De tudo o que importa nessa vida Sua lembrança em meu último suspiro Minha Lua, doce Lua minha Em sua estrada havia atalhos Que Fizeram meus olhos caminharem em seus olhos Quando você nasceu, morri Minha vida esvaiu-se Vi seu choro me abraçando E o seu olhar me beijando. E te abracei como nunca, Te beijei como nunca, Lua Estrela! Ah, quem me dera te ver correndo A perder de vista encontrando a felicidade! Quem me dera te ver correndo Para os meus braços nesse mundo frágil… Você foi minha guerreira imortal A luta não foi em vão Linda é sua coroa! Fez-me ver o invisível E era tanta luz a te envolver! Nasceu para cumprir a eterna felicidade Para banhar-me de luz E eu estando morto, revivesse Sempre te alcançarei minha menina Até então te vejo de longe Para te encontrar sempre Sempre e sempre andaremos juntos… *(em memória)
¿Lo que sabemos del mañana, aún hoy? Siquiera conocemos el convoy
que pasará por la estación del alma. Sin embargo, una palabra nos encalma. Que, en todos nosotros, ella está empalma y, no hay otro verbo que lleve la calma.
Una canción, un poema: la paz palabra que amansa la guerra voraz.
Sí, yo creo; con mi semejante, voy proponer con cariño la paz que espalma el corazón al completo amor vivaz!
*(rima jotabé)
189
PERGE
A maior de todas as desilusões Causada pela maior de todas as ilusões A maior de todas as verdades Causada pela maior de todas as mentiras Percorrendo o mundo à procura do tudo por nada Enganado pelo encantamento Dissolvido foi o sentimento De um sentido sem sentido Um coração foi partido
A realidade nua e crua Quando o encanto se quebrou Abatido ficou a alma Mas calma, calma! Trazido foi para o mundo real O tempo deixa a marca, mas fecha a ferida Se cair, levante-se e caminhe Por coisa difícil ser é o amor E se a escuridão vier Corra para a luz
Ninguém pode tirar tudo o que conquistou Tudo o que é bom, justo e agradável Das pérolas e diamantes Pedras cintilantes
Mas, se ainda assim a tristeza vier, não pare Vença as areias da vida Com resilientes pegadas Olhe para o céu sem véu Peça forças ao Criador E sem o menor temor Não pare, siga!
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EXANIMATIONES INCIDAMOS IV
Há um chicote que fere
— Prisioneiro e carcereiro porque a tua maldade não cessa?
Há lágrimas num sorriso Quem pode ver, senão os céus!
Há solidão na multidão O que transita num mundo sem cor
Há um grito mudo Quem ouve a silenciosa dor?
Há um pedido decifrável é urgente decifremos a tempo
Há alguém para alguém E se não houver?
Há esperança
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FLERTE
Espreito de canto de olho Insinuações contidas Em tua forma de sentar-se No que hesitas, não escolho Tampouco nego (e quero) Não na forma, contudo, no olhar A tua chama a me chamar No que levantas, flertas Com todos tua beleza Todavia, quando percebes... Ao meu notar, te desconcertas Tu inclinas a cabeça... O que te sentes, doce dama? Que seja toda sua chama Porque te espero em cada olhar...
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A NOSSA VERGONHA
Tanta coisa para fazer Correr, correr sem saber andar Assim começa a vida para muita gente E como machuca tentar! Sair de um buraco que mais parece um poço sem fundo Profissão: enxugador de gelo Desistir jamais, esperança sempre Porque é hora de preparar o solo seco e torrado A chibata do sol castigando a pele que já virou couro Curtido Semeia olhando para o céu pedindo “Misericórdia, Senhor!” E a autoridade do outro lado da cerca na dúvida se almoça lagosta ou salmão Sugiro que pule a cerca e veja a lavoura do enxugador de gelo Mas há quem prefira ficar e ouvir Ivan Dzerzhinsky De qualquer forma essa gente continuará correndo Porque sobreviver é preciso.
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BEGÔNIAS
Ganhei presentes de pardais no meu jardim Ouvi os cantos, mas não pude perceber Que os presentes brotariam sem eu ver Na primavera: eram begônias para mim
De cor singela rebentaram entre os verdes Rosa floral em dégradé, quão flores belas! De muito encantos, como fossem aquarelas Se espalharam fartamente entre as paredes Pardais bondosos alegraram meu viver Deram calma ao meu revolto coração No meu jardim, uma amável inspiração Para agradar o meu amor, meu bem-querer
199
CARNE FRESCA
às pressas veio e sorriu sem dó, foi-se, partiu sangrou a carne fresca e não olhou para trás malvadeza, por que sorriu? por que deixou tua presa às moscas? na agonia, no delírio anêmico, amarelado necessitado do sangue teu? a sede do teu suor por que me deste de beber a tua seiva? prometido foi seu corpo e alma guilhotinada a promessa encapuzada, com pressa sem piedade
carne fresca sem idade sem chão, prisioneiro no tempo aprisionado pisoteado pela saudade
por que me escolheu? por que a mim? por que não chocolates? por que cortou minhas asas?
ralei-me a andar não te achei o deserto ressecou meus olhos não mais te vi secou minha garganta não mais gritei secou meu coração não mais te amei
amei-te muito com o sorriso teu teu, era teu viu minha liberdade e quis voar me amarrando ao pé da tua vontade
porque minha carne era fresca era doce era inocente era necessitada de tudo você era tudo eu, o efêmero descartado no tempo levado no vento
no torto caminho eu no tempo tempo seco rachava o chão estéril nos ventos levado ao ermo
se tu não viesses não me farias um homem não me farias um verme não me farias um reles não me farias um troço estaria chovendo as cores voltariam…
mas se te culpo por que te culpo? eu sou o culpado fiz-me tudo isso por ter amado consentir o teu sorriso e ir às pressas ao teu encontro
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POESIA
Essa me faz escapar: conforta Rompe a barreira da dor: sorrio Do cansaço se cansa no estio Essa me faz descansar e exorta
Em versos de raios da aurora Que o fulgor a mim me cega? Essa me faz enxergar: entrega E o sentido da vida me aflora
Na sua lida me desinflama Do mal, mais que toda a matéria Na alma me afasta da miséria Essa é a existência que clama
215
MUJER
En la forma de nada comparable en este mundo; tan noble y hermosa, que me pierdo en un latido profundo
de mi corazón entregado a los encantos de ese vivir. De tu vientre brota la vida y el amor: servir… Y en tus brazos, en tu mirada tierna, el sobrevivir de tu semilla, que amas y quieres bienvivir.
Eres fuerte, mujer; eres suave, delicada: pétalo de vida Todos los días, temprano florece, comprometida
al hacer de este mundo un lugar más feliz cada segundo. Y ese es el sentido de la vida: contigo convivir con respeto y gratitud por tu amor sin medida.
207
O DESNUDO
Falar do ser desnudo é insidioso Não é como um ser normal em seu viver Conquanto os dois sejam sujeitos a sofrer Por vezes, o desnudo não é maldoso
Não é como julgar o ser perverso O desnudo erra, faz careta e não esconde É enganado nas perguntas que responde Mas, sabendo o fato, sofre em seu reverso
Seus ossos são iguais aos de qualquer criatura Entretanto, totalmente decifráveis Acusam o corpo em mentiras (são instáveis) Ao serem incitados por sua mente in natura
Os ossos que mantém a mentira: os do rosto Os que sustentam o olhar em cólera serena E o ranger de dentes em sintonia plena Aos desnudos são os ossos do desgosto: