Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

n. 1995 BR BR

n. 1995-07-28, Minas Gerais

Perfil
12 677 Visualizações

II-I In a Basement With Bertha Mason

In the shadow of a silent sin, a sense of discord grows within.

Long lost in a tale of old, in silence, my thoughts unfold.

Dreams are shaped by hands not mine, destined for him or the divine.

Evening prayers, a hope for peace, yet bring visions that never cease:

A world designed for you and me, yet from it, my soul yearns to be free.

I learned that kindness is my role, dreaming for others, a part of my soul.

Battles within, a constant fight, fade as I face my inner plight.

A common curse we all bear, my dreams shrouded in a common despair.

Life and death, themes I’d rather not ponder, seeking answers that within me wander.
Ler poema completo

Poemas

105

I-L Jaezes de vida e morte

Vistes-me descer os céus, por que perguntas de onde vim?

Usas a liberdade mas esqueces da percepção,

exatamente como fui, carregando os homens com ambas as mãos.

Se dificilmente vê-se jovem, perdoe-nos enquanto ainda somos pobres.

 

Crio o que tens feito, a insegurança alimento,

e me empreguiço para evitar o que tanto tento.

Me apaixono por como ages sob o único sol que vejo,

mas a noite vem, lembrando-me ser ambos criados pelo Mesmo.

 

Prometa-me então, Charn, que à Londres nunca me levará,

pois me vicio em tu que me mata devagar.

Ouso enraizar-me ao chão,

abafo o mundo, guardo o perigo,

e mal sei sobre a loucura de quem cogita além do instinto.
57

I-XLI Jaezes de vida e morte

Com única oportunidade,

acendendo o inferno sob o rio Miskatonic,

coberto por santa ingenuidade,

quero quem ouça minhas palavras treinadas.

 

Tenho ideias melhores para os homens,

escondidas frente aos olhos de Azathoth.

Vivo o anseio pelos dias seguros,

pela luz que leva ao início de tudo.

 

E se, antes desta chance, der-me um trato,

que eu suba ao Thánatos, e jogue ao Hades,

Voltaire, que tanto fez-me insultado.
116

I-XLV Jaezes de vida e morte

Quando acabar o prazer, e seu sonho frustrado voltar,

pegue o que tens e dê-me um tempo.

Sei que agirá como se superou,

quando há minutos chorou por tolices menores que o marcou.

 

Quanto aos meus, não os perdi,

os escrevi para quando eu precise rir.

Mas o cansaço que os feriados me traz,

faz-me dormir antes de me lembrar.

E acordo suando, sob o mal desta cidade que,

há anos, vi-me aqui sonhando.

 

Não me digo arrependido,

os fantasmas daqui têm me distraído.

E tenho meu tempo gastado assentando esta casa,

um tanto irritado por não haver quem mais faça.

Estou crente que terminarei a noite ansioso,

e desfruto do dia com mau gosto.
77

I-XXII Jaezes de vida e morte

Perdendo meu tempo transgredindo sete regras básicas,

quero perder o amanhã apreciando quem se diz bom,

apenas para lembrar-me que não melhoro.

 

Tenho motivos para não parecer convincente quando juro por esta vida,

pois anseio deixa-la enquanto a levo.

Aponte-me ao questiona-los, ouvirá o que eu disse com um pouco mais de besteira.

Já fui visto por aqui sem sequer ser ouvido.

Ao menos fui acusado sem antes ser agredido.

 

Com alguns delírios à noite, sobre um pai que cita estranhos em Dublin,

dizendo terem uns aos outros, vivendo bem certos ou não, termino mais um dia.

Resta-me sofrer o carma do que tenho dado atenção,

racionalizando ignorâncias de quem finge dar-me compreensão.

É um luto cômico, menos longo que o usual.
85

I-XXXII Jaezes de vida e morte

Ouvi sobre quem vive nesta ideia como quem vive no rancor.

Estive pressentindo o sentido do fim, e a isto corro como se corresse a mim.

Lembro-me de Árion cada vez que me sinto lento,

pois não sou Jó, nem ao Hades me arrependo.

 

Lembro-me das coisas vãs e das coisas más,

e disso nada serve-me de martírio ou pesar.

Aponto para os melhores, omito os piores,

faço que julguem quem tudo pode.

Assim sinto me vazio dos pés à cabeça,

oro apenas para sentir-me como Santa Catarina ou Teresa,

acreditando no que há de ruim com clareza.

 

E aos homens que ostentam gostos amargos,

às mulheres que casam de mau grado,

mostro-me como um refúgio do pecado.

Concebo em mentes cheias de mim,

o único lugar para um bom fim.
92

I-XXIV Jaezes de vida e morte

[21:31, 29/07/2021] 邪: Sei que não usufruo de alguma importância, acredito vir pela sua. Como está você?

[21:32, 29/07/2021] K: Me falta novidades. Você trouxe alguma?

[21:33, 29/07/2021] 邪: Novas penúrias deixam de ser notícias em vidas de miséria.

[21:35, 29/07/2021] K: É costume do destino nos condenar, não leve para o lado pessoal.

[21:37, 29/07/2021] 邪: Já há alguns anos desde que nos conhecemos, ultimamente pouco temos nos falado.

Conheces esta personalidade melancólica, ameaçando-me sobre um precipício que nunca salto.

Desisto em qualquer instante, afasto-me do fim, e encontro o que de volta me traz. Um dos poucos vícios que prazer algum dá.

[21:39, 29/07/2021] 邪: Dou-me o luxo do egoismo, jogando besteira sobre quem não se importa, porém me conhece.

[21:51, 29/07/2021] K: Sou tal alvo?

[21:51, 29/07/2021] K: Surges por instantes, soltas algo que faz de mim desprezível, então desaparece.

[21:52, 29/07/2021] 邪: Não.

[21:52, 29/07/2021] 邪: És o que és. Consciente do caos que assola, indiferente às vidas que choram.

[21:53, 29/07/2021] 邪: Como sempre digo, se não sou eu quem pensa neste mundo não seria tu quem me explicaria tudo.

[21:53, 29/07/2021] 邪: Esqueces de ti como o deus de quem teme a deus.

[21:54, 29/07/2021] K: Sou sempre eu o dono das últimas palavras. És tu quem sempre se cala.

[21:55, 29/07/2021] 邪: Sim...

[21:55, 29/07/2021] 邪: Bom, já mal sei como explicar-te o óbvio.

[21:56, 29/07/2021] K: Sei de óbvias coisas que são outras, de tu são as coisas que reflito.

[21:56, 29/07/2021] 邪: Pois então pensas a cada par de meses.

[21:57, 29/07/2021] 邪: Pares para mim incontáveis, trazem sempre outros motivos com os mesmos princípios, e disso para tu és graça, largando-me sem tristeza para o fim, sem felicidade para ouvir o que sabes de mim. Queria eu tirar-te a vontade de qualquer coisa.

[21:58, 29/07/2021] 邪: Fique, então, onde quiser, pois esta maldição encontra-te onde estiver.

[21:58, 29/07/2021] K: O oceano que nos separa é inspiração para exageros. Sofrer em dobro é tão comum quanto pessoas que não vivem pelos outros. Queres quem testemunhe esta descida e sirva de guia aos curiosos por ruínas. Continue com o óbvio. Sinto suficiente para genuinamente querer teu bem.

[21:59, 29/07/2021] 邪: O que quero não queres me dar, e não tenho índole para isso te tomar.

[21:59, 29/07/2021] K: Amor? Dinheiro? Ambos ou nenhum?

[21:59, 29/07/2021] 邪: Sinto-me excessivo, transpondo o complicado.

[22:00, 29/07/2021] K: A maioria de quem se diz gente é.

[22:02, 29/07/2021] K: Tens onde dormir?

[22:10, 29/07/2021] 邪: Ninguém pode sentir, de verdade, a dor do outro, e se torna cômico supor e comparar.

[22:12, 29/07/2021] K: Faria-te melhor sabermos exatamente o que vive?

[02:37, 30/07/2021] K: Sou sempre eu o dono das últimas palavras.

[06:24, 04/08/2021] K: Fez disto um fim?

[07:24, 08/08/2021] K: 邪?

[04:05, 12/10/2021] 邪: O que o zodíaco mente sobre ti?

[07:11, 12/10/2021] Y: Que meu tempo passa...
85

I-XXXVIII Jaezes de vida e morte

De pé, diante do crime,

vejo que sorte a minha estar em seu time.

Estavam desoladas em dias romanos,

esmolando o corpo a Giacomo,

por noites longe do chão de Marco,

que sobre Teodoro fez-se espaço.

 

Minha vida e meu destino foram algo até me descuidar dizendo isto alto:

Ao meu lado, amigas e vestidas, pedi para que fugissem da intriga daquele quem as queria despidas.

Estamos fora do mundo que criamos - disseram as vítimas em prantos.

Apontem então as vistas à Florença, para que, se abatidas, percebam

que quiseram conceber famílias.

 

Mas o castigo de quem fala é bala,

e vi, orgulhoso, minha noite ser acabada para tê-las salvas.
99

I-XXXIV Jaezes de vida e morte

Cruzando a fronteira,

desta vez com papeladas, como uma boa moça.

Com motivos melhores, contei-te piores. 

E com justificativas tolas, fiz-me de boba.

Homens não ouvem tanto.

 

Sonhei com tu arruinando meu lar,

cobrava-me milhões pelo prazer de cobrar.

Apontavas tudo como a razão de minha solidão,

vítima de amigos que não me erguem do chão.

 

Sonhei-te com olhos azuis, 

asas douradas,  adornado com coisas caras.

Acordei irritada com o calor, e sei que me sentirei melhor

quando o pintar sem qualquer cor.
106

I-XXV Jaezes de vida e morte

Astro quente que me expulsa da toca, mal fugi de ti e corri de volta.

Escondi-me com aconchego perguntando-me se esse era mesmo o mundo que conheço.

O que não gosto e sou grato, o que, fazendo mal, torna-me maturado.

Vivi o delírio de ter prazer onde não gosto.

 

E consciente da loucura que sou dono, questiono se tive o que vivi.

Foi-se pior que paixão súbita, foi-se sem despedida, sem decepção e sem briga.

Cem eu mataria por ter-te sem que se extingua.

Assim caio dos céus carregado de cobiça, esquecendo-me da esperança que me movia.
98

I-XXXVI Jaezes de vida e morte

Pessoas relutam a se tornarem outras,

ainda assim, se eu fosse tu, de novo, aqui não me porias.

É assim tão gratificante ser este herói que se lembra de mim?

 

O inverno mal apazígua este calor,

que das curtas férias volta irritado.

Tento apressar-me, e me exalto nos passos.

Minhas orações secam as folhas,

e me iludo nesta vitória que não me traz vantagem ou outra.

 

Desprezo cada segundo que o ego torna-me virtuoso.

Já sofro por ser certo e por desgosto,

e por ver vivo quem quero morto.
97

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.