1971
Lista de Poemas
ESTRELA QUE BRILHA EM MEU CORAÇÃO
Para onde me levar eu irei
Quando me chamar estarei pronto
Necessito tanto dos teus fiéis encantos
O que tenho eu para te ofertar?
Mágicas são as tuas carícias
Quando fixo o meu olhar em você
Diretamente em teus olhos
Posso ver e sentir a candura de uma criança
Em toda tua estrutura
A expressão de um amor grandioso
Pacífica és e de um adorável semblante
Como não almejá-la
E render aos teus pés
Posto sol como astro maior
Governador do dia
Posta você em meu coração
Estrela que brilha
E à felicidade me guia.
Erimar Lopes.
Quando me chamar estarei pronto
Necessito tanto dos teus fiéis encantos
O que tenho eu para te ofertar?
Mágicas são as tuas carícias
Quando fixo o meu olhar em você
Diretamente em teus olhos
Posso ver e sentir a candura de uma criança
Em toda tua estrutura
A expressão de um amor grandioso
Pacífica és e de um adorável semblante
Como não almejá-la
E render aos teus pés
Posto sol como astro maior
Governador do dia
Posta você em meu coração
Estrela que brilha
E à felicidade me guia.
Erimar Lopes.
1 845
ESTES TEUS OLHOS
Estes teus olhos profundos
Que expressam meiguice inocente
Grandes com quereres fecundos
Nestas maçãs do teu rosto fulgente.
Este teu olhar às vezes de criança
Disperso, distante e entristecido
São também meus olhos na lembrança
De tudo aquilo que temos vivido.
Estes teus olhos já cansados
Juntos aos meus se fizeram cúmplices
Por tantos olhares apaixonados
E os nossos amores mais simples.
Estes teus olhos que me assenhoram
Muito para os meus têm confessado
Que me amam e muito me adoram
Enquanto os meus sempre têm te amado.
Erimar Lopes.
Que expressam meiguice inocente
Grandes com quereres fecundos
Nestas maçãs do teu rosto fulgente.
Este teu olhar às vezes de criança
Disperso, distante e entristecido
São também meus olhos na lembrança
De tudo aquilo que temos vivido.
Estes teus olhos já cansados
Juntos aos meus se fizeram cúmplices
Por tantos olhares apaixonados
E os nossos amores mais simples.
Estes teus olhos que me assenhoram
Muito para os meus têm confessado
Que me amam e muito me adoram
Enquanto os meus sempre têm te amado.
Erimar Lopes.
1 730
A TI FIZESTE ESTRANHO O MEU AMOR
A ti fizeste estranho o meu amor
Como a um abortivo
Entranhado na língua
O veneno de áspide
Ácido que corrói lentamente
Cegando os olhos abruptamente
O amor não morre nem se acaba
Enquanto viver o homem
Mas se esconde nas recâmaras do coração
Pode não surgir novamente
A ti fizeste estranho o meu amor
Igual a um animal acuado
Fugir para não se tornar presa
Ou morrer lutando inutilmente.
Erimar Lopes.
Como a um abortivo
Entranhado na língua
O veneno de áspide
Ácido que corrói lentamente
Cegando os olhos abruptamente
O amor não morre nem se acaba
Enquanto viver o homem
Mas se esconde nas recâmaras do coração
Pode não surgir novamente
A ti fizeste estranho o meu amor
Igual a um animal acuado
Fugir para não se tornar presa
Ou morrer lutando inutilmente.
Erimar Lopes.
3 318
ACIMA DE TODAS AS COISAS
Somente queria que o Amor testificasse que eu amo
Que se aprofundasse em mim
Nos nervos, nas juntas, ossos, medula, músculos...
Na minha alma que implora e medita pelas manhãs
No meu espírito que se desgasta
Na minha mente em confusão
Somente queria que Ele me abrisse uma porta
Para eu entrar e ser transformado
Porque Ele passa diante de nós
E não sabemos
Arde os nossos corações
Mas jogamos dados e nos entregamos à sorte
Ensoberbecemo-nos
Não posso entendê-Lo
É para mim coisa muito excelente e elevada
Prudente é sabê-Lo razoável no coração.
Erimar Lopes.
3 360
O MEU BOCADO DE AMOR SOB MEDIDA
Lindo ver a face da lua resplandecente em noite clara
Linda tua face que brilha e ofusca a lua rara
O que mais dizer de ti meu bem
Mulher que traz alegrias ao meu coração
Você que nas horas difíceis é o meu amparo na terra
Nunca desespera
Sempre firme
Sempre solícita
Dá o meu bocado de amor sob medida
Nunca falta
Nunca exagera
Como dose de remédio certo que cura a dor
Sua mansidão me acalma
Seus olhos humildes penetram minh'alma
E ela dorme doce e suavemente
Acolhida em teus braços no íntimo do teu seio.
Erimar Lopes.
Linda tua face que brilha e ofusca a lua rara
O que mais dizer de ti meu bem
Mulher que traz alegrias ao meu coração
Você que nas horas difíceis é o meu amparo na terra
Nunca desespera
Sempre firme
Sempre solícita
Dá o meu bocado de amor sob medida
Nunca falta
Nunca exagera
Como dose de remédio certo que cura a dor
Sua mansidão me acalma
Seus olhos humildes penetram minh'alma
E ela dorme doce e suavemente
Acolhida em teus braços no íntimo do teu seio.
Erimar Lopes.
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NA VIOLENTA EMOÇÃO
Na violenta emoção a morte. Com ódio no coração ❤ um corte faz sangrar em veias humanas altivas, corrompidas águas frígidas. A cor da pele não importa, o medo cego bate à porta e os ferrolhos são fracos, assim fogem os ratos aos seus buracos. A pressão é muito elevada, pois a perfídia foi inoculada no mais intrínseco da alma fatídica. Aos covardes impiedosos que carregam as suas mortalhas invisíveis e se esquecem que numa falha as suas vidas retalham no fio da navalha de formas tangíveis. Morrem-se os monstros belos aos olhos, que se alimentam das fraquezas dos desencontros e do poder das confusões causadas pelas incertezas.
Erimar Lopes.
Erimar Lopes.
1 190
QUANDO NOS TORNAMOS RIOS POLUÍDOS
No ventre da nossa mãe somos um olho d'água que cresce e chega o tempo de jorrarmos para fora como um pequeno curso. Vamos nos avolumando até nos tornarmos rios de verdade, já deixamos para trás os costumes talvez de um manso riacho. Agora somos grandes e fortes, imponentes, longos; atravessamos cidades e estados em quase todos os tipos de terrenos. Aí é quando lançam sobre nós todos os tipos de dejetos, sujeiras que vão impactar-nos. Nos assoreiam, tiram as nossas forças, furtam os nossos valores, ainda assim continuamos carregando em nossas águas o peso da poluição que nos lançam. Muitos somos perenes, mas muitos já secaram e ainda vão secar. Difícil encontrar quem nos limpe e preserve, invadem as nossas margens e tiram-nos a privacidade, constroem edificações e nos sufocam. Somos rios poluídos pelo que levamos no curso de nossas vidas, as chuvas torrenciais somente pode limpar-nos por um período de tempo, é quando ficamos cheios e entornamos por todos os lados, devolvendo as sujeiras que nos lançaram.
Erimar Lopes.
Erimar Lopes.
781
O PERDÃO NATURAL
Houve um tempo em que tudo era fantástico, eu não sabia que existia um mundo cruel, andava nu e não conhecia o pecado, não havia em mim a faculdade de compreender o poder das palavras tanto para abençoar quanto para amaldiçoar. Não havia em mim nenhuma maldade. Foi assim a nossa fase de criança. Quando se me abriram os olhos e vi, quando doeu na minha pele e senti foi quando descobri os sentimentos que antes não endureciam o meu coração: a angústia, a dor, o ódio, a raiva, a mágoa e tantos outros que batalham dentro de nós querendo se sobreporem àqueles que são essenciais para o bem. Mesmo dentro de um lar hostil uma criança não tem a capacidade, nem a tendência à maldade devido a inocência do seu coração, pode até ficar agressiva, mas não é a regra. Como é difícil aceitar as ofensas como uma criança inocente, que na maioria das vezes nem chega a receber um pedido de perdão.
Erimar Lopes.
Erimar Lopes.
1 098
NÃO HÁ MAIS AS MEMÓRIAS DOS POETAS QUE DORMEM
Os poetas emudeceram, roubaram-lhes os pensamentos
Assaltaram-lhes todas as formas de poetificar
Não é mais direito dos homens saber os rudimentos
A poesia foi segregada da Terra e com Deus foi morar.
Não há mais as memórias dos poetas que dormem
Então vos consinto que façamos nossas partes
Enquanto houver dia, enquanto o sol e a lua nos velem
E mesmo que morramos, antes do fim, contemplem nossas artes.
Erimar Lopes.
Assaltaram-lhes todas as formas de poetificar
Não é mais direito dos homens saber os rudimentos
A poesia foi segregada da Terra e com Deus foi morar.
Não há mais as memórias dos poetas que dormem
Então vos consinto que façamos nossas partes
Enquanto houver dia, enquanto o sol e a lua nos velem
E mesmo que morramos, antes do fim, contemplem nossas artes.
Erimar Lopes.
1 076
SEM SABER POR QUE
Passou por mim e me ignorou,
Corri atrás e parei diante dela,
Olhou-me nos olhos e me esnobou,
Fiquei sem saber o que fiz a ela.
Sem dizer uma simples palavra,
Fez o meu mundo desabar,
Terra nova que não se desbrava,
Ela se tornou ao me deixar.
Se ontem estávamos tão bem,
O que houve para agir assim,
Com meu coração a mais de cem,
Negou todo o seu amor por mim.
Não me deu tempo para nada,
Não fiz nada para a desmerecer,
Ó meu Deus que derrocada,
Traz de volta o meu bem querer.
Não tenho notícias do meu amor,
A procuro e não a encontro,
Em meu coração é forte a dor,
Sem a certeza de um reencontro.
Fazia-me ver como é linda a vida,
Em um perfeito sonho de amor,
Numa história tão bela e vivida,
Mas de repente se foi sem temor.
Ipatinga, 02 de julho de 2020.
Erimar Lopes.
Corri atrás e parei diante dela,
Olhou-me nos olhos e me esnobou,
Fiquei sem saber o que fiz a ela.
Sem dizer uma simples palavra,
Fez o meu mundo desabar,
Terra nova que não se desbrava,
Ela se tornou ao me deixar.
Se ontem estávamos tão bem,
O que houve para agir assim,
Com meu coração a mais de cem,
Negou todo o seu amor por mim.
Não me deu tempo para nada,
Não fiz nada para a desmerecer,
Ó meu Deus que derrocada,
Traz de volta o meu bem querer.
Não tenho notícias do meu amor,
A procuro e não a encontro,
Em meu coração é forte a dor,
Sem a certeza de um reencontro.
Fazia-me ver como é linda a vida,
Em um perfeito sonho de amor,
Numa história tão bela e vivida,
Mas de repente se foi sem temor.
Ipatinga, 02 de julho de 2020.
Erimar Lopes.
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Comentários (3)
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parabéns
amei parabéns
Bárbara Pinardi
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema