Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação.
Possuo mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro.
Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação.
Possuo mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Sou mestre em Engenharia, pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior e graduado em Engenharia Civil e Arquitetura.
Física, espiritual, social... De perda, e de partida. Presente em toda despedida.
Velada no vazio, da intensa solidão, que guarda dolorida, qualquer emoção.
Aguda de supetão, crônica, constante, não obstante, incessante tensão.
Muitas sinas, mas nada a sofisma, nem mesmo o amor, pobre rima, com ela não termina.
Tão pequena, mas tão intensa, que arde sem calor, e queima sem pudor.
407
Diorama
Vivemos presos em um tempo pálido, fragmento de triste história onde falta glória apesar do orgulho impávido.
O espírito humano no decorrer deste tempo, padece de alento, perdido em seu ledo engano
No processo evolutivo cobramos o que foi prometido, sem levarmos em conta o custo da afronta.
A evolução, sem apresso, amparada no descaso cobra, afinal, seu ingrato preço. O fim daquilo que nos é mais caro.
Pagamos com a nossa liberdade De ir, ser, estar... Isolados na cidade. Encalhados num diorama de insanidade!
405
Revival lírico
A brisa batia fria, ferindo a face da densa relva, enquanto o pequeno rio dançava alegre, no ritmo do som de águas, que tombavam suaves na cascata prateada, reluzente, ao luar lírico, daquela noite em festa...
A melodia de sons e ruídos lembrava uma louca sinfonia, onde o maestro da ilusão regia sua orquestra de sonhos, absorvendo as críticas, e o lamento da brisa revolta...
As folhas ressequidas, contorcidas pelo fim de mais um outono, esvoaçavam-se, compondo com o murmurar da noite um clima de intenso revival, como num ritual, onde, sem dúvida, a dadiva final era apenas um suspiro, um sussurro de esperança, e alegria sem igual...
384
Devaneio
A manhã acordou fria, descortinando a paisagem nívea, repleta de reflexos prata.
Enquanto a terra grata suava gotículas nobres, cerzindo de modo indelével a tenra noite passada...
No meio do bosque distante, uma pequena choupana de madeira derramava fumaça pela chaminé de sua singela lareira.
O aroma doce amargo do café caseiro torrado, fazia com que a manhã, entorpecida pela fragrância, relutasse pelo primeiro gole do dia...
Enquanto a árvore próxima, aquele secular carvalho, transpirava em alegrias, murmurando suave melodia composta pelo animado respingar de uma cristalina gota de orvalho...
376
Quebrada
Partida, em pedaços, não permite aos incautos o corte que lembra os percalços no risco dos pés descalços.
Imagem simples nos remete a momentos aqueles, onde tudo parece reles.
Enquanto nada parece ser aquilo em que você crê, onde basta colar para não mais romper, no entanto, emendas não deixam esquecer.
Apesar dos cacos colados da peça, nada há que impeça, as cicatrizes, que cismam em aparecer.
397
Isolamento do Caos ao Imaginário - Livro
Socialmente distanciados, amargurados pela solidão, que nos aflige e não dá perdão.
Nem assim calados. Impulsionados pelo momento, que de tão doente não nos permite um instante de alento, apenas o dramático isolamento.
Mas, o que fazer?
Talvez gritar, Talvez sonhar. O importante é protestar, “Batendo panela”, acreditando no renascimento do mundo pós-isolamento.
Caros amigos, o poema apresentado compõe o projeto “Isolamento, do Caos ao Imaginário”, crônicas e poemas sobre a realidade caótica e desgoverno do nosso país. Quem quiser conhecer, o livro encontra-se em pré-venda, pela Kotter Editorial. Um abraço.