Lucille

Lucille

.close my eyes and pass away.

n. 0000-01-16, Joinville/SC

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Poemas

95

Amém

Nunca mais vou te dizer no teu ouvido o quanto te amo

Nem acreditar que a vida da o que merecemos 

Busca incessante não sei de quê




Nunca mais vou te chamar na madrugada para sentar se ao meu lado 

e te esfriar com meus pés e coração 

Agora quero arrancar tua cabeça para ver se ela volta pro lugar - que nunca esteve 




Nunca mais deito me dar na tua cama

pois a cama que era nossa eu queimei 

Botei fogo

assim como queria te botar em brasa para que me devolvesses na chama quente todos os dias que te deixei tocar minha pele

Para todas vezes que sua boca encostou a minha 

eu sigo…

Querendo encostar em deus.















173

eu invento coisas que não existem

sentido pra que?

se existe a tua boca 

em alguma esquina longa dessa cidade
164

Solitude

mares vermelhos

vícios decepados 

senso violado

Beco na saída

três rumos 

e o destino
170

xx

Transcorre tempo na inundação de meu barco

Passa,  desregulado num instante só

Se vibra, se chora, semeia

No auto da compadecida eu não me compadeci

O instante virando passas 

Murchas, na torta de domingo 

Se eu ainda me reconheço?

Talvez na semana seguinte 

Quando os pássaros voltarem em nova estação 

Aterrissando para encher a boca de seus filhotes 

A escuridão trêmula 

Se esvaindo…
157

Rasgo

tantas margens pra que a sanidade escorra

eu queria te manter, seria amor a terceira vista

E minha maior perdição

desculpa 

que os céus me perdoem 

E que a dor não vingue

depois do coito de três paradoxos 

eu não sou mais a mesma 

o correto machuca 

mas nas estradas da vida

quem não enlouquece é maluco
149

Colmeia

Como chorar tantas mortes

em tempos retrógados 

cigarro barato 

caminhos cruzados sem sorte 

Vencer sem presente 

enxames na ventania 

como chorei tantas mortes? 

e tão pouco tempo de sorte.
177

“Viagi”

Vai de Marte? 




No Brasil é ruim de conversar

e todas as conclusões sao precipitadas 

vim brincar de delírio 

satisfazer o diabo

e todos os deuses que jaz 




Plantar a madeira 

ferver o leite derramado

até que queime 

e faça cheirar o invisível 




o que a garganta treme ao profanar 

é o ponto de ebulição
218

Dó

a dualidade, paraíso infernal 

a chama de vida, me chama 

complica um jogo confuso de brincar 

a droga, droga de vida, efêmera? 

Que brisa

ciranda de uma mulher só

com seus demônios

e duendes verdes

a maior explosão de alguma atmosfera 

o peito batendo 

retraindo 

ardendo descompensado 

como dança? 

se em cada ritmo 

tu se decompõe em notas diferentes…









226

Falha

Tu me tornou poeta de novo

Falida

Mas poeta
189

Mulher bamba

os pelos de minha perna

arrepiam

incerteza do sangue

da vespa 

do erro humano

do pecado de tentativa falha 

dos olhos moribundos

esperança? 

duas

dentro da mulher bomba

bombeia 

Bambeia 

o que é dela

e o que nunca mais será.
162

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haha ;)
haha ;)

É você que passa pela vida ou são as coisas da vida que passam por você ?