Nasci em Campinas, SP. Morei em muitos lugares e voltei para mesma cidade para envelhecer. Sou casada e mãe de cachorros e crianças que precisem de colo. Essas poesias foram escritas durante toda a minha vida e em épocas diferentes. Algumas foram publicadas em coletâneas e outras não. Para quem gosta e quer passar u tempo em contato com a literatura, boa leitura :) Se quiserem se corresponder, e-mail: [email protected] (posso demorar para responder, mas sempre respondo). Acessem meu canal no youtube sobre livros: https://www.youtube.com/channel/UCOj_DssoWp0_1HO7VCXgRcA?view_as=subscriber
Roupas, livros, som, perfumes, Tv, micro, cremes, maquiagem e a dor da falta da sua imagem Fotos velhas e CDs tem tudo em meu quarto menos você Desistiu da minha cama? Faz tempo que não me chama, não me procura, nem telefona, nem um email, nem um olá Somente as lembranças espalhadas pelo chão... Foi-se embora por essa porta e me deixou a solidão
Ao Egresso: eu lhe peço, atenda ao meu apelo, desespero de te ver e fazer o homem que tanto fiz nas noites ardentes e insones nas aventuras pagãs temporãs, na imprevisibilidade previsível, indivisível de nossos gênios nossos gêmios nascituros desses sonhos imaturos
Ao Egresso, eu lhe peço: minha dor ou seu amor, mas volte ao começo, ao centro do berço imensurável prazer, me procure nesta cama, porque aqui estou, sozinha, ardendo em chamas e é só você pra me satisfazer
Ao Egresso, eu lhe peço: seu regresso...
ANO: 2003
370
PAUSA: VAI COMEÇAR O DESCOMPASSO
Sou sim, senhora, aquela louca que te devora que leva a vida em descompasso sempre à procura de um mero abraço que cansanço! Haja energia pra aguentar e ver o rio do tempo andar e esperar...
Me diga, Santa Agonia, qual o brilho da alegria? se na estrada desse caminho já perdi meu sorriso, minha lágrima, meu suor inventei tanta paixão mas, que coisa!, desobri a solidão e a imensidão do eu sozinho
ANO: 2005
309
BUSCA
Quem sou eu além de ninguém sozinha na vida esperando o trem sem vintém? Vinte horas ao dia de incompreensão na eterna existência na dor e solidão Quem sou eu além de ninguém a espera de alguém que nunca mais vem? Sei andar pelas ruas de descaso com ideias tão nuas e com imenso acaso Quem sou eu além de mim mesma na hipocrisia, melodia, de uma tristeza? Sou um nada camuflado num tudo embriagado
ANO: 2003
713
PACIÊNCIA (ASSIM É O MUNDO)
Jogo paciência na ciência do destino Fui forçada, na manhã, brincadeira de menino Me sangrou até morrer me comeu, me devorou, fugi para onde pode-se viver e nas lembranças me marcou ...morri no mesmo dia, no mesmo olhar que acaricia é meu segredo de escola, do nunca mais e do agora Estou caíndo no mesmo abismo das tuas mãos, adeus preciso jogar paciência...
ANO: 2003
354
PRÉ-VIDA
Não me leve a mal, este é seu pré-natal Todo dia uma covardia, toda hora uma demora e eu aqui, passando a limpo o que vivi Me ignora, sem demora agora, por ora não digo, não faço, não vivo cansaço Estaria feliz se fosse útil ter mais mas não, não tem razão de querer, de poder, deixa apenas um recado não estando aconselhado a viver Sugue o sangue e estanque a fome Somos sementes doentes, meu caro amado
ANO: 2020
281
ANJO SUICIDA
Pedaços caem do céu despencam a beleza que a distância dos olhos revelam Uma gota doce do pecado concretizado, uma lágrima amarga demonstra a dor, ou cortes profundos jorrando a vida mostrando a carcaça da fúria, um uivo rasga o silêncio que se evapora com o eco distante do paraíso, longe do inferno, vagando na angústia, no desespero de entender que nada é além de nada e as figuras se misturam transformando-se em monstros que o irão assombrar pela eternidade A náusea sufocante é engolida no desespero da dúvida que o cerca, a cicatriz eterna que o acompanhará por todo o sempre será angustiante, aterrorizante, e as últimas gotas desse sonho vermelho estão se esgotando o ar, já rarefeito, termina, insuficiente para sustentar suas alucinações nada é como já foi Um anjo caiu no vácuo da dor de entender o mundo esquecido naquele banheiro ensanguentado e apodrecido
ANO: 1999
636
REVELAÇÃO
O amor não existe... acordo amando, vou à procura procuro você! Te vejo, devoro, engulo cada gota de seu prazer, sou má! Gemidos em teu ouvido, unhada nas suas costas, corpos cruzados...
Vou embora, levo teus sonhos, teus desejos, fico só Durmo e já não sei quem sou, não sei o que sinto, tenho medo, tenho dor!
Me liga, não atendo não entendo mais nada Quero ficar só, quero ler um livro, ver um filme Tenho fome pra escrever tudo de novo Estou só Durmo novamente...
...Acordoo com fome de amor, saio à procura de um outro você Te vejo, devoro e faço tudo de novo...
Fiquem longe de mim trago dor e confusão, não sei amar, não sei nada, mas sei ferir e magoar
ANO: 2006
300
INTRANSIGÊNCIAS
Os sonhos ficam a vida passa e o sangue pulsa As aves cantam o mundo gira e o sangue pulsa A mentira vem a verdade vai e o sangue pulsa Lembranças Saudade, medos e o sangue pulsa Ideias mudadas atitudes novas e o sangue pulsa Será? Talvez? Importância? Não somos nada e o sangue pulsa...
ANO: 1995
309
BRANCO
Branco... Quanto branco nesse dia!!! Minha cabeça está vazia e o nada me agonia Como gostaria de estar azul, amarelo, lilás, mas branco, jamais! (vou-me embora, dormir com o anzol da preguiça para pescar bons sonhos e espantar esse entediante tédio)
ANO: 2003
615
UM TEMPO QUE JÁ FOI TEMPO
Psiu! O que há de ser? Um canto no lugar de encanto, um dia que já foi melodia, um tudo em toda parte e seu sorriso no laço que uniu nossos traços, nossos filhos que não nasceram, um dia de alegria espaço de analgesia e ver você colher nossos frutos em cada final da canção e ver a vida. Na época que a calmaria estava diante de nós e não enxergávamos adiante nos aninhamos nos aconchegamos em nossos braços em nossos sonhos esquecidos. Brindamos uma época em que o auge da felicidade era te ninar, te acariciar e dormir em teus afagos deixando a vida flutuar e parede desabar com nossos gritos e gemidos. Tudo era muito e queríamos mais, tivemos nosso tempo que se concretizou no passado, no tempo que já foi tempo. Talvez a porta que nos levou ao final de toda essa grande ilusão tenha sido nada menos do que nossa ambição
Minha cara poetiza Carol Ortiz - quanto tempo.... menina ... até que enfim nos conectamos... seu texto é maravilhosamente contundente... como esta você.... está bem de saúde... está viajando muito.... me visite menina... estava com saudade de você no Escrita . org. vê se faz alguns poemas para nós.... manina já estou com 1.840 textos escritos. fui indicado para compor o pessoal de Poesias para as escolas Br. em outubro do ano passado.... vamos ver o que vai dar. abraços. é bom saber que estas bem... me visite aqui no site... Ademir o poeta. rsrsrsrsrsr. até mais.
ademir domingos zanotelli
Minha cara Poetisa. Carol Ortiz - teus texxtos poéticos , estou sempre a lelos - em lembranaças de Infância. e cheia de incertezas e de amores... cortados em pedaços certos e errados. a infância ainda é de lembranças alegres. mesmos com sonhos não realizados. a não ser é claro quando sofremos violencias intimas. abaços de seu seguidor ademir.
Olá Carol Poetisa... Boa noite, certamente este mundo não é tão banal... mas os anjos de Istambul ...voam em formas de arco-iris na plenitude de teu imaginário poético. felicidades.
Minha Cara e Grande Poetisa.... seus contos e poesias, são deslumbrantes, menina você é demais , me sinto bem pequenino no que tuas mãos escrevem. felicidades. e muitos amores seus versos irão conquistar. abraços e sejas muito feliz.
Adoro suas poesias como adoro seus lábios, minha esposa amada.