Lista de Poemas
Razão de viver

- para o Lucas com amor
A noite vadia flui num cortejo de lamentos
Às vezes tão acabrunhados
Gravita na rota de um eco erecto suspirando
Absolutamente desdenhado e insurrecto
Tão sôfrega, tão desejada, a esperança
E a fé sacodem cada palavra empoleirada
No altar do amor dando à razão a sísmica
Esperança de viver ainda mais arrojada
Frederico de Castro
210
E lá vou eu...

A luz flácida espreguiça-se tão habilidosa até
Se empoleirar suculenta e rendosa entre o
Poliéster dos silêncios mais aveludados e charmosos
São incontáveis as horas que ficaram retorcidas entre
Os escombros do tempo e delas, inalo apenas um estético
Silêncio que se estende neste verso confidente e frenético
Frederico de Castro
121
Luar ancorado

A luz fria e sedosa da noite chuleia cada espasmo
Desta ilusão penetrando pelos peitoris da escuridão
Repercutida num galhardo silêncio atordoado e em reclusão
Revigora-se cada gomo de luz além daquela sombra
Que galopa feliz tamborilando na maresia que flui
Pasteurizada na esperança derradeira e enamorada
Frederico de Castro
192
Subtil serenidade

Passou de relance a noite escoltando uma
Hora sublime e inspiradora até desembocar
Na trilha de prolíficas palavras quase bajuladoras
Numa praxe intensa e desafiadora a luz deforma cada
Gomo de escuridão mais usurpadora que acossada se
Perde no calabouço da solidão tão dominadora e asfixiada
Nas alvas asas de uma luminescência matinal desliza uma
Brisa tão apaziguadora debulhando aquele imperdível sonho
Que além navega aninhado num sorriso quase imprescindível
E assim, por fim, se embrenha na alma uma toada de
Caricias sempre arrepiadas, qual lasciva e subtil serenidade
Iluminando os castiçais da esperança com tamanha sagacidade
Frederico de Castro
226
Súbtil serenidade

Passou de relance a noite escoltando uma
Hora sublime e inspiradora até desembocar
Na trilha de prolíficas palavras quase bajuladoras
Numa praxe intensa e desafiadora a luz deforma cada
Gomo de escuridão mais usurpadora que acossada se
Perde no calabouço da solidão tão dominadora e asfixiada
Nas alvas asas de uma luminescência matinal desliza uma
Brisa tão apaziguadora debulhando aquele imperdível sonho
Que além navega aninhado num sorriso quase imprescindível
E assim, por fim, se embrenha na alma uma toada de
Caricias sempre arrepiadas, qual lasciva e subtil serenidade
Iluminando os castiçais da esperança com tamanha sagacidade
Frederico de Castro
240
Silêncios cruciais

Pela caleira dos silêncios escorre a vida num
Aguaceiro ameaçador e torrencial , coando cada
Gota de insolúveis memórias por vezes tão cruciais
Odeio a noite chegar porque me rouba a luz
Que me é quase essencial, deixando qualquer eco
Sem pretexto, sem voz, neste silêncio tão pericial
Frederico de Castro
161
Lá vem o dia...

Numa enxurrada de luz a manhã
Desponta introspectiva,
Lá vem o dia…para iluminar a esperança
Prescrita entre a fé saltitando no meio de
Uma oração veementemente explicita
A terra ávida e apreciativa enrodilha-se de
Ecos e silêncios absolutos espreitando por entre
As curvas do tempo onde se simulam
E cativam as palavras mais argutas e convictas
Frederico de Castro
220
Velejar ao luar

A noite deixa a lua enfunar um luar ascético
Navega em cada nuance da esperança
Que veleja mar adentro de forma tão estética
Até se afogar entre os pêndulos de uma hora herética
Frederico de Castro
155
À sombra do silêncio

Meço a noite que se esconde numa hora
Vergada…tão desacertada, onde o tempo
Dilacera cada segundo sumptuoso fluindo
Pela espessura deste silêncio sempre impetuoso
Cerzidos na cambraia da noite acoitam-se entre
Nós pequenos gomos de luz agora reconciliada,
Qual diapasão para tantos ecos rugindo
E latindo com tamanha sofreguidão
Frederico de Castro
251
Na rota dos candeeiros

Na rota dos candeeiros acende-se uma
Escuridão estratificada que deambula na
Perfeita junção deste silêncio notável onde
Fluem palavras ali bem barricadas
Suga a noite todas as luminescências
Nunca antes vindicadas pois boquiaberta
Ficou a saudade repleta de instantes memoráveis
Festejando cada lembrança poeticamente inexorável
No palco do tempo entra em cena uma oração
Sempre imprescindível, vestido a fé declamada
Em palavras doces e tão inigualáveis
Desamordaçada e feliz a manhã atiça um gomo de luz
Arisco e indefectível, qual coreografia para as nossas
Almas renascendo bem entrelaçadas e incorruptiveis
Frederico de Castro
206
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