Luciana Souza

Luciana Souza

n. 1971 BR BR

Sou tão pequena que... O que percebo não cabe em mim, então, devolvo parte pro papel.

n. 1971-02-11, São Paulo

Perfil
26 257 Visualizações

Caminhos


São apenas caminhos
Por vezes tortos
Irreconhecíveis
Com enormes abismos
Entre o que se quer
E o que se tem

São árduos caminhos
Por vezes frios
Porém concretos
Cheios de vazios
E espaços abertos
E inúmeros rumos além

São caminhos incertos
Com amigos por perto
Se tornam caminhos abertos
Um presente que se tem
Ler poema completo
Biografia

OFERENDA POÉTICA


Para você que como eu
Gosta de rimas e versos poéticos
Se encanta com a pessoa exposta
Na borra do papel
Desfruta da intimidade
Que é desvendar o outro
Na brevidade de poucas linhas
E num momento se reconhecer
Em cada coisa que sente
Tal qual o medo, o desejo e a dor
Eu lhe peço que sem nenhum pudor
Aceite minha oferenda poética
Uma coletânea de poesias e crônicas
"Lu Artístico", minha primeira façanha
E para esse humilde destinatário
[email protected]
Envie um pequeno bilhete dizendo assim
Quero "Lu Artístico" para mim
E de bom grado lhe enviarei
Por e-mail o meu primeiro feito
E só o que espero é que goste
E que diga para toda gente que
"Lu Artístico" está disponível na Amazon
E assim findo contente

Poemas

38

Grito de Socorro


Nada parece estar certo
Esse gigante cego
Desajeitado, irresponsável
Pisa em cada um de nós
Será essa sua natureza?
Uma imensidão daltônica
Transmuta nossa bandeira
Mas quando sangram eles
Garantem que seu sangue é azul
Enxergam o que querem
Ou o que podem
Mas que mensagem é essa?
Todo ato é podre
Como podem!
Não devemos ser corretos?
Só há espaço para quem fere
E consome nossos valores
O que restará a nós
Senão fugir à luta inglória
De tentarmos fazer o certo
E ainda assim sofrermos
Todo o tipo de constrangimento
Nada parece estar certo
Mas ela é cega
E nada vê.
657

Enlaço


Porque são os laços

E não os nós
Que atam gentilmente
E com cuidado
Deixando frouxo
À vontade
Que aproximam
Alegram e dão o valor
Que se merece
Encantam e enaltecem
A cada volta
Do jeito certo de amar
E nessa constância
De tantos altos e baixos
De tantas voltas em laço
Têm em nós
Atados voluntários
Prisioneiros assim ornados
Dessa gentil forma de amar
645

Vale a Pena


Noites difíceis
Dias piores
Eis a arte de torturar
Coisas estranhas fazemos
Porque temos medo
Do amor não bastar
Mas chega o momento
De nos enfrentar
De encararmos a morte
Para não vivermos sem notar
Que a vida é curta
E vale a pena amar
569

Oração de Portugal


Valha-me Deus
Para que eu possa 
Transpor esse mar
E que não haja ondas enfurecidas
Pois deixo a raiva para trás
Que eu não sinta saudade
E como um ser que renasce
Que eu esteja vazio
Para me encher de novo
De tudo o que me couber
Que ao cruzar esse oceano
Que separa a tristeza de uma vida antiga
De toda alegria que virá
Possa eu sorrir todo dia
Ao lado daquele
Que sempre me soube amar
705

Vergonha Nacional


Queime! Queime! Queime!
Que os elementos consumam a história.
Que o óbvio se transmute em cinzas anciãs.
E que reste à nossa memória
Apenas vergonha e arrependimento
Por toda a negligência,
Por todo o malfeito,
Pelos que deveriam,
Mas se negam a servir ao público,
Pelos que se esquecem
Que vale mais o que pertence a todos
E que estão à parte
Do que deve ser chamado Humanidade.
439

Já Chega


Chega!
Basta!
Não quero mais!
Não é pirraça
Só não quero mais
Já esqueci
Não lembro mais
Agora chega
Não quero mais
Tem sal no mar
Mas não de mais
Tempero é bom
Eu quero mais
Te amo muito
Até demais
Me dê um beijo
Eu quero amor
E muita paz
465

Ela


O que é o feminino 
Num mundo tão masculino 
Próprio de quem faz menino? 
De quem sabe dar carinho? 

Forte ou frágil 
Sabe ser os dois a mulher 
Com trejeitos e suspeitas 
De ser uma qualquer 

Mas é puro preconceito 
Pois ser correto 
Não é próprio do gênero 
Pode ser homem ou mulher 
Mas feminina mesmo 
Só ela sabe ser 

Mulher, menina, senhora 
Aquela que gera a prole 
Que alimenta e acolhe 
Tenta se reconhecer 
Nesse mundo tão masculino
Que feminino precisa ser
696

Desvelar


Há um véu
Sobre tudo
Sobre nós
Impossível
Desvendar-se
Acima o ideal
Da divindade
Abaixo um tatear
De meias verdades
E embalados
De vaidade
Seguimos presos
Sem liberdade
Como romper o véu
Como ascender aos Céus
Sem antes
Ajoelhar-se
Nesta terra
Num gesto
De humildade
Que a alma seja leve
E nada queira carregar
Para que assim
A brisa a leve
Num repente
Desvelar
183

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.