itinerante
os mares do futuro
forjam a esperança
de que serão os portos
dessa nova andança
6
Líquida moção da vida
a vida é açude
nada-la em travessia
intenso mergulho
é vivê-la espalhada
nas ondas sonhadas
dos ombros do futuro
e nesse líquido compasso
molhada de alegrias
deixa-la arrebentar todos os muros
o tempo de vive-la como nado
é somente o jeito de dize-la em tudo
nada-la em travessia
intenso mergulho
é vivê-la espalhada
nas ondas sonhadas
dos ombros do futuro
e nesse líquido compasso
molhada de alegrias
deixa-la arrebentar todos os muros
o tempo de vive-la como nado
é somente o jeito de dize-la em tudo
25
Verbais cometimentos
subo nas estrofes
em verbais disputas
como se as palavras
fossem minha culpa
o poema só espreita
nos desvãos da mente
a hora de arrastar-se
como uma serpente
e o jeito de dizer-se
como pensamento
desemboca minha vida
na cachoeira do que penso
em verbais disputas
como se as palavras
fossem minha culpa
o poema só espreita
nos desvãos da mente
a hora de arrastar-se
como uma serpente
e o jeito de dizer-se
como pensamento
desemboca minha vida
na cachoeira do que penso
16
Das andanças do futuro em rasa norma
o amanhã
é exercício
dos hojes vividos
em comício
os discursos dos atos
os fatos consentidos
o amanhã é escola
um futuro descampado
o tempo é vadio
quando não aconselhado
é exercício
dos hojes vividos
em comício
os discursos dos atos
os fatos consentidos
o amanhã é escola
um futuro descampado
o tempo é vadio
quando não aconselhado
7
Pacífica intrusão
a paz,
guerra consentida,
cabe aos homens
derrama-la na vida
pelos trincos do mundo
nos ombros das avenidas
a paz
é discurso exato
das guerras consumidas
no abraço dos fatos
tudo que a constrói
é o roldão desses atos
os que demarcam a luta
os que apertam seus laços
guerra consentida,
cabe aos homens
derrama-la na vida
pelos trincos do mundo
nos ombros das avenidas
a paz
é discurso exato
das guerras consumidas
no abraço dos fatos
tudo que a constrói
é o roldão desses atos
os que demarcam a luta
os que apertam seus laços
6
humanos rompantes da natureza
a idéia, plástica,
deixa-se chama
astronave lógica
dos vãos da alma
o mundo veste o homem
com sua múltipla farda
de soldado natural
em civis jornadas
a idéia é coletiva sanha
em sinapses privadas
deixa-se chama
astronave lógica
dos vãos da alma
o mundo veste o homem
com sua múltipla farda
de soldado natural
em civis jornadas
a idéia é coletiva sanha
em sinapses privadas
7
Gaia em humano sentir
a onda,
em pretensa calma,
jogava o tempo
nos ombros da praia
o pensamento
em intensa fala
rebocava palavras
no muro da alma
a paisagem tangia o homem
como autogestão de Gaia
em pretensa calma,
jogava o tempo
nos ombros da praia
o pensamento
em intensa fala
rebocava palavras
no muro da alma
a paisagem tangia o homem
como autogestão de Gaia
6
Mescla vivente
a tristeza
é só descompasso
que a alegria permite
em seus saltos
dizê-la adrede
em cada investida
é enganar o riso
nas costas da vida
a construção do ser
nos vincos do tempo
cabe na vontade e nos atos
pelo pensamento
é só descompasso
que a alegria permite
em seus saltos
dizê-la adrede
em cada investida
é enganar o riso
nas costas da vida
a construção do ser
nos vincos do tempo
cabe na vontade e nos atos
pelo pensamento
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.