Raquel Ordones
Eu poesia Em uma palavra já me resumi, Por vezes já me senti um verso, Nas frases me dei conta; cresci, Vi-me haicai em meu universo. De trova em trova subi degraus, Em forma de pensamento andei, Levei o indriso nas minhas naus, Colhi poesias, soneto me tornei. Não agradada à alma embrenhei, Brotei-me no encarnado da rosa, Leram-me por aí feito uma prosa. Meus olhos, refrão da minh’alma, O sentimento dimana sem ponto, Estendo-me em ilimitado conto... ღRaquel Ordonesღ
n. 0000-08-13, Uberlândia, MG
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Poemas
290Se...
Se houver semente:
_Rama!
Se não houver vento:
_Reme!
Se houver versos:
_Rime!"
Se houver fé:
_Roma!
Se houver norte:
_Rume!
Raquel Ordones
Uberlândia MG
_Rama!
Se não houver vento:
_Reme!
Se houver versos:
_Rime!"
Se houver fé:
_Roma!
Se houver norte:
_Rume!
Raquel Ordones
Uberlândia MG
196
Se eu fosse poesia
Se eu fosse poesia queria ter a efígie de soneto
Sem métrica e letras saltitassem em todos os sons
Sem negrito, em simples fonte e todos os entretons.
Se eu fosse poesia queria o amor como dialeto
E queria todas as rimas rimando "desrimadas"
Raquel Ordones
Sem métrica e letras saltitassem em todos os sons
Sem negrito, em simples fonte e todos os entretons.
Se eu fosse poesia queria o amor como dialeto
E queria todas as rimas rimando "desrimadas"
Raquel Ordones
196
Criatividade cavalar
(sonhando ser Pégasus)
.
Como corcel corta céu com calma, cometa,
Crina cavalga; convive constelação,
Contextualizando cores com cerceta?
Cria casta; compartilhando coração.
Corre cata cambiantes celestiais,
Cabresto castanho cai, corda corroída,
Coleta cercado; castelos colossais,
Cede chuva; cronometragem concluída
Claridade, circuito completo, consome,
Corre célere, constante corrupiar,
Cara contente com cerne comemorar.
Caminha cavalariça coberta, come,
Com corpo calmo, cocheira capim colchão,
Carinho, cujo casco combina com chão.
ღRaquel Ordonesღ
210
Cheia de vazio
Base da sociedade falida,
Em nada altera pedir concordata,
É meio raso de nobreza infida,
Vive da aparência que maltrata.
Mas toda regra tem sua exceção,
Geralmente isso numa minoria,
As máscaras predominam então,
Segue em frente o mundo de fantasia.
E finge que a miséria não existe,
Faz de conta que reina a educação,
De caráter tem uma plantação.
Na tecla da falsa moral, insiste,
Ergue o recheio do existir humano,
Num mero vazio de embuste insano.
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
276
Vi-me atrevida
Em rendas negras a transparecer-me
A silhueta se expõe através do tecido
Pele em cor morena a estremecer-se
Em leves arrepios se ouve o gemido.
Os cabelos aos cachos soltos a bailar
Os dedos que por entre eles correm
Os gestos e olhares vêm a provocar
Gostos de beijos na boca escorrem.
Em negligência toco-te lentamente
Sinto teu pescoço atiçar meu olfato
Meu corpo puxa, eu sinto o teu tato.
Atrevida, misturo minha pele na tua.
Tu'alma respira, mordisco teu queixo.
O prazer me aflora por tirar-te do eixo!
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
234
Ensina-me a ler-te
Às vezes eu sei muito bem o que diz
E outras vezes me perco no teu dizer
E de repente tu dizes algo e já desdiz
Não sei realmente em que posso crer.
Às vezes creio em tudo, pois foi dito
Eu boto fé nas emoções do momento
Ninguém diz nada senão em negrito
Se não houve o legítimo sentimento.
E o teu silêncio faz barulho em mim
Muito maior do que a tua expressão
_Gostaria tanto de ler o teu coração.
Ensina-me a ler-te, e preciso, enfim
Eu preciso descobrir a tua sensação
_Quando teu sim é sim e o não é não?
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
215
E que doa a quem doer...
Talvez, verdade seja feita pra matemática,
A gramática em sua regra já aceita exceção.
O coração tem, às vezes nem põe em prática,
Elástica vida: a poesia usa imaginação.
Ilusão, uma verdade bem simpática,
Temática de muita gente, quase oração.
Interação com sua vida lunática,
Apática a quem pratica inversa ação.
Então, a verdade em si nem é mais aromática,
Antipática quem a versa, uma infração!
Sua estação aboliu a era agora é errática.
Tática talvez, a falsidade é a comunicação.
Coação da verdade na ligeireza da informática.
E midiática a prudência perde a visão.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
A gramática em sua regra já aceita exceção.
O coração tem, às vezes nem põe em prática,
Elástica vida: a poesia usa imaginação.
Ilusão, uma verdade bem simpática,
Temática de muita gente, quase oração.
Interação com sua vida lunática,
Apática a quem pratica inversa ação.
Então, a verdade em si nem é mais aromática,
Antipática quem a versa, uma infração!
Sua estação aboliu a era agora é errática.
Tática talvez, a falsidade é a comunicação.
Coação da verdade na ligeireza da informática.
E midiática a prudência perde a visão.
ღRaquel Ordonesღ #ordonismo
Uberlândia MG
191
DoAr
Irrigo-te com vida; de mim a doação.
De coração aberto minh'alma se deita.
Rejeita-me inda que peça vida em oração,
A mão eu estendo, mas não é aceita.
Receita de vida; saúde, em Deus ser feliz!
Fiz do viver a leveza dum bumerangue.
Se langue não recebe, inda por um triz,
Quis teu bem; ao doar-te de meu sangue.
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
Doar sangue é ato de nobreza
A beleza da vida vale muito além,
E se tem; repartir é grandeza,
Fineza é não olhar a quem...
ღRaquel Ordonesღ
159
Família é melodia
Família é uma serenata de encanto
A nota sol em brilho de sonoridade
Extensão de felicidade em acalanto
A nota ré de respeito a toda idade!
Um amor sem dó aqui, muito além
É a perfeita união entre o fá e o mi
São acordes lá do imo que faz bem
Verdades unidas sem pensar no si.
Família é orquestra de bela canção
Diversas notas em acordo comum
Sem perder identidade de nenhum.
Enlace divino abençoado por Deus
Um sim é dado com muita emoção
Família é a poesia, delicada oração!
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
969
Das loucuras de mim
As malas das minhas ideias desarrumadas; arrumo,
Tento divisar uma ordem, qual a relevância de cada,
Dobro e desdobro, então aliso para sentir o aprumo.
Abstruso, cada uma tem valor, nenhuma descartada.
Algumas ideias passageiras, outras sempre martelam,
Algumas são meio insanas, outras são tão coerentes,
Algumas são rasas, outras na alma e coração anelam,
Umas são meio tolas; já outras tão surpreendentes.
Fico ali horas tentando nessa minha louca arrumação,
E coloco-as num canto, no meio, em cima e em baixo.
É tão melindroso, um quebra-cabeça, quase o encaixo.
E aparentemente em mim quase percebo a evolução,
E puxo o fecho éclair em torno dessa minha bagagem,
Inútil, sento em cima, tudo bagunçado, que bobagem!
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
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Comentários (1)
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ademir domingos zanotelli
Cara poetisa. tu és tão linda ... que o amor nunca faltara para ti... adorei os versos. bom dia.