nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Lista de Poemas
Das andanças do homem nas frestas do tempo
o desejo
célere e isento
mede o homem e a vida
nas estratégias do tempo
a paisagem de si
como um relato
é só um discurso
solto no espaço
dar-se ao universo
é a construção do fato
de que o infinito cabe
em qualquer abraço
célere e isento
mede o homem e a vida
nas estratégias do tempo
a paisagem de si
como um relato
é só um discurso
solto no espaço
dar-se ao universo
é a construção do fato
de que o infinito cabe
em qualquer abraço
191
Das pororocas do peito em anais vigentes
a história
debruçada na mente
escorre os fatos
como uma corrente
tudo que lhe contesta
é um verbo inconsequente
as corredeiras da vida
quando em rios dizente
traça todos os rumos
das pororocas da gente
desembocar no futuro
é trajeto de quem sente
debruçada na mente
escorre os fatos
como uma corrente
tudo que lhe contesta
é um verbo inconsequente
as corredeiras da vida
quando em rios dizente
traça todos os rumos
das pororocas da gente
desembocar no futuro
é trajeto de quem sente
257
Burocrática vazão das estatais moendas
sentado na vida
entre numeros e teclados
a monotonia em ondas
calcula o funcionário
no mister difuso
de fingir-se isenta
a burocracia decreta
sua consistência
o funcionário é só uma peça
encravada a pulso na moenda
entre numeros e teclados
a monotonia em ondas
calcula o funcionário
no mister difuso
de fingir-se isenta
a burocracia decreta
sua consistência
o funcionário é só uma peça
encravada a pulso na moenda
236
Do vagar do povo até a consciência
nas costas do tempo
o povo guarda em ondas
nos caçuás da vida
léguas de esperança
o futuro é arquitetura
dos deuses que inventa
como um sujeito intruso
dos edifícios que intenta
a razão é só um fio
enrolado na consciência
o povo guarda em ondas
nos caçuás da vida
léguas de esperança
o futuro é arquitetura
dos deuses que inventa
como um sujeito intruso
dos edifícios que intenta
a razão é só um fio
enrolado na consciência
214
Vívida moção da igualdade
a vida nunca é concurso
e barganha do futuro
que possa medir em graus
as melhores notas do seu uso
vivê-la farta e inédita
é só a adimplência
de quem posta todos os créditos
nas contas da consciência
a vida é um curso coletivo
dos rios de quem a entenda
e barganha do futuro
que possa medir em graus
as melhores notas do seu uso
vivê-la farta e inédita
é só a adimplência
de quem posta todos os créditos
nas contas da consciência
a vida é um curso coletivo
dos rios de quem a entenda
194
Jornada temporal em causas e efeitos
e no viés da vida
ensimesmado
o homem desarquiteta
as curvas do passado
e o futuro
alinhavado aos trancos
inventa todos os tempos
em que tivesse âmbito
a transição das causas
é um cenário incômodo
ensimesmado
o homem desarquiteta
as curvas do passado
e o futuro
alinhavado aos trancos
inventa todos os tempos
em que tivesse âmbito
a transição das causas
é um cenário incômodo
183
Dos cohibas manifestos em larga jornada
a fumaça
nos ombros do cohiba
escreve lembranças
nos costados da vida
o ar em chamas
parece bandeira
abraçando todas as ilhas
da noite brasileira
o charuto discursa o tempo
nos lábios de quem queira
nos ombros do cohiba
escreve lembranças
nos costados da vida
o ar em chamas
parece bandeira
abraçando todas as ilhas
da noite brasileira
o charuto discursa o tempo
nos lábios de quem queira
295
Das construções do levante em pacífica tese
quando a crise
ensaiar-se avante
deite-se a manhã
no colo do levante
e nos homens
assim decidida
encaminhe o mundo
no sentido da vida
é que a revolta
traz embutida
uma paz em sementes
adredemente construída
ensaiar-se avante
deite-se a manhã
no colo do levante
e nos homens
assim decidida
encaminhe o mundo
no sentido da vida
é que a revolta
traz embutida
uma paz em sementes
adredemente construída
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Comentários (10)
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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
Abração !
Honrado
Obrigado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.