In neutral what was accelerated, but symphysis I don't know what it is, we only know now from cracks, cracks and stains on the walls and the foundations, everything seemed on the rails, pretending to be happy everyone, but in neutral everything is, the house it's just cockroach bark and amputated ants under the yoke of tiny being, dread in the shop windows in the old night of artificial lights, yes, in reverse the old structure of grinding meat and minds - opera of the dead* crowning the days of the living, all reacting as a zero behind the mask.*
*: Opera of the Dead is an allusion to Autran Dourado's book (1926-2012, MG, BRAZIL) Translated with www.DeepL.com/Translator (free version)
Darlan M Cunha publicou os livros Umma (romance, Editora Virtual Books - Pará de Minas, MG), Esboços e Reveses: o silêncio (poesia, Editora CBJE - RJ), O ar em seu estado natural - Textos sobre letras do Clube da Esquina (Editora CBJE - RJ). Entende-se com um instrumento musical, tenta aprender entradas e bandeiras, preparando-se para encontros e despedidas, apreende algo mais da sociologia e da psicologia dos fatos cotidianos.
Surgiram com um nome sem sobrenome sem origem palpável o dono e a dona fazendo frege na aldeia onde o rumor cresceu (e porque não disseram nada...).
a aldeia pôs a boca no solstício sob tema geral - signos, noites de palpites convites e despistes sobre a real intenção dos intrusos (segundo os aldeotas)
até que, premido, o espanto encontrou vento contrário, e para outra aldeia se foi a outras ilhotas, a outra semiótica.
369
Decúbito
O morto me olha com um misto de pena e desdém, olha-me no fundo da lama dos meus gostos intransferíveis, minhas aulas de dicção libidinosa, ele parece saber de coisas que o próprio diabo desconhece; mas que defunto é este, com tal ousadia sobre a minha noite e o meu dia, que mal consigo estar de pé diante de tal evidência, vidro e corte querendo rasgar o morto e reabrir caminhos rumo a mim, ao que sobrar de tal encontro e tal despedida.
476
Água riscada
O navio aporta, ninguém recepciona e no casco não há som nenhum nenhum repasto nas mesas
Por quê os marujos e os gatunos de turismo não vagueiam pelo convés ? Não há nada no navio incapaz de levantar âncora.
O que houve com quem casou-se a bordo ? O que houve com os botes ?
A capela saqueada por alguém com pressa. O que houve no navio que aportou sozinho ?
365
Vazio atrás
Voltaste aos poucos, algum receio dedos fechados e a tez com pouca cor chegaste aos poucos, a cama está fria deserta esteve a cadeira na mesa posta mas enfim voltaste com um zíper na fala.
O que houve, que tanto te calas como se um tatu revolvesse teu cadáver, como se uma volta na fechadura te mandasse prosseguir viagem ?
Voltaste há pouco, e as cores mudaram: o azul é lilás, marrons as íris do pássaro (ainda na gaiola), o que era verde esboroou-se de vez, e o que foi mão de coçar já não alcança a tez.
Como se vê, houve mutações por cá. O que se pensava fé no homem já não tem casa, nome ou sobrenome.
312
Trasgo
Babuja esse prato essa bandeja essa cama suja esta manhã e amarra com a tua sátira a distância entre os seres cada vez mais rabujentos, tu podes porque és um trasgo e a tua gênese te concede oprimir pela sátira a pátina dos baixos mentores, a dança dos falsos e o sono dos sujos, tu podes e deves minar a calçada a ponte o salão de festas da aldeia a fé.
417
Certas dúvidas da Madame Min
Aonde terão ido os que não abriram a boca em nenhum dos três tempos, que negaram três vezes três o costume da fala entre si e com o entorno ?
2. O dia segue conosco, não termina à meia-noite ? Se o amor exige salvas, também impõe ressalvas porque no amor não se assenta bem o formal sua estirpe é de uma dimensão para além-lá de matéria e imatéria, e assim ainda falta algo a ser decifrado, pulsando entre essas duas instâncias.
3. Se a noite não desata laços, é que o dia colheu tantas curvas em pedra bruta, viu tantas frestras minadas pelos dois lados da luta, que só lhe resta dormir num pasto de lenha seca, tombada.
370
Reflexos
Às pequenas coisas, fortuito, quase casto, me dou procurando na mímese saída, na simbiose entrada e nada que me seja estranho deixo que parta sem ouvir o imponderável, ver romper-se o aquário de onde o sorriso dos peixes, pois nada que me seja estranho deixo partir sem passar por baixo do beiral do lado sul da casa onde andorinhas babam no ninho, e de onde se percebe no outro lado da rua a altivez tão comum a quem deixa para trás parte da vontade (se não o todo), e então que vá aos pequenos marcos >>> óvulos insônia colmeias música, talvez até mesmo ao trajeto dos lemingues.
345
Mapa
Malas têm histórias - roubadas extraviadas trocadas esquecidas - carregadas pelo sóbrio e pelo delirante uns dias lhes foram de cão, outros de cristais entre algodão.
O bar assoa o nariz e ri da aldeia que não viaja, bagagens há que viveram tempestades e ficaram num terminal pelo que têm o que calar e o que contar de ti e de mim
do mundo, enquanto ajustam costuras e zíperes no couro gasto (deixe no lugar cada adesivo, eles nos lembrarão das trilhas). No fundo do bolso uma moeda extrangeira; noutro um vazio sem fim.
317
Soma
O corpo sofre variações sob sol maior e racha no gelo, a pressão variando sob o salário do medo no atacado e no varejo murmura-se "vou me jogar debaixo de algum amém."
Na aldeia com seus climas psíquicos deteriorados, procura-se tábua de salvação nem sempre apta, mas tubarões há na rampa do navio, porque corpo é danação e tu somatizas o que não queres
sofrendo variações em ré sustenido menor.
852
Fantásmico
Arma branca é o nome genérico da lâmina em seu mister de regular o tono muscular, o oco psíquico, de abrir picadas na selva ou de servir de enfeite na parede senão sobre a mesa de centro.
Eis a katana, ali o punhal malaio e a serviçal peixeira porque o mundo precisa ser escamado, tomado de vícios que sempre foi, há quem o queira numa trilha reta como a de um trem (fantasma ?).
Claro que sim, prezado: ambos sabemos que todos podem e devem escrever. Mas até que quase todos entre todos evoluíssem da mera curiosidade de criança que aprendeu a andar, boa parte poderia e deveria escrever para si. Alguns anos de fermentação, portanto. A superpopulação de agulhas diletantes em meio ao palheiro, torna difícil, doloroso e até sangrento procurar por uma palha, que seja. Tendo a crer que o mecanismo de seleção natural é manco: a tendência inegável é que o capim sufoque e mate o trigo e que o abraço fatal dos cipós nas árvores transforme toda a floresta em um deserto verde. Em outras palavras, o bom não é coisa que sobressaia. Morrem, a rigor, todos no mesmo emaranhado de tertúlias das quais todos se afastam, desanimados e incrédulos, ao final das contas.
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