Reirazinho

Reirazinho

n. 1999 BR BR

Túneis de pensamentos perdidos.

n. 1999-01-09

Perfil
13 703 Visualizações

Luna

A melodia que se escorrega nua
Em seus florais que se revelam almas
Numa sonata que acorda a lua
E o seu som desliza em folhas calmas.

A sua beleza que se encarna crua
Pelas magnólias nos pés e palmas
E seu amor cheiroso atenua
O musical das madrugadas alvas.

Todos sorriem pelo tom solene
O lumiar, pelo contrário, chora.
A madrugada se tornou Selene…

E as magnólias viraram sono
Onde se dorme a perdida hora.
Não haverá outra voz nem outono.

Ler poema completo

Poemas

62

O Romance Negro

A estrela que brilha decifra a carne exposta
Se apaga a vela de galáctica dúbia
Junto com as aspirações da nossa nupcia
Te animei a agridoce bizarrice nossa
Você ignorou o palpável e degolou a verdade
Eu a conjurei endemoniada por fazer prostra
Do coração que achou que era uma fossa
Do meu negro sentimento de vitalidade
Neste foço de água preta te observo agoniando em morbidade
Seus lindos olhos e cabelos sem vida já não me agradam
Rosas com espinhos foi o que você me deu, cara amada
Aqui no breu sua vida acaba: estás longe da sacralidade
322

Soturna melancolia

Soturna melancolia
Que de sua sombra
Me dá nostalgia
Açucarada dose de morfina
Para conseguir dar mais um passo
No dia a dia

Do cansaço consigo crescer
Por mais perene que esse
Caminho parece ser
Aqui lá vou eu mais uma vez
Agradar mais um freguês
Que é uma anta
Mas que finge sensatez

Ando com a pomba branca no peito
Não imponho respeito
Até porque impor pode levar a um leito
Nessa selva de animais eu sou uma lesma
Em meio de gorilas ariscos prontos para
Retirar a escopeta
Mas não me importo, o que vale é o meu café
Sem ele eu não voo igual o meu caburé
Corujinha observadora, mas diferente de mim
Ela felizmente vive atoa
399

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.