Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação.
Possuo mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Sou mestre em Engenharia, pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior e graduado em Engenharia Civil e Arquitetura.
Lista de Poemas
Gaviões do oportunismo
Sentado no alpendre,
deixei vagar meu olhar,
absorto pelas nuvens,
até perceber tenso voar.
Um jovem gavião fitava,
a distância, a sua caça.
Aguçado pelos instintos,
seu objetivo ele espreitava.
Em voo rasante, certeiro,
tornou derradeiro o lamento,
d’angola que, sem alento,
ciscava fora do galinheiro...
Lição brutal que leva à reflexão:
fora do contexto natural,
sem preparo ou experiência,
expõe-se ao risco a sobrevivência.
A ignorância cria um falso escudo
de convicção sobre quase tudo,
expondo a verdade aos achismos
de gaviões do oportunismo.
deixei vagar meu olhar,
absorto pelas nuvens,
até perceber tenso voar.
Um jovem gavião fitava,
a distância, a sua caça.
Aguçado pelos instintos,
seu objetivo ele espreitava.
Em voo rasante, certeiro,
tornou derradeiro o lamento,
d’angola que, sem alento,
ciscava fora do galinheiro...
Lição brutal que leva à reflexão:
fora do contexto natural,
sem preparo ou experiência,
expõe-se ao risco a sobrevivência.
A ignorância cria um falso escudo
de convicção sobre quase tudo,
expondo a verdade aos achismos
de gaviões do oportunismo.
268
No mormaço do entardecer
A chuva banhava, ao entardecer,
mais um dia de intenso verão.
Parecia querer amortecer
o denso calor daquela estação.
A água fria lavava e escorria,
levando a poeira do tempo
acumulada na cumeeira
de qualquer telhado sem beira.
Na casa simples, o telhado de madeira,
sem laje, era só goteira...
Pingando, molhando, transbordando...
Memórias, em ondas, se afogando.
A chuva passa, o mormaço abraça,
a tarde calada que sofre encharcada.
Tentando enxugar as perdas contadas
sobra a esperança, agora, desabrigada.
Esperança quase solitária
afaga, enquanto abriga solidária,
o desalentado que busca entender:
por que no mormaço do entardecer?
mais um dia de intenso verão.
Parecia querer amortecer
o denso calor daquela estação.
A água fria lavava e escorria,
levando a poeira do tempo
acumulada na cumeeira
de qualquer telhado sem beira.
Na casa simples, o telhado de madeira,
sem laje, era só goteira...
Pingando, molhando, transbordando...
Memórias, em ondas, se afogando.
A chuva passa, o mormaço abraça,
a tarde calada que sofre encharcada.
Tentando enxugar as perdas contadas
sobra a esperança, agora, desabrigada.
Esperança quase solitária
afaga, enquanto abriga solidária,
o desalentado que busca entender:
por que no mormaço do entardecer?
353
Fanatizado
Não combina...
Determina.
Não discute...
Repercute.
Do mundo racional
mantém-se alienado.
Não ouve...
Fala.
Não pergunta...
Reponde.
Das relações sociais
mantém-se afastado.
Não propõe...
Impõe.
Não pondera...
Atropela.
Do nexo democrático
mantém-se apartado.
Não espera...
Impera.
Não analisa...
Minimiza.
Vive sua realidade paralela
na tutela de um mito desatinado...
289
Universo alternativo
Ao viver alternativamente
devemos liberar nossa mente,
permitindo que a contradição
tenha espaço e opinião.
A voz liberta do diverso
deve permear tal universo,
garantindo a integridade
de tão desejada unidade.
Verso e anverso unidos,
opostos finalmente atraídos,
incensados em harmonia.
Lei difícil de compactuar,
“mas se eu quero e você quer,
então vá!” Deixa voar. (Viva Raul)
Poema, livremente, inspirado na música “Sociedade alternativa” de Raul Seixas e Paulo Coelho.
269
Na trama do destino
Arte em forma de drama,
tecida em algodão ou juta,
mapa do darma
que a vida nos imputa.
Onde cada nó é um encontro
que sustenta relações,
ata ou desata sentimentos
e estimula seduções.
Na trama do destino
o próximo nó é um novo arbítrio
de inusitado desígnio.
Macramê bem apressado
trançado com sofreguidão,
embora bastasse o ritmo do coração.
tecida em algodão ou juta,
mapa do darma
que a vida nos imputa.
Onde cada nó é um encontro
que sustenta relações,
ata ou desata sentimentos
e estimula seduções.
Na trama do destino
o próximo nó é um novo arbítrio
de inusitado desígnio.
Macramê bem apressado
trançado com sofreguidão,
embora bastasse o ritmo do coração.
141
Célere
Viver exige presteza.
Não há tempo renovado,
pois a vida não pondera
apenas cobra o seu legado.
Para o desdenho não há espaço,
pois estimula demagogia,
alheia, fora do compasso,
sem espaço para sinergia.
Ao caminhar céleres,
perseguindo o tempo,
arcamos com a urgência
suplicando-lhe clemência.
O tempo, nobre insumo,
ofertado gracioso
não deve ser desperdiçado,
pois é tão vital quanto precioso.
Não há tempo renovado,
pois a vida não pondera
apenas cobra o seu legado.
Para o desdenho não há espaço,
pois estimula demagogia,
alheia, fora do compasso,
sem espaço para sinergia.
Ao caminhar céleres,
perseguindo o tempo,
arcamos com a urgência
suplicando-lhe clemência.
O tempo, nobre insumo,
ofertado gracioso
não deve ser desperdiçado,
pois é tão vital quanto precioso.
146
Modelada no fogo da razão
Na forja dos indivíduos,
moldando o aço da vida,
são criados padrões
como marcas do destino.
Lingotes moldados
no damasco das dúvidas,
aguardam a têmpera
na lâmina do saber.
Fio, com afinco, amolado
pelo mestre cuteleiro
que corta incertezas, certeiro,
com seu conhecimento afiado.
Na bainha da compreensão
guarda o que foi insciência,
agora, como consciência
modelada no fogo da razão.
moldando o aço da vida,
são criados padrões
como marcas do destino.
Lingotes moldados
no damasco das dúvidas,
aguardam a têmpera
na lâmina do saber.
Fio, com afinco, amolado
pelo mestre cuteleiro
que corta incertezas, certeiro,
com seu conhecimento afiado.
Na bainha da compreensão
guarda o que foi insciência,
agora, como consciência
modelada no fogo da razão.
149
Enfim...
Doce menina,
me embala, me anima.
Adoça meu jeito
com seu aroma de jasmim.
Seu meigo sorrir,
acalenta o meu dormir.
Me faz sonhar com seu jeito,
com sua boca carmim.
Sua voz me encanta,
enquanto canta,
me faz lembrar do seu jeito,
com sua voz de querubim.
Sua sedutora jovialidade
relembra minha maturidade.
Me faz desejar o seu jeito,
com seu quê de quindim.
Enfim...
Sua alma feminina,
me seduz, me fascina.
Reluz na minha vida
com seu carisma sem fim.
me embala, me anima.
Adoça meu jeito
com seu aroma de jasmim.
Seu meigo sorrir,
acalenta o meu dormir.
Me faz sonhar com seu jeito,
com sua boca carmim.
Sua voz me encanta,
enquanto canta,
me faz lembrar do seu jeito,
com sua voz de querubim.
Sua sedutora jovialidade
relembra minha maturidade.
Me faz desejar o seu jeito,
com seu quê de quindim.
Enfim...
Sua alma feminina,
me seduz, me fascina.
Reluz na minha vida
com seu carisma sem fim.
133
Sem vacilar
Liberte-se, libere a liberdade...
Revele, com vontade,
aquilo que está escondido,
cinicamente dissimulado.
Liberte-se de paralela realidade...
Desfaça o discurso da balela,
assuma com sinceridade
a sua fissura e vontade.
Fique na limpeza, ligado...
Não dissimule na hipocrisia,
Assuma o seu relato,
fique na brisa até com a maresia.
Na paz peça presença...
Sem vacilar, ouça a consciência,
faça a opção, sem criminalização,
escolha com a razão e o coração...
Revele, com vontade,
aquilo que está escondido,
cinicamente dissimulado.
Liberte-se de paralela realidade...
Desfaça o discurso da balela,
assuma com sinceridade
a sua fissura e vontade.
Fique na limpeza, ligado...
Não dissimule na hipocrisia,
Assuma o seu relato,
fique na brisa até com a maresia.
Na paz peça presença...
Sem vacilar, ouça a consciência,
faça a opção, sem criminalização,
escolha com a razão e o coração...
112
Tatoo: telas humanas
Marca reservada
a cativos de antanho...
Hoje telas cárneas
aguardam ávidas,
em plácida espera,
oportunidade de ver estampar
esboço sobre insubstituível papiro,
de indelével signo a marcar.
Tingindo de forma incrédula,
mensagens e imagens perpétuas,
em refinada seda,
sugerem e fazem surgir
filigranas, tribais, memórias...
Até épicas histórias...
Dragões colossais
singram sobre dorsos,
rasgando cadeias de nervos
em nervosos espasmos,
riscando nos espaços
entre feixes e traços.
Esses riscos, para deleite
de congêneres cavaletes,
são modificações corporais
que repelem expiações amorais,
transformando-as em redenção,
através de mortificações imortais.
a cativos de antanho...
Hoje telas cárneas
aguardam ávidas,
em plácida espera,
oportunidade de ver estampar
esboço sobre insubstituível papiro,
de indelével signo a marcar.
Tingindo de forma incrédula,
mensagens e imagens perpétuas,
em refinada seda,
sugerem e fazem surgir
filigranas, tribais, memórias...
Até épicas histórias...
Dragões colossais
singram sobre dorsos,
rasgando cadeias de nervos
em nervosos espasmos,
riscando nos espaços
entre feixes e traços.
Esses riscos, para deleite
de congêneres cavaletes,
são modificações corporais
que repelem expiações amorais,
transformando-as em redenção,
através de mortificações imortais.
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