Poemas
95Capitais
Vou pra Paris
Te encontrar no café frio
A frente dos hotéis
Que manchamos nossa cama
Com afeto.
De fato.
Vamos pra onde a alma do mundo nos levar
Brindemos água cristalinas
Em lençóis frenéticos.
Comemorarei tua respiração
Teus próximos anos
Teu silêncio
O fim do apartheid.
Seremos Alemanha
Em plena capital Alegre
Seremos todos os países
Em cada minuto das manhãs.
Te encontrar no café frio
A frente dos hotéis
Que manchamos nossa cama
Com afeto.
De fato.
Vamos pra onde a alma do mundo nos levar
Brindemos água cristalinas
Em lençóis frenéticos.
Comemorarei tua respiração
Teus próximos anos
Teu silêncio
O fim do apartheid.
Seremos Alemanha
Em plena capital Alegre
Seremos todos os países
Em cada minuto das manhãs.
326
De longe
Vim te dizer
Nosso amor um dia será
Calmo, simples, encantador.
E só nosso.
Não quero te provar nada
Não te procuro mais
Não busco teu destino, teus carinhos, tua libído
Eu sou louca, mas tenho a certeza
Tu sentiu comigo.
Eu senti contigo.
Nós sentimos muito.
Não brigo mais com as paredes cansadas de ouvir teu nome
Um dia tu volta, e vais sentir, como no começo
Que tudo que buscou até hoje
Só vai ser sentido em mim.
Não demora, ainda quero o mundo contigo
Não demora perceber, serei teu abrigo
Mancharei teus olhos
Vício infindo
Beijarei tua boca
Esquecerás os sentidos.
Sem respostas.
Não precisará mais indagar-se.
Estarei sempre contigo.
Nosso amor um dia será
Calmo, simples, encantador.
E só nosso.
Não quero te provar nada
Não te procuro mais
Não busco teu destino, teus carinhos, tua libído
Eu sou louca, mas tenho a certeza
Tu sentiu comigo.
Eu senti contigo.
Nós sentimos muito.
Não brigo mais com as paredes cansadas de ouvir teu nome
Um dia tu volta, e vais sentir, como no começo
Que tudo que buscou até hoje
Só vai ser sentido em mim.
Não demora, ainda quero o mundo contigo
Não demora perceber, serei teu abrigo
Mancharei teus olhos
Vício infindo
Beijarei tua boca
Esquecerás os sentidos.
Sem respostas.
Não precisará mais indagar-se.
Estarei sempre contigo.
311
Súbito
I
Agora, sem pudores
deus não deu-lhe as asas para voo
o dia fez que partistes
separando-as
uma
da outra.
II
Outro pranto que não é
Canto nem refúgio
Gaiola aberta
Asas quebradas.
III
Quebrados os ossos
Fez-se a carne
Que sofre no abate
De peitos incuráveis
IV
Incuráveis presas (in)ofensivas
Debatem em teu ventre
O silencio disfarçado de “sims”
Os começos atrelado aos fins.
E o sexo.
V
Sexo que derrama
Águas brancas e sedentas
Dissimuladas em se perderem
Em novos mares.
VI
Mares rochosos
As elevações
Terra marrom
Terra branca
Nunca habitado
Colisão, e agora
Dois corpos.
VII
Corpos magnéticos em energias opostas.
O acerto do erro, o erro assertivo
Luz negra ou negra luz?
Tanto faz, o tempo é inevitável.
VIII
Inevitável, não reze mais
Teus rosários entrelaçados ao gozo
Não reze...
Tuas preces podem ser ouvidas.
Cuidado.
IX
Cuidado ao disputar com a velocidade
Entre dois corpos, uma cama
De quem não se ama.
X
Ama por consequência
Ama porque sabes só vais amar
Até o fim dessa linha.
XI
Linhas brancas
Sol da manhã
Água vertendo
Correntezas que desatam
Em lençóis frenéticos.
XII
Frenético é adjetivo
De uma vida
Onde viver é proibido.
XIII
Permitindo a audácia
De proibir
O toque que foi dado antes da morte.
XIV
Morte lenta e dolorosa
O percurso até ao mar vermelho.
Poder usar os remos
Pentear as águas
Cuspir no horizonte
E afogar-se.
XV
Afogar-se e buscar abrigo
Em algum lugar do teu interior
Que habite a certeza.
XVI
Certeza em desavencear
As disavensas disavensosas
Criadas para desavencear
O desavenceado do avesso.
XVII
Parto pro avesso de correr
Raspando, amassando, esmagando
As artérias que me impedem
De alcançar-me de dentro
Pra fora
XVIII
Toma o café e parte
Não quero outras partes
Caídas pelo mundo.
As calças podes deixar
Caídas no meu quarto
Jogue, brinque, finja
Sei que tuas palavras
querem entrar
E despir-me em duas notas.
XIX
Quando a flor desabrocha
É difícil engoli-las
E dizer que flores não existem.
254
Vil Viver
sórdido, espeço, místico
meticuloso, gástrico, enema
vão, vil, vir
sagra, safra, joio
invisível, sedutor, mágico
morte, vinda, desacato
dilacerar
emboscar (da)
misericórdia minha
suar, soar, soneto
desafeto efeito
incontrolável.l
se (r)
ra
s/ção
meticuloso, gástrico, enema
vão, vil, vir
sagra, safra, joio
invisível, sedutor, mágico
morte, vinda, desacato
dilacerar
emboscar (da)
misericórdia minha
suar, soar, soneto
desafeto efeito
incontrolável.l
se (r)
ra
s/ção
231
Rain & Drug pt. 2
Já pode ir embora se quiser, baby
Vai levando as peças molhadas de uma noite sem pudor
Ruas, palavras vazias, tua canção não é poesia
Você quis virar meu mundo, se fodeu, vida é banal
Diz que não volta, me enrolo nas cobras, no fim é tudo igual
Junto meus votos sozinha, na cama não tem ladainha
Mas não fala de sentimento
Que eu junto o lamento
E por cima do beijo
Eu vejo...tuas mentiras? Não almejo.
Quem dera fosse sem desejo.
Vai levando as peças molhadas de uma noite sem pudor
Ruas, palavras vazias, tua canção não é poesia
Você quis virar meu mundo, se fodeu, vida é banal
Diz que não volta, me enrolo nas cobras, no fim é tudo igual
Junto meus votos sozinha, na cama não tem ladainha
Mas não fala de sentimento
Que eu junto o lamento
E por cima do beijo
Eu vejo...tuas mentiras? Não almejo.
Quem dera fosse sem desejo.
203
Clarão
Em que instante nos perdemos em imensuráveis vazios velados? Eu ainda me lembro de quando você me dava a mão ao tempo que o cheiro do queijo fresco no café da manhã fazia companhia. As rosas não envelheciam, pois havia sempre uma xícara com água bordada de poesia. As fitas vermelhas representando a paixão escandalosa, cravos brancos te faziam sorrir.
Não coube no peito, sintomas ruins me amordaçavam enquanto você dançava tango na cozinha improvisada que nos pertencia. Senti os acordes do teu peito antes de conhecer tua face – hostil, embelezada com o sorriso desatado. Marrom, sempre me vem à cabeça. Apesar de estares de camiseta verde, lembro de marrom. Era a cor da paixão, da minha paixão naquela noite. Gosto de cores, como posso dizer...rochosas? Frias.
Eu quis pintar Gogh durante quatro anos consecutivos, quis espalhar que a arte é feita por passos minuciosos e desestruturados. Não soube que a minha arte era contemporânea, a tua, tão pouco barroca e romancista, fez-me alvoraçar o modernismo em nós.
Pobre poeta que não contenta-se com o passado, mesmo utilizando dele em seus versos, ele está aqui, mas sua sintonia esta despedaçada entre períodos que nem ele mesmo reconhece.
Ultimamente tenho preferido fazer analogias ao que identifico por mim. Terror. Você que me fez gostar de Antares de entender que sou um Incidente, e mesmo assim, não deixo de ser um clássico. Pra poucos.
Me reconheço por tua, eu tinha de reconhecer a mim. Me reconheço por acordar com teu cheiro de família. Reconheço que a vida é essa estribeira, vou rolando, descendo, escorregando a lugares aos quais posso pertencer. É difícil entender, sou mulher formada em tua escola, aluna assídua – mais do que qualquer outra. Me fizeste esquecer que sou redemoinho, e por tempos, achei que poderia ser um sopro leve.
A vida acontece, não adianta...Minhas pegadas vazias e desordenadas são doença crônica. Andar entre abismos é minha sina. Poderia ser um sítio, animais e bolo fresco na manhã, por que eu ainda prefiro passar o café sozinha?
Sabe, nada nunca foi fácil, e acho que me acostumei com essa tal coisa de precisar sentir a vida em suas piores e melhores formas. Queria encaixar na borda da tua camiseta e balbuciar: fica.
Tristeza é que todos os dias eu lavo roupa, mesmo quando chove.
Choro, penso. Não somos mais nós. E inquietamente ela berra do quarto que os desenhou em seu destino.
Realmente, o verões e os invernos se foram com nosso calor. Mas agora somos Clarão.
Não coube no peito, sintomas ruins me amordaçavam enquanto você dançava tango na cozinha improvisada que nos pertencia. Senti os acordes do teu peito antes de conhecer tua face – hostil, embelezada com o sorriso desatado. Marrom, sempre me vem à cabeça. Apesar de estares de camiseta verde, lembro de marrom. Era a cor da paixão, da minha paixão naquela noite. Gosto de cores, como posso dizer...rochosas? Frias.
Eu quis pintar Gogh durante quatro anos consecutivos, quis espalhar que a arte é feita por passos minuciosos e desestruturados. Não soube que a minha arte era contemporânea, a tua, tão pouco barroca e romancista, fez-me alvoraçar o modernismo em nós.
Pobre poeta que não contenta-se com o passado, mesmo utilizando dele em seus versos, ele está aqui, mas sua sintonia esta despedaçada entre períodos que nem ele mesmo reconhece.
Ultimamente tenho preferido fazer analogias ao que identifico por mim. Terror. Você que me fez gostar de Antares de entender que sou um Incidente, e mesmo assim, não deixo de ser um clássico. Pra poucos.
Me reconheço por tua, eu tinha de reconhecer a mim. Me reconheço por acordar com teu cheiro de família. Reconheço que a vida é essa estribeira, vou rolando, descendo, escorregando a lugares aos quais posso pertencer. É difícil entender, sou mulher formada em tua escola, aluna assídua – mais do que qualquer outra. Me fizeste esquecer que sou redemoinho, e por tempos, achei que poderia ser um sopro leve.
A vida acontece, não adianta...Minhas pegadas vazias e desordenadas são doença crônica. Andar entre abismos é minha sina. Poderia ser um sítio, animais e bolo fresco na manhã, por que eu ainda prefiro passar o café sozinha?
Sabe, nada nunca foi fácil, e acho que me acostumei com essa tal coisa de precisar sentir a vida em suas piores e melhores formas. Queria encaixar na borda da tua camiseta e balbuciar: fica.
Tristeza é que todos os dias eu lavo roupa, mesmo quando chove.
Choro, penso. Não somos mais nós. E inquietamente ela berra do quarto que os desenhou em seu destino.
Realmente, o verões e os invernos se foram com nosso calor. Mas agora somos Clarão.
337
Sem volta (song)
Não deixa a noite parar, baby
Sinto que o mundo pode ser fugaz
Não faz assim que não traz paz
Minhas linhas entre teus olhos
Isso se tornara ser bem mais
No paladar, o flagelo da carne
Me sinto mais forte
Só meu deus que sabe
O bem que tu faz, baby
Sinfonia da alma em frente a praça
Podia ser melodia, virou vala
Amarelo pra vermelho, eu sei como se transforma
Tipo Froid e cartola, já falei com flores mortas
Morrer em praça pública, se tornou uma aposta
Só me traz um cigarro, um uísque
Teu perfume e nos aposta
Pode ser de fantasia, realidade remota
E se você vir, tu não volta
E se você vir, tu não volta
Então é bom falar com deuses
Eu ver o que a vida nos embolsa
222
Pessoas
Vê só, me tornei Fernando Pessoa. Mulher de mil personalidades, poemas escassos e embaraçados, cabelo sem lavar, café frio na mesa e a poesia do cigarro com mancha de batom no filtro. Clichê e profundo. Muitos leem livros que nem escrevi, mas afinal, talvez não saibam meu nome ou em quais heterônimos transpareço meu eu – lírico? Em minhas aulas tento explicar como revelar a essência por trás de cada signo linguístico, provar que o título pode dizer tudo se alinhado corretamente ao contexto. E as variáveis? As variáveis foram feitas para indagar-se, para corromper e animar o ser através das páginas, como as luzes de natal queimando sozinhas uma-a-uma, revelando que a beleza são pequenos pontos acesos quando já chegou a páscoa.
O primordial é o que não se pode enxergar sem cavar, e cavar, e cavar, e cavar, até chegar ao fim do livro, perceber que sempre virão novas edições. Caso você não perceba, você não conhece a vida alinhada à literatura, você não sabe que inferências existem, e que a professora Taíza é a melhor. Se você não sente o dom da vida na ponta da língua, Fernando Pessoa e nós, pessoas, não existimos. Mas vem cá, deixa eu te contar ao pé do ouvido, que sim, nós não existiríamos sem um “quê de djavu e mc marcinho”, sem o romantismo de Álvares de Azevedo, o natural tão escrachado de Aluísio, o realismo de Machado...ah, Machado! Sem tu seriamos memorias póstumas...Fogo nos vizinhos!
Onde eu pretendo chegar? Só meu coração sabe. O seu também? Pra sentir a pulsação é preciso ter enredo. Ouso até dizer que menos com menos dá no mesmo, dependendo do que se foi lido, dos personagens e da matemática que te trouxe aqui. Não digo que o fluxo de consciência é escasso. Não mesmo! Amo Clarice. Mas sem uma pretensão, todos somos.
Hoje eu ponho os pés no chão pra tentar enxergar em que personagem parei, ora, se sou Fernando Pessoa, por que não me amar como amo em meus versos? Sou um deles. Ou ele é um meu? Me perco nas linhas, já que a casa anda tão vazia, preciso de uma pausa pra esquentar o café, sentir novamente o sabor da vida sem adoçante. No fim, o que entristece são as más cabeças que preferem não enxergar a dureza rica de um analfabeto, que sente sem vírgulas, não usa crase, perdoando o sistema por não ter dado a chance de saber usar um ponto final em início de frase. Outra coisa que quero te explicar: Os alfabetizados também não sabem, pois não têm o letramento da alma.
Eu deixo que o destino cale as bocas ‘desternuradas’, nego tornar-me Alberto Caeiro, mesmo já tendo-o em minha essência, e permaneço aqui, amando mais do que meu nome permite.
“O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos (Lucille)
O primordial é o que não se pode enxergar sem cavar, e cavar, e cavar, e cavar, até chegar ao fim do livro, perceber que sempre virão novas edições. Caso você não perceba, você não conhece a vida alinhada à literatura, você não sabe que inferências existem, e que a professora Taíza é a melhor. Se você não sente o dom da vida na ponta da língua, Fernando Pessoa e nós, pessoas, não existimos. Mas vem cá, deixa eu te contar ao pé do ouvido, que sim, nós não existiríamos sem um “quê de djavu e mc marcinho”, sem o romantismo de Álvares de Azevedo, o natural tão escrachado de Aluísio, o realismo de Machado...ah, Machado! Sem tu seriamos memorias póstumas...Fogo nos vizinhos!
Onde eu pretendo chegar? Só meu coração sabe. O seu também? Pra sentir a pulsação é preciso ter enredo. Ouso até dizer que menos com menos dá no mesmo, dependendo do que se foi lido, dos personagens e da matemática que te trouxe aqui. Não digo que o fluxo de consciência é escasso. Não mesmo! Amo Clarice. Mas sem uma pretensão, todos somos.
Hoje eu ponho os pés no chão pra tentar enxergar em que personagem parei, ora, se sou Fernando Pessoa, por que não me amar como amo em meus versos? Sou um deles. Ou ele é um meu? Me perco nas linhas, já que a casa anda tão vazia, preciso de uma pausa pra esquentar o café, sentir novamente o sabor da vida sem adoçante. No fim, o que entristece são as más cabeças que preferem não enxergar a dureza rica de um analfabeto, que sente sem vírgulas, não usa crase, perdoando o sistema por não ter dado a chance de saber usar um ponto final em início de frase. Outra coisa que quero te explicar: Os alfabetizados também não sabem, pois não têm o letramento da alma.
Eu deixo que o destino cale as bocas ‘desternuradas’, nego tornar-me Alberto Caeiro, mesmo já tendo-o em minha essência, e permaneço aqui, amando mais do que meu nome permite.
“O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos (Lucille)
236
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
haha ;)
É você que passa pela vida ou são as coisas da vida que passam por você ?