O CONVITE
Um anjo me chamou ontem, e ele estava mais anjo do que habitualmente anjo jé é: e eu fiuei ali entre adminirar aquele pezinho com o dedo machucado, entre imaginar com ela experiências ainda não vivenciadas e entre convidâ-la para um canto para lhe dar uns beijos, uns abraços, uns amassos e, se possível, escondidamente a um canto, uma boa trepada!
O COSMO SE DOBROU EM LUTO
... se pode o amor durar uma eternidade como muitos juram por aí em seus jardins, em delírios em seus leitos carmesins, em seus céus sem fim; por que o meu luto por ela, a quem tanto amei, não pode também, durar para um infinito além do qual tocar a razão e a imaginçação possan?
ANTES MIGALHAS DO QUE NADA
... querer amar-te inteira foi um erro, pois isso me implicou querer ser melhor e vencer o resto do mundo; aprendi que é melhor um pouco de vida, de desejo e de sonho do que uma morte certa, assim como é melhor um gole de água em teus lábios qwe padecer solitariamente em alguim deserto de miragens secas!
O DESPERTAR DAS CRISÁLIDES
Ventos assoviam mansamente vestígios das cenas, entrelaçando coisas e destinos em labirintos confluentes de cios caudais. O sereno frio molha o silêncio da noite, enquanto beijos verborrágicos envilecem o alvorecer. Flores se vestem de sutis cores, embalando primaveris encantos, enquanto folhas secas caem no compasso dos sonhos. Pássaros voam mistérios em dorsos esplêndidos, enquanto vermes se omitem em cernes esquálidos. Lendas vivas (ou mortas?) regozijam feitos nobres, enquanto nunes incautos imergem-se em devaneios. Gêneses císmicas surgem nos giros do tempo, enquanto o momento morre em meus versos. O silêncio me abraça em cinzas. O frio exangue percorre meus veios. E adormeço em ebúrneo vácuo!
UMA DOR SEVERA E SECRETA
... é absurda a dor e o silêncio no deserto, onde nada mais dizem nem teus mais terríveis fantasmas, onde escondo, sob a areia quente e seca, lembranças nossas dos verdes tempos de outrora, a angústia da vazia hora e lacrimosos rios de saudade!
CÃES LOUCOS JÁ AMAM DE ESPREITA
... em cada pedaço que observo, em cada detalhe da femininilidade exposta, em cada pedaço que observo em silêncio ou em uma prosa descompromissada, antes de levar uma beldade para a cama, mais intimidade se me apodera, mais desejo se me invade, mais vontade de lhe acariciar, de lhe beijar, de lhe abraçar e de lhe comer em um leito se tornam em mim sensações quase que incontrolavelmente extáticas!SONHAR, SIM, ACORDAR NÃO É PRECISO De que adianta disfarçarmos tanto nossas noites e nossas sombras de dias, se são neles que semeamos, que falamos e que excrementamos nossas maiores e mai fédidas fezes?
VAGANDO SEM DESTINO
Nem mais tantos céus azuis, nem mais tantas asas ___ inválidas; nem mais tantos anjos sensuais, nem mais tantas demônias ___ menstruais; nem mais tantas e pazes regozijadas, nem mais tantas guerras aos covardes ___ silêncios escondidas; nem mais tantas danças ilusionadas, nem mais tantas inércias solidificadas; nem mais tantas luzes fausteadas, nem mais tantas sombras ___ escudeadas; sem mais pensar muito neste mundo ___ fechado, vou-me só pelo deserto, a silêncios e poesias. ___ e mais nada!
À ALVORADA, O DIA SERPENTEIA VAZIOS
Hoje sonhei-me mistério no caminho de flores a bordarem, entre espinhos, enlaces com estilhaços de luz. Na imensidão dos mares a abarcarem, entre ondas, náufragos com cacos de esperanças. No pendular dos ventos a embalarem, entre calidezes, vicejares de instantes. No carpintar das nuvens a adornarem, entre céus, pássaros flutuantes. E, como via poesia até na verborragia dos homens, desconfiei-me de mim e acordei a refletir, entre chuvas, precipícios e vazios.
CIRCUNSTÂNCIAS
Queria olvidar meus devaneios perenes pelos reinos das flores e dos girassóis, onde tantas vezes queimei minha pele e adoeci minhas tênues quimeras. Por isso retornei ao naufrágio perdido das noites onde aspergíamos escombros nos enlaces encantados das palavras. Não repares este sorriso com lágrimas silentes, venho de uma longa caminhada onde lendas regozijavam seus lumes ubíquos. Não me perguntes o que fui fazer lá, pois o silêncio dos mortos ainda singra em mim, vertiginando-me em ásperas reminiscências do desalinho. Pois tu não sabes que a maior angústia não foi andar entre vultos florescentes, mas perceber neles o espelho que refletia meu cerne espúrio.
QUANDO SE FAZ DE TODO MOMENTO O INFINITO MOMENTO
Só os tolos sanjos não percebem que onde sobra a id, o desejo, a soberbia em fomes e sedes insciáveis de canibalismos, de filosofias, de conhecimentos e de avessos antropofagismos é exatamente onde mais urge a vida, devido ao insconsciente pressentimenxo da morte iminente!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*