manuelluiz

manuelluiz

Editor

n. 0000-00-00, Lisboa

Perfil
6 648 Visualizações

Teu nome


Se você fosse uma palavra, certamente seria a mais bela,

talvez eu te chamasse de adorável,

ser encantado que desorienta minhas razões. 

Ou o chamasse de caminho, mas não qualquer um,

você seria aquele com harmonioso cenário,

ainda poderia chamá-lo de mistério ou de infinito,

já que não posso imaginar sua dimensão.

Seu nome poderia ser chuva, rio

ou o nome de qualquer substância fluida que mate a minha sede,

também te chamaria de marés

e lembraria o balanço do seu corpo sobre o meu.

Então começo a divagar por pensamentos e me vem a saudade,

palavra bonita que também me lembra você.
 
Recordo tantas outras belas palavras:

coragem, esperança, memória,

sem dúvida, seu nome seria o mais sublime de todos.

Mas nome bonito mesmo é liberdade

e você teria nome e sobrenome.

 
Autora: Ive Nenflidio
Ler poema completo

Poemas

34

Teu nome


Se você fosse uma palavra, certamente seria a mais bela,

talvez eu te chamasse de adorável,

ser encantado que desorienta minhas razões. 

Ou o chamasse de caminho, mas não qualquer um,

você seria aquele com harmonioso cenário,

ainda poderia chamá-lo de mistério ou de infinito,

já que não posso imaginar sua dimensão.

Seu nome poderia ser chuva, rio

ou o nome de qualquer substância fluida que mate a minha sede,

também te chamaria de marés

e lembraria o balanço do seu corpo sobre o meu.

Então começo a divagar por pensamentos e me vem a saudade,

palavra bonita que também me lembra você.
 
Recordo tantas outras belas palavras:

coragem, esperança, memória,

sem dúvida, seu nome seria o mais sublime de todos.

Mas nome bonito mesmo é liberdade

e você teria nome e sobrenome.

 
Autora: Ive Nenflidio
244

Tormenta



A tempestade anuncia um tempo sombrio,

tempo de perseguição,

tempo da indelicadeza,

ainda bem que tens a tua intuição, querida amada!

Quando enxergares as tropas dos homens da petulância,

dos braços da intolerância,

foge! corre!

Deixo para ti um tempo de sabores e amores,

você que passeia em meus pensamentos!


Autora: Ive Nenflidio
224

Veredas


Algumas estradas, as mais belas ainda me levam até você!

Estou em seus pensamentos?

Cante-me uma prece,

crie belas melodias dedilhadas...

Estou em sua mente? 

Venha me visitar, invada meus sonhos,

brinque com meus desejos...

Sente saudade?

Desenha-me uma canção,

recita-me uma sinfonia...

Sente minha falta?

Venha me ter...

Me quer? Mereça-me.

 
Autora: Ive Nenflidio

160

Segundas intenções


Lua, quero visitar sua outra face,

será que existe outro Jorge com seu dragão?
 
Quiçá conhecesse as suas crateras profundas,

seus desmedidos mistérios e,

por fim, conhecesse algo que me courace,

me guiando para um lugar alcantilado,

um refúgio inabitado,

um raro amor que me envolvesse,

amaria assistindo o infinito,

fitando estrelas ritmadas;

se esse homem forasteiro enfim surgisse e

dentro daquele vagão me provocasse,

partiríamos para uma contestável contravenção.

Autora: Ive Nenflidio
186

Vírus mortal


Ouço o silêncio daquela estrada plana,

penso em Havana,

cidade que eliminou o vírus letal,

penso nas águas que conduzem a chalana,

me deito em posição fetal,

durmo um sono merecido,

lembro do edital,

desperto fortalecida,

vamos criar um recital?


Autora: Ive Nenflidio
151

Eu sem você

Será que nunca estarei em teus braços?

(Re)desenho novas formas de viver sem ti,

admito que estava terrivelmente equivocada.

Complicado seguir sem ouvir tua voz,

sem te perceber em meus sonhos,

sem sentir mais meu corpo incendiar.

Complicado não receber tua visita no meio da noite,

reconhecer que era tudo uma adorável ilusão.

Complicado não ter mais para quem escrever.

A vida...

idealizamos caminhos que nunca percorreremos,

abraços que nunca teremos,

olhares que nunca trocaremos,

paixões que nunca concretizaremos,

beijos que nunca receberemos.

 
Autora: Ive Nenflidio

220

Viajar


Para viajar, basta existir.

Concordo com essa fala de Fernando Pessoa,

muitas vezes viajamos na nossa imaginação

ao lermos um bom livro, ao assistirmos a um filme,

a um espetáculo musical ou percorrendo céus e estradas;

seja na ficção ou no dia-a-dia da realidade frenética,

sempre estamos viajando.

Viver é caminhar para a maior de todas as viagens, a morte!

 

Autora: Ive Nenflidio
164

Prece


Penso nas dores do mundo

E nos algozes sem alma

Penso no Cristo torturado

No sofrimento de seres mutilados

Penso nos famintos isolados

Em campos de refugiados

Penso nas crianças com corações dilacerados

Nos homens atormentados

Penso no silêncio dos violentados

Nos seres desesperados

Penso em antigas civilizações

Nas lamentações

Em velhas reinvindicações

Penso nas mentes doentes

Nas mães impotentes

E nos heróis resistentes

Que o medo não me afaste dos meus sonhos

Que as dores não me tirem a esperança

Que a frieza dos homens não me cegue

Que a hipocrisia não me afaste do justo

Que os temores que sinto não me impeçam de ir até você

 
Autora: Ive Nenflidio
174

Somos atores


Na eterna expectativa para o início do espetáculo,

estamos apartados, concentrados, cenas complementares.

Me preparo para o grande ato,

observo as cortinas do proscênio do antigo teatro,

penso na nossa primeira troca de olhares,

idealizo belas interpretações.

Primeiro ato...

Você chega de mansinho,

extraordinária espera,

como já esteve em outros bastidores.

se aproxima calmo,

não te reconheço, face desconhecida;

observo teu corpo,

te vejo com contornos indefinidos,

visão encoberta, visão turva,

luzes apagadas.

Segundo ato...

Corações de tempos antigos,

almas atadas

finalmente se encontram,

estão unidos para dramas encenados

ao som de antigas árias,

trocam olhares silenciosos,

toques sutis,

abraços cerrados,

desejos aflorados,

súbito calor,

palavras confundidas, fictícias,

difusas, perdidas...

Finalmente te reconheço, você estava em meus pensamentos...

Guardado em instantes, eternizados.

Fim do segundo ato.

 
Autora: Ive Nenflidio

152

Tempos autoritários


Rasgo o peito já tão dilacerado,

quero arrancar essa dor.

Perversa ausência,

apaga esse tempo de aflição,

não existe compaixão nas mãos do torturador. 

Estou à espreita, vigio do alto dos mirantes, busco respostas,

fico sem explicações, sem conclusões...

Você era apenas um sonhador,

buscava sua utopia nos livros de Thomas More.

Jamais encontrou!

Amado...

Não existe arrependimentos nas mãos do feroz algoz

tirano que separa meus olhos dos teus.

Será que partiu?

Será que és tu aquela estrela mais cintilante?

Autora: Ive Nenflidio
166

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
joaoeuzebio

LINDO POEMA SÃOPALAVRAS ENCANTADAS QUE NOS FAZEM VIAJAR