1971
Lista de Poemas
DE SOL A SOL NA ESPERANÇA
Erimar Lopes.
FRIALDADE DA TERRA
A dor pela morte, a perda, um medo forte. A fria terra e seu porte, a cova, o coveiro não erra. Na casa do velório vemos que o espírito se foi e no cemitério a matéria se encerra.
A terra não se cansa, alimenta mansa dos que se tombam na guerra. A morte uma sensação de angústia funesta, apaga a luz dos olhos, desliga o coração, e a única solução é o sepulcro que te resta.
A morte anda vagando, seu consorte é o ódio figadal, e as chagas malignas também tem seu pódio corroborando com ela de forma parental. Nos acidentes ela entra de forma fatal.
Ninguém sabe quando ela virá, alguém em sonho, visão, ou revelação Deus até mostrará. O são, o doente, e o moribundo, ela vaga espreitando pelos quatro cantos do mundo.
Erimar Lopes.
SEM VOCÊ
O seu nome chamei entre tantas outras, porque o seu nome é canção e canta em meu coração a paz, o amor, e infinita consolação.
Aonde vai? Tenho medo que não volte tão cedo, esteja comigo, seja o meu abrigo, não tenha segredo, pois neste enredo corro grande perigo.
De perder-te não consigo nem pensar, pois me fez te amar de forma tão linda, e mesmo assim fugindo te amo tanto ainda.
És a mulher melhor, és encantadora, adorável companheira, por que foge assim de mim? Perdoa-me, sabes que não sou um homem ruim.
Volta e diga onde pequei, me humilho, já sabes o tanto que chorei por ti, fica comigo meu amor, por favor, não saia daqui.
Não é drama o que faço, é tão difícil conter a emoção, por mais que eu esteja preso em seu laço, não faça assim comigo não.
Não vá por favor, fica e me dê o seu amor, não diga que acabou o nosso sonho, ainda há luz em nosso caminho, e naquele brilho do seu rosto risonho.
Quando nos encontrávamos no princípio era belo, era santo, eu caracterizando seu castelo e tu eras meu manto, felizes não havia em nós lugar para pranto.
O que houve com o seu coração? Mudou de repente, ficou diferente, eis a questão. Já não há mais lugar para mim no seu mundo, na sua vida, sinto sua fuga como uma despedida e de palavras desprovida.
Diga alguma coisa, mesmo que me mate no profundo, se assim ousa destruir toda minha vida e o meu mundo, arranque logo o meu coração para que eu morra num segundo.
Sem você, sem você, choro, sem você, sem você, sofro. Para aonde irei, onde encontrarei outra mercê? Definharei sem você. Ainda estarei aqui por muito tempo me agonizando, se perdida ficar é neste nosso lugar que estarei sempre te esperando.
Erimar Lopes.
O SENHOR JESUS TE CHAMA
Erimar Lopes.
EM TEMPOS TRABALHOSOS
Em tempos trabalhosos
Sobrevirão ânsias de morte
Por causa de homens duvidosos
O fraco terá que ser mais forte.
Erimar Lopes
DAQUI DO MEU BANGALÔ
Erimar Lopes.
SOBRE TUDO SE CONHECE OU JÁ SE CONHECEU
Erimar Lopes.
VEDE O QUANTO TE QUERO
Vede o quanto quero envelhecer ao Teu lado
Vede o quanto quero a sua companhia
Vede quantos sonhos bons quero te realizar
Vede em meus olhos quanta sinceridade
Prometo te amar aqui ou em qualquer cidade
Vede, não serão as dificuldades presentes
Ou as que estão por vir que nos farão desistir um do outro
Vede o quanto eu te amo
Pois o meu coração entreguei a você
Vede o quanto isso me faz feliz
Amar você com toda a minha alma
Vejo em você, sinto em você, e está em você
A grandeza excelente que é o amor.
Erimar Lopes.
NUM DIA SEM SOLUÇÃO TUDO SE ESPERA
Vou voar sem asas, mas não irei cair
Porque pularei de um precipício
Não posso voltar e não desistir
Porque levantar voo é meu sacrifício.
Embora a minha alma esteja aflita
Por causa dos males de cada dia
Sentindo as fraquezas meu coração palpita
Muitas vezes de que me serve a alegria?
Porque às vezes com uma mesa farta
O desejo de comer vai-se embora
Também numa noite o sono descarta
Sem paz minha alma sonha com outrora.
Outrora havia o convívio com a solidão
Agora um amargo de fel me incita
Uma adaga atravessa o meu coração
Um cálice misturado em mim vomita.
Uma humilhação e uma expectação de derrota
Num dia sem solução tudo se espera
Erguido pelas orelhas um cão bravo denota
Desejo de rasgar sua carne que nele persevera.
Erimar Lopes
AINDA HÁ O DITO OLHO POR OLHO
No corpo grande estupor
Nos olhos uma vista fosca
O vergalho do torturador.
Um soldado lhe expõe o dorso
Para o tronco se é conduzido
Maniatado se é sem remorso
Dá-se início ao terror produzido.
Vil e vigoroso se é o algoz
Imponente, mal, e impiedoso
Desfere açoites de forma veloz
A dor atroz no íntimo nervoso.
Vergões surgem feito sulcos
Em terra fértil seca lavrada
O sangue mina em seus cursos
Misto no suor da pele dilacerada.
Instantes de trevas densas
No fraco e combalido espírito
Que gane com vozes extensas
Pela sanção do duro veredito.
Ainda há o dito olho por olho
Dente por dente, pé por pé, e mão por mão
Sem tronco ou sem ferrolho
O vergalho ainda canta funesta canção.
Erimar Lopes.
Comentários (3)
amei parabéns
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema