Lista de Poemas
Onde te escondes ó lua?

Onde te escondes ó lua, a noite solidifica
E beatifica cada emoção dissimulada
Seduz a escuridão agora totalmente manipulada
Onde te escondes ó lua, a solidão recobra
Entre os braços de um lamento especulado
Flutua no meio de um eco dormente e bajulado
Onde te escondes ó lua, toda a poesia reflecte-se em
Palavras castas mesclando beijos quase estrangulados
Enfeita meus versos com perfumes subtis e apaixonados
Frederico de Castro
201
Brisas sensuais

Ouço uma canção vadiando pelas brisas
Sensuais deixando uma semi-acústica
Deambular num doce solfejo quase feérico
Afagando a manhã que além desponta enérgica
A luz enxagua todo este silêncio exíguo, mesclado
Por um resiliente eco, assombroso e inebriado
A solidão resgata da memória um tempo ludibriado
Aconchega-se entre muitas emoções desvairadas
Até catalisar cada hora sufocante e espoliada
Como se tornou profundo este silêncio indesejado
Como é demasiadamente feroz a noite fenecendo ultrajada
E como zomba de mim um ignoto lamento tão revoltado
Porém farei da esperança o alvitre da minha fé
Deixando em transito uma oração consolada embebida
Em pequenas gotículas de uma ilusão, toda ela extasiada
Frederico de Castro
138
Silêncio grandioso

Entre as trevas da noite renascem tantas
Escuridões, abominosas, quase ardilosas
Pranteiam sobre uma casta rima mais facciosa
As luminescências que assomam além esbatem-se
Na fronteira das lágrimas caindo lamentosas
Navegam a bordo das tristezas sempre tão cobiçosas
Quando o silêncio ecoa e se torna grandioso com
Suaves cânticos a noite apazigua uma hora milagrosa
Eternizada por uma gargalhada feliz e prazerosa
Quando o silêncio apregoa a solidão o tempo
De mansinho embrulha-se num redemoinho de
Emoções gigantescas... sempre em desalinho
Frederico de Castro
185
Tempo(de)pendente

Ininterruptas, as horas calcorreiam o
Tempo tão indigente…tão dependente
Alagam toda esta maresia sempre excedente
Mendigando quase esquecida a solidão
Resigna sobre o estrado do silêncio aviltado
Esquecido, envergonhado, quase encabulado
A noite em declínio vertiginoso escorrega
Pelo corrimão do tempo meu confidente até
Adormecer nos braços de uma brisa tão condescendente
Frederico de Castro
150
O tempo também medita

Luminescências translucidas abalroam a manhã
Que se esvai numa meditação quase entorpecida
São restos de sombras que fenecem enfurecidas
Rompendo a imensidão do tempo expectante
Lá vai a solidão cogitando densa, subtil e empalidecida
Até pousar num ciclone de palavras bem ressarcidas
Oscilam além tantas horas amordaçadas a um hiato
De tempo quase desgovernado e puído...tão absurdo
Insano e astuto, qual lamento que nem mais refuto
Frederico de Castro
157
Na vanguarda da solidão

Com um suave retoque a manhã renasce
Exorbitante, sempre serpenteante
Colide com aquela fluorescência que
Navega a bordo de uma caricia desnorteante
A solidão sempre tão vanguardista rejuvenesce
Cada dia deixando ziguezagueantes sensações
Aportar o cais onde navegam tantas felizes emoções
Quais dispersas brisas tatuadas com muitas afeições
Escorregam pelo corrimão do tempo tantos lamentos
Sempre controversos,aninhando-se em cada degrau deste
Silêncio quase absurdamente perverso antevendo a noite
Que chega em cada eco além submerso
Frederico de Castro
149
As concavidades do silêncio

Nas suas muitas concavidades o silêncio
Esconde uma sinfonia de lamentos subtis
São marcas de ilusões mitigadoras e efémeras
Qual surto de muitas tristezas tão endémicas
O tempo trajado de lembranças subornadas
Vicia a memória que se queda quase consternada
São lágrimas desprezadas vivendo ali numa
Bagunça de emoções e palavras sempre resignadas
Frederico de Castro
162
Flores da solidão

Com anuência do tempo impresso numa
Hora dormente e vadia, silencia-se o último
Suspiro dissimulado introspectivo e planejado
As flores pousadas num cume da solidão
Ali emparedada contemplam a colorida sacada
De todas as emoções mais enamoradas
Frederico de Castro
210
LOGIN

Sem username, sem password
O tempo fechou-se na redoma do
Silêncio do qual sou tão usuário
A noite alimentada por um servidor de
Ecos intangíveis fez log out e adormeceu
Entre os arquivos dos desejos mais compatíveis
Na perífrase do tempo a solidão exponencialmente
Recriada, insolúvel e quase denegrida, cadastra
E credencia cada restrita caricia tão bem digerida
Introspectivas e ilusórias todas as palavras memorizam
O palavra-chave onde as emoções abstractas diagnosticam todo
O softwere dissimulado, virtuoso…tão maliciosamente assediado
Frederico de Castro
180
Além do espaço...

Além do espaço sem fronteiras existe
Um tempo que se redimensiona tão
Quântico tão dissimulado, sempre fantástico
Além do espaço que flui nos céus sem
Subterfúgios estáticos iluminam-se cânticos
Trajados e diluídos em fluorescências enigmáticas
Além do espaço perde-se a escuridão ardente
Inexplorada…oh absurdamente dramática
Flama entre cada caricia sempre tão simpática
Além do espaço brilham tantos matemáticos
Silêncios deixando infinitos logarítmos calcular a
Precisão do tempo escorrendo linear, dinâmico,extático
Frederico de Castro
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