Lucille

Lucille

.close my eyes and pass away.

n. 0000-01-16, Joinville/SC

Perfil
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Poemas

95

x

Mirei a xícara 

vi seus olhos rodopiando 

em busca de algo que lhe tirasse a paz 




Existe maneira de conter um furacão?
176

eu invento coisas que não existem

sentido pra que?

se existe a tua boca 

em alguma esquina longa dessa cidade
162

Narciso

a mentira tem pernas 

tem dentes

diz que tem coração 

que se eu casar com ela vou pra maldivas 

na próxima vida. 




a mentira diz que ama e nas horas vagas te rói- corrói

diz pra ir e faz o mal pra ficar 

a mentira te dói tanto 

que não consegue aguentar?




a mentira não diz que mente 

diz desmentir todos os outros 

por um reinado de egoísmo 




a mentira te culpa 

e te impede

te devora

e mesmo restando só as migalhas

a mentira tenta 

mas não se torna verdade.









180

Amém

Nunca mais vou te dizer no teu ouvido o quanto te amo

Nem acreditar que a vida da o que merecemos 

Busca incessante não sei de quê




Nunca mais vou te chamar na madrugada para sentar se ao meu lado 

e te esfriar com meus pés e coração 

Agora quero arrancar tua cabeça para ver se ela volta pro lugar - que nunca esteve 




Nunca mais deito me dar na tua cama

pois a cama que era nossa eu queimei 

Botei fogo

assim como queria te botar em brasa para que me devolvesses na chama quente todos os dias que te deixei tocar minha pele

Para todas vezes que sua boca encostou a minha 

eu sigo…

Querendo encostar em deus.















168

passarinho

minhas filhas são as mais belas 

uma tem toque sútil, mas emocionado 

a outra se reflete em paisagem de passarinha curiosa 

curió 

um dia inda bate asa.

pousada no meu braço 

canto pra elas 

que lembrem nossa sinfonia

e meu coração meio joao de barro. 
145

Depoimento

se eu por uma vírgula tu ainda espera 

se eu por um acento.

e não bota lo

se eu por nada

por acaso 

é tudo 

sobre depor 
-se
167

mar

sobre as ondas da vida

eu ainda sobre, viverei
209

Chão

Prego batendo no contraste das sombras 

a parede arreada é lembrança do agora

enquanto eu escorro 

transpiro

de baixo da cama

no mar salgado do Nilo

flutuo 

entre os pés de areia e a cabeça salgada 

o mundo se debruça 

corpo fodido

estraçalhado 

sem sentido literal

só a linguagem apagada 

de um dialeto entre Deus e a morte
172

a dualidade, paraíso infernal 

a chama de vida, me chama 

complica um jogo confuso de brincar 

a droga, droga de vida, efêmera? 

Que brisa

ciranda de uma mulher só

com seus demônios

e duendes verdes

a maior explosão de alguma atmosfera 

o peito batendo 

retraindo 

ardendo descompensado 

como dança? 

se em cada ritmo 

tu se decompõe em notas diferentes…









221

Ponto.

sem vírgulas mas com

pausas dramáticas
178

Comentários (1)

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haha ;)
haha ;)

É você que passa pela vida ou são as coisas da vida que passam por você ?