Poemas
95Vil Viver
sórdido, espeço, místico
meticuloso, gástrico, enema
vão, vil, vir
sagra, safra, joio
invisível, sedutor, mágico
morte, vinda, desacato
dilacerar
emboscar (da)
misericórdia minha
suar, soar, soneto
desafeto efeito
incontrolável.l
se (r)
ra
s/ção
meticuloso, gástrico, enema
vão, vil, vir
sagra, safra, joio
invisível, sedutor, mágico
morte, vinda, desacato
dilacerar
emboscar (da)
misericórdia minha
suar, soar, soneto
desafeto efeito
incontrolável.l
se (r)
ra
s/ção
233
Rain & Drug pt. 2
Já pode ir embora se quiser, baby
Vai levando as peças molhadas de uma noite sem pudor
Ruas, palavras vazias, tua canção não é poesia
Você quis virar meu mundo, se fodeu, vida é banal
Diz que não volta, me enrolo nas cobras, no fim é tudo igual
Junto meus votos sozinha, na cama não tem ladainha
Mas não fala de sentimento
Que eu junto o lamento
E por cima do beijo
Eu vejo...tuas mentiras? Não almejo.
Quem dera fosse sem desejo.
Vai levando as peças molhadas de uma noite sem pudor
Ruas, palavras vazias, tua canção não é poesia
Você quis virar meu mundo, se fodeu, vida é banal
Diz que não volta, me enrolo nas cobras, no fim é tudo igual
Junto meus votos sozinha, na cama não tem ladainha
Mas não fala de sentimento
Que eu junto o lamento
E por cima do beijo
Eu vejo...tuas mentiras? Não almejo.
Quem dera fosse sem desejo.
206
Sobre Ela
Nós éramos poeira estelar. O começo e fim de tudo. Brindamos o nascer da vida o tanto de vezes que jogamos o vinho no chão. Enquanto o zelo e o desdém escorriam por nossos corpos, estávamos ali, formando matéria. Nós sempre fomos nós. Por tempo fui tua mãe, até que então virei filha, irmã, no mais tardar, sina de outras vidas. O teu batom era meu abrigo dos dias de chuva, de quando chegavas exausta e mesmo assim me davas o sorriso, aquele mesmo sorriso de quando um bebê ri e não se sabe porquê. Já eu, era o café das tuas manhãs. Acordavas cheia de marra, cara fechada...linda. Só lembro de repetir, linda! E teus olhos se abriam como se dissessem: obrigada por estar aqui. Por mais que tua cara antes do meio dia não fosse tão alegre. Aliás, você demorou pra aprender a acordar cedo. Começou com yoga, mantras, gente careca. Eu não entendia no começo, e querendo estar ali, aprendi contigo que não era mais mãe. Não era mais sua mãe. Como pude? Quando foi que tu cresceu? O que eu perdi? Tu sofreu? Mas me parecia tão plena...eu só podia estar delirando. Virei filha de mim mesma, a mãe. A filha da mãe não era mais ela. Como pode? Observei cada passo de seu crescimento, era referência, tornei-me réu. O martelo foi batido na mesa de vidro. Os estilhaços estão presos em nossos corações. A família desfez-se em uma só tacada. E agora? Já fomos tudo que poderíamos ser, você seguiu meus passos, eu segui os teus, e onde foi que isso nos levou? Eu queria ter uma bomba. Já fomos família completa, pra nós restou ser sombra.
É sombra. É sem sombra de dúvidas que nos aguardamos no infinito. Essa vida foi nós desde o princípio. Vai ser nosso fim. Vai ser nós no fim. Tu me ensinou o caminho da verdade, eu te ensinei que doa a quem doer, dói. E vai doer por muito tempo. Não é de hoje, começamos a nos desatar dia a dia, o café era fresco, não deixou espaço pra alegria. Nossos sorrisos estão fundidos desde a aula de ballet na quarta série, nos intervalos de escola do ensino médio, nós atabaques dos médiuns. Nossa alma, menina, é nossa. Nossa alma não tem dono, somos do mundo, mas somos uma da outra, somos a mesma, mas em outros planos.
Acontece que meu amor é teu, e sempre vou dar-te mais uma vez. Saudade é pra quem tem história, é pra quem guarda no peito as marcas da memória, é pra quem respira fundo, diz: tô indo embora. E se quiser voltar não demora, tua cama tá aqui no meu coração, tua camiseta velha no armário, representa nossa canção. Chegamos a ser teoria, saímos da caverna, somos Platão. Mesmo assim eu rezo, guria, me dá tua mão. Essa é nossa última vida, não vai ter reencarnação, eu quero morrer contigo, é arte nossa canção. Estamos no Romantismo, somos obras divina, esquecemos do perdão. Talvez devêssemos voltar, renascer, revirar toda mágoa. Talvez devêssemos calar. A sorte é tua, eu deixo pra ti tudo que tinha pra dar.
Passado, pretérito imperfeito. Do nosso amor a gente é quem sabe, menina. Hoje eu não sei de mais nada.
É sombra. É sem sombra de dúvidas que nos aguardamos no infinito. Essa vida foi nós desde o princípio. Vai ser nosso fim. Vai ser nós no fim. Tu me ensinou o caminho da verdade, eu te ensinei que doa a quem doer, dói. E vai doer por muito tempo. Não é de hoje, começamos a nos desatar dia a dia, o café era fresco, não deixou espaço pra alegria. Nossos sorrisos estão fundidos desde a aula de ballet na quarta série, nos intervalos de escola do ensino médio, nós atabaques dos médiuns. Nossa alma, menina, é nossa. Nossa alma não tem dono, somos do mundo, mas somos uma da outra, somos a mesma, mas em outros planos.
Acontece que meu amor é teu, e sempre vou dar-te mais uma vez. Saudade é pra quem tem história, é pra quem guarda no peito as marcas da memória, é pra quem respira fundo, diz: tô indo embora. E se quiser voltar não demora, tua cama tá aqui no meu coração, tua camiseta velha no armário, representa nossa canção. Chegamos a ser teoria, saímos da caverna, somos Platão. Mesmo assim eu rezo, guria, me dá tua mão. Essa é nossa última vida, não vai ter reencarnação, eu quero morrer contigo, é arte nossa canção. Estamos no Romantismo, somos obras divina, esquecemos do perdão. Talvez devêssemos voltar, renascer, revirar toda mágoa. Talvez devêssemos calar. A sorte é tua, eu deixo pra ti tudo que tinha pra dar.
Passado, pretérito imperfeito. Do nosso amor a gente é quem sabe, menina. Hoje eu não sei de mais nada.
242
Sem volta (song)
Não deixa a noite parar, baby
Sinto que o mundo pode ser fugaz
Não faz assim que não traz paz
Minhas linhas entre teus olhos
Isso se tornara ser bem mais
No paladar, o flagelo da carne
Me sinto mais forte
Só meu deus que sabe
O bem que tu faz, baby
Sinfonia da alma em frente a praça
Podia ser melodia, virou vala
Amarelo pra vermelho, eu sei como se transforma
Tipo Froid e cartola, já falei com flores mortas
Morrer em praça pública, se tornou uma aposta
Só me traz um cigarro, um uísque
Teu perfume e nos aposta
Pode ser de fantasia, realidade remota
E se você vir, tu não volta
E se você vir, tu não volta
Então é bom falar com deuses
Eu ver o que a vida nos embolsa
224
Rain & Drug
Eu juro que esperava bem mais
Ser tipo Hitchcock num momento de paz
Mas não dá nada, é sem drama
Quando cê me beija, eu penso, vá embora, não me chama
O corpo treme, medo, desejo e gana
Chama, a bala perdida encontrou o réu
Passou batido
Fui pro inferno não pro céu
Se eu ficar não vai dar bom
Exclama, instiga, queima meu véu
Fuga sem vestígios
O juiz é sem juízo
Preferia ia pra cadeia
A cair no teu abismo.
call me, boy
can i see you Tonight?
Tell me, boy
everything are just lies
Ser tipo Hitchcock num momento de paz
Mas não dá nada, é sem drama
Quando cê me beija, eu penso, vá embora, não me chama
O corpo treme, medo, desejo e gana
Chama, a bala perdida encontrou o réu
Passou batido
Fui pro inferno não pro céu
Se eu ficar não vai dar bom
Exclama, instiga, queima meu véu
Fuga sem vestígios
O juiz é sem juízo
Preferia ia pra cadeia
A cair no teu abismo.
call me, boy
can i see you Tonight?
Tell me, boy
everything are just lies
207
Pessoas
Vê só, me tornei Fernando Pessoa. Mulher de mil personalidades, poemas escassos e embaraçados, cabelo sem lavar, café frio na mesa e a poesia do cigarro com mancha de batom no filtro. Clichê e profundo. Muitos leem livros que nem escrevi, mas afinal, talvez não saibam meu nome ou em quais heterônimos transpareço meu eu – lírico? Em minhas aulas tento explicar como revelar a essência por trás de cada signo linguístico, provar que o título pode dizer tudo se alinhado corretamente ao contexto. E as variáveis? As variáveis foram feitas para indagar-se, para corromper e animar o ser através das páginas, como as luzes de natal queimando sozinhas uma-a-uma, revelando que a beleza são pequenos pontos acesos quando já chegou a páscoa.
O primordial é o que não se pode enxergar sem cavar, e cavar, e cavar, e cavar, até chegar ao fim do livro, perceber que sempre virão novas edições. Caso você não perceba, você não conhece a vida alinhada à literatura, você não sabe que inferências existem, e que a professora Taíza é a melhor. Se você não sente o dom da vida na ponta da língua, Fernando Pessoa e nós, pessoas, não existimos. Mas vem cá, deixa eu te contar ao pé do ouvido, que sim, nós não existiríamos sem um “quê de djavu e mc marcinho”, sem o romantismo de Álvares de Azevedo, o natural tão escrachado de Aluísio, o realismo de Machado...ah, Machado! Sem tu seriamos memorias póstumas...Fogo nos vizinhos!
Onde eu pretendo chegar? Só meu coração sabe. O seu também? Pra sentir a pulsação é preciso ter enredo. Ouso até dizer que menos com menos dá no mesmo, dependendo do que se foi lido, dos personagens e da matemática que te trouxe aqui. Não digo que o fluxo de consciência é escasso. Não mesmo! Amo Clarice. Mas sem uma pretensão, todos somos.
Hoje eu ponho os pés no chão pra tentar enxergar em que personagem parei, ora, se sou Fernando Pessoa, por que não me amar como amo em meus versos? Sou um deles. Ou ele é um meu? Me perco nas linhas, já que a casa anda tão vazia, preciso de uma pausa pra esquentar o café, sentir novamente o sabor da vida sem adoçante. No fim, o que entristece são as más cabeças que preferem não enxergar a dureza rica de um analfabeto, que sente sem vírgulas, não usa crase, perdoando o sistema por não ter dado a chance de saber usar um ponto final em início de frase. Outra coisa que quero te explicar: Os alfabetizados também não sabem, pois não têm o letramento da alma.
Eu deixo que o destino cale as bocas ‘desternuradas’, nego tornar-me Alberto Caeiro, mesmo já tendo-o em minha essência, e permaneço aqui, amando mais do que meu nome permite.
“O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos (Lucille)
O primordial é o que não se pode enxergar sem cavar, e cavar, e cavar, e cavar, até chegar ao fim do livro, perceber que sempre virão novas edições. Caso você não perceba, você não conhece a vida alinhada à literatura, você não sabe que inferências existem, e que a professora Taíza é a melhor. Se você não sente o dom da vida na ponta da língua, Fernando Pessoa e nós, pessoas, não existimos. Mas vem cá, deixa eu te contar ao pé do ouvido, que sim, nós não existiríamos sem um “quê de djavu e mc marcinho”, sem o romantismo de Álvares de Azevedo, o natural tão escrachado de Aluísio, o realismo de Machado...ah, Machado! Sem tu seriamos memorias póstumas...Fogo nos vizinhos!
Onde eu pretendo chegar? Só meu coração sabe. O seu também? Pra sentir a pulsação é preciso ter enredo. Ouso até dizer que menos com menos dá no mesmo, dependendo do que se foi lido, dos personagens e da matemática que te trouxe aqui. Não digo que o fluxo de consciência é escasso. Não mesmo! Amo Clarice. Mas sem uma pretensão, todos somos.
Hoje eu ponho os pés no chão pra tentar enxergar em que personagem parei, ora, se sou Fernando Pessoa, por que não me amar como amo em meus versos? Sou um deles. Ou ele é um meu? Me perco nas linhas, já que a casa anda tão vazia, preciso de uma pausa pra esquentar o café, sentir novamente o sabor da vida sem adoçante. No fim, o que entristece são as más cabeças que preferem não enxergar a dureza rica de um analfabeto, que sente sem vírgulas, não usa crase, perdoando o sistema por não ter dado a chance de saber usar um ponto final em início de frase. Outra coisa que quero te explicar: Os alfabetizados também não sabem, pois não têm o letramento da alma.
Eu deixo que o destino cale as bocas ‘desternuradas’, nego tornar-me Alberto Caeiro, mesmo já tendo-o em minha essência, e permaneço aqui, amando mais do que meu nome permite.
“O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos (Lucille)
238
De longe
Vim te dizer
Nosso amor um dia será
Calmo, simples, encantador.
E só nosso.
Não quero te provar nada
Não te procuro mais
Não busco teu destino, teus carinhos, tua libído
Eu sou louca, mas tenho a certeza
Tu sentiu comigo.
Eu senti contigo.
Nós sentimos muito.
Não brigo mais com as paredes cansadas de ouvir teu nome
Um dia tu volta, e vais sentir, como no começo
Que tudo que buscou até hoje
Só vai ser sentido em mim.
Não demora, ainda quero o mundo contigo
Não demora perceber, serei teu abrigo
Mancharei teus olhos
Vício infindo
Beijarei tua boca
Esquecerás os sentidos.
Sem respostas.
Não precisará mais indagar-se.
Estarei sempre contigo.
Nosso amor um dia será
Calmo, simples, encantador.
E só nosso.
Não quero te provar nada
Não te procuro mais
Não busco teu destino, teus carinhos, tua libído
Eu sou louca, mas tenho a certeza
Tu sentiu comigo.
Eu senti contigo.
Nós sentimos muito.
Não brigo mais com as paredes cansadas de ouvir teu nome
Um dia tu volta, e vais sentir, como no começo
Que tudo que buscou até hoje
Só vai ser sentido em mim.
Não demora, ainda quero o mundo contigo
Não demora perceber, serei teu abrigo
Mancharei teus olhos
Vício infindo
Beijarei tua boca
Esquecerás os sentidos.
Sem respostas.
Não precisará mais indagar-se.
Estarei sempre contigo.
312
Labuta
deixe-me redimir no fogo do inferno
não ligo pro anjo caído
tampouco pra libido exarcebada
me deixe redimir no fogo do inferno
ardendo no sangue em chamas
da mais antiga catedral
deixe-me
arder
no puta
fogo
do inferno.
não ligo pro anjo caído
tampouco pra libido exarcebada
me deixe redimir no fogo do inferno
ardendo no sangue em chamas
da mais antiga catedral
deixe-me
arder
no puta
fogo
do inferno.
236
Raízes
Eu sei, ela sabe
Nosso amor é 6,5 de pH
Da base á chuva ácida
Eu nem sei explicar
Do meu ventre te vi pairar
Leve no ar
Brisa de mar
Te acompanho nos teus passos
Desde o teu be-a-ba
Nós juntas é muita neblina
Aprendi a olhar na escuridão
Teu sorriso de menina
Mimada, insensata, um dia vai entender
Que o teu amor me deu barreiras
E disse: tudo pode acontecer
Sou mais forte, mesmo que fraca, fugaz
Brilho na mata verde
Por você eu sou bem mais!
Nosso amor é 6,5 de pH
Da base á chuva ácida
Eu nem sei explicar
Do meu ventre te vi pairar
Leve no ar
Brisa de mar
Te acompanho nos teus passos
Desde o teu be-a-ba
Nós juntas é muita neblina
Aprendi a olhar na escuridão
Teu sorriso de menina
Mimada, insensata, um dia vai entender
Que o teu amor me deu barreiras
E disse: tudo pode acontecer
Sou mais forte, mesmo que fraca, fugaz
Brilho na mata verde
Por você eu sou bem mais!
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Comentários (1)
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haha ;)
É você que passa pela vida ou são as coisas da vida que passam por você ?