Lista de Poemas
Pensativamente

Pensativamente o silencioso alvorece
No tempo factual e intuitivamente genuíno
Cada eco altivo adormece sem alarido
Abandonado amara além tão inofensivo
Frederico de Castro
112
Tergiversação do tempo

O tempo em tergiversação e sem escapatória
Adia cada hora profana, iníqua e rogatória
Intumesce a vida estimulada numa palavra premonitória
Em silêncio os lamentos evadem-se quânticos e dilatórios
Pudesse a poesia aportar o cais dos ais mais aleatórios e
Cada segundo se esgotaria na exatidão de um eco transitório
Frederico de Castro
150
Para onde foges

Cada desencontro provoca uma fuga de emoções compulsórias
A solidão quase interplanetária esbarra nestas ilusões tão notórias
É apocalíptica a luz que além prorroga tantas preces rogatórias
Foge a manhã imune a vorazes estirpes deste vírus parasitando
Na fimbria das palavras infecciosas, mais dinâmicas, mais perniciosas
A nomenclatura do silêncio devora um naipe de horas tão sequiosas
Para onde foges, o tempo inventa uma resenha de rimas deliciosas
Em calafrios as caricias desnudam-se ávidas, corteses e maviosas
A poesia habita todas as almas carentes, anuentes…tão astuciosas
Frederico de Castro
108
Caminhos dispersos

As memórias percorrem caminhos imensos, intensos e dispersos
Adornam o lajedo do tempo onde o silêncio palpita tão perverso
Discordante e quase dissonante seus ecos são agora mais pujantes
Ata e desata a saudade embriagada, desamparada e lubrificante
Como que fluidificando cada lamento labirinticamente desafiante
Deambula além no granítico asfalto das emoções quase asfixiantes
Frederico de Castro
153
(Des)encantos da solidão

Desencantada a solidão sentou-se na beira de um
Vazio supérfluo, necessário e tão inescusável
Assim se desconstrói o tempo num eco irrefutável
Em cativeiro todo o lamento rasura uma palavra impensável
A poesia vagueia a bordo de ininterruptas ilusões insaciáveis
Emprenha a alma com emoções genuínas e quase inimagináveis
Frederico de Castro
114
Instintos e perceções

Na curvilínea perceção do silêncio quase devorador
Aguça-se a sensorialidade fluindo no tempo sem rumor
De tristeza fenece cada verso confinado a um exíguo
Eco incrédulo, conspirador, dissimulado e desertor
Escrevo palavras que jorram tantos lamentos em profusão
Acolho prantos num cálice de tristezas aflitas e estilhaçadas
Agonizo como a noite repleta de escuridões insubordinadas
Como me arde a alma algemada ao bafio das solidões esfarrapadas
Frederico de Castro
103
Caminhos dispersos

As memórias percorrem caminhos imensos, intensos e dispersos
Adornam o lajedo do tempo onde o silêncio palpita tão perverso
Discordante e quase dissonante seus ecos são agora mais pujantes
Ata e desata a saudade embriagada, desamparada e lubrificante
Como que fluidificando cada lamento labirinticamente desafiante
Deambula além no granítico asfalto das emoções quase asfixiantes
Frederico de Castro
128
Com olhos de ver

Com olhos de ver a solidão esvai-se neste
Imenso olhar terno…quase insuperável
Efêmera a luz socorre num sorriso inegável
Com olhos de ver o tempo enxuga aquele eco
Vadiando pelos cílios do silêncio inigualável
Voraz a vida sussurra inaudível e tão indissimulável
Com olhos de ver só as emoções projetam na
Alma aqueles desejos ígneos férteis e irrenunciáveis
São o estimulo dos afagos sensoriais e recarregáveis
Frederico de Castro
78
Solene escuridão

Retornou a noite à escuridão mais solene e faustosa
Destroçou uma fileira de breus acampados nos céus
Traficou numa onda de suplicas deslumbradas e charmosas
Retornei ao mesmo lugar donde a esperança floresce
Aprontei o altar onde o tempo se eterniza e acontece
Acolhi cada gomo de luz invisível, graciosa, mais calorosa
Aguada e fluidificante a maresia convalesce sublimada
No terraço dos céus espreita uma gargalhada sofisticada
Assim renasce altiva e flamejante a vida sempre enamorada
Frederico de Castro
121
Silêncio rasteiro

Rasteiro, junto ao chão nasce este silêncio sorrateiro
A manhã no seu andor apascenta um eco embusteiro
Sem intervalos o tempo declina ávido e tão bisbilhoteiro
Motivos de sobra tem o dia para navegar a bordo deste
Jardim perfumado por brisas malandras e forasteiras
A liberdade renasce travestida de ilusões tão brejeiras
Lenta, muito lentamente a solidão dormita aconchegada
Aos tentáculos de uma hora musculada impetuosa e encurtada
Fica a alma a dissertar palavras corteses e indelevelmente apaixonadas
Frederico de Castro
117
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