Fabiano Azevedo

Fabiano Azevedo

n. 1979 BR BR

Professor de inglês./ English Teacher./ Amante da poesia, da música, das artes, e da filosofia./ Poetry, Music, Arts and Philosophy lover./ Vegano./ Vegan./ 禪

n. 1979-06-09, Guaratinguetá-SP

Perfil
23 230 Visualizações

Senses

The birds chirp

Pronouncing the rise of the sun
The chimes clink

Announcing the arrival of the winds

The smell of wet earth in the air

Denounces the showers of rain falling

The sun sets down

Marking the advent of the night



SENTIDOS


O chilrear dos pássaros

Pronuncia a ascensão do sol

O tilintar dos sinos

Anuncia a chegada dos ventos

O cheiro da terra molhada no ar

Denuncia o precipitar da chuva

O pôr do sol

Marca o advento da noite
Ler poema completo

Poemas

69

Quem Sou Eu?

Sou a luz inteligível,
Assim como sou o breu profundo da minha psyché;
Sou o saber,
Assim como sou o não-saber;
Sou a harmonia da alma,
Assim como sou a contradição dos instintos;
Sou a felicidade do triunfo,
Assim como sou a tristeza da derrota;
Sou o forte,
Assim como sou o fraco;
Sou o excesso,
Assim como sou a escassez;
Sou o meigo sorriso de uma criança imaculada,
Assim como sou o amargo choro de um pobre adulto;
Sou a paciência,
Assim como sou a precipitação e a ansiedade;
Sou a essência,
Assim como sou a existência e o sinolo;
Sou o devir, portanto não sou apenas estou.

298

Da Aurora Ao Crepúsculo

A vida é como o dia
Que a cada aurora renasce
E a cada crepúsculo perece.
A vida é, assim também, como a maré,
Que movida pela atração gravitacional da lua,
Ora está alta, ora está baixa.
A vida está sempre num eterno devir,
Modificando-se sempre,
Tornando-se sempre,
Em alguma coisa até o seu extinguir.

394

O Caminho

Impulsos
Instintos

Aspiração
Expiração

Movimentos
Pensamentos

Inspirações
Reflexões

Contemplação
Iluminação

325

Minha Preciosa Estrela

Hoje é o dia da minha preciosa Estrela;
Desde ao nascer, Athena te acompanha;
Hoje, Apolo e Dafne juntos dançam;
Hoje, os Deuses se alegram e cantam;
Do grande amor de Eros e Psyché
Nasce, então, a tão querida Hedoné.

370

Centelha

Minha bela e jovem ninfa,
Há uma centelha cá em meu peito
Que arde e inflama a cada dia.
Meu coração está cada vez mais
Sendo consumido pelas chamas
Deste amor de minh'alma pela tua.
379

Tríscele

Três belas Damas
Acompanham-me constantemente.
Verdadeiras amigas, amantes e conselheiras
Que compartilham comigo, sempre,
As minhas alegrias e tristezas,
Os meus sucessos e fracassos,
Enquanto o mundo tenta enganar-me
Com sua ilusão, incessantemente.

Cá ao meu lado,
Em todos os momentos,
Leais a mim, sem pestanejar,
Estão elas prontas a me guiar.
Ah, inseparáveis companheiras!
As únicas que jamais
Me abandonaram ou me abandonarão.

A Solitude
- Sempre reservada, tímida e romântica,
Prende-me com suas amarras.
A Loucura,
- Ah, esta é a mais ousada, sensual e picante!
E a Filosofia,
- De beleza ímpar e íntegra,
É a mais racional, tolerante e prudente entre elas.

323

Seléne

Na imensidão escura
Acima de mim,
Tu, linda como sempre,
Lua linda minha.
Ah, como és bela, minha Seléne!
A ti contemplo;
A ti declaro todo o meu amor;
Tu és aquela que me tiras da escuridão.

287

Tudo É Amor

Há tempos, o teu amor,
Venho tentando conquistar...
Navegando neste mar turbulento
Venho sempre a naufragar.
Com o coração
Já bastante abatido de tanto sofrer,
Não mais sinto vontade de comer ou beber.
Sem você sou um corpo sem alma,
Apenas cinzas de uma casa velha queimada.
Tudo é dor.
Tudo é ardor.
Tudo é amor.

303

Um Capricho Da Natureza

Teu olhar é como a luz do raio solar,
Irradiante - ilumina minh'alma sem pestanejar;
Teu lindo sorriso alegra-me a cada dia
- Agora eu vejo como eu sofria;
Tua voz - tão suave quanto ao sussurro de um anjo,
- Faz-me estar sempre atento;
Tua pele - macia, sedosa e irresistivelmente cheirosa
- Foi um toque mágico da Natureza tão caprichosa;
Teus cabelos escuros que tanto adoro,
Por mim, são acariciados;
Teu corpo formoso, digno de uma Deusa Espartana me encanta;
Com todos estes atributos,
Tamanho amor por ti, não me espanta.

284

Livros

As coisas belas, os belos gestos, as doces falas,
Ou até mesmo a própria natureza,
Infelizmente, simplesmente perecem, desaparecem
E fica o horror, a fealdade, a tristeza e a maldade.
Nesta vida turva, ao menos, restam as artes
E, em particular, os livros.
São os livros que nos fazem sonhar,
Nos fazem seguir viagem, nos alegram,
Nos apresentam ao conhecimento,
Nos fazem capaz de enxergar através desta névoa.
Os homens falecem, as civilizações são extintas,
Mas os livros - estes sobrevivem.
E é por isso que escrevo.
Pois quando me for, terei, ao menos,
Algo de bom para deixar,
Algo que possa tocar o coração e,
Quem sabe, a alma de alguém.

341

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.