ZODÍACO
No zodíaco da minha paixão, toda constelação te exalta, todas as estrelas têm teu brilho e todo o meu céu fala de ti. Lá, a escuridão existe apenas para realçar-te as cores e a lua só brilha por refletir os olhos teus. Nele, o meu destino é ser feliz contigo e no equinócio do amor, todos os teus dias serão meus dias e todas as tuas noites as minhas.
A COR DA PAIXÃO
Tuas cores não as minhas
Nem pensas assim como eu
Mas vejo-te a minha rainha
E eu, súdito do charme seu
Diferença que tanto me encanta
Que me puxa e me atrai para ti
E até a mim mesmo ela espanta
Com um rubor que jamais eu senti
Do nada me brota a esperança
De que minha vida será bem melhor
Quando de ti eu tiver a fiança
De que voar, nunca mais farei só
Segredos conto aos teus ouvidos
Sem medo, reservas ou senão
Em tudo, fazes-me assim dividido
Entre a lógica, o fascínio e a razão
FOI VOCÊ
Quem semeou estrelas na minha noite escura
E de amor e luz veio a encher meu ser
Quem em farto sorriso lavou amarguras
E despertou em mim nova vontade de viver
Quem coloriu as noites, renovando sonhos
E às madrugadas frias aqueceu de amor
Quem fez surgir o brilho em olhos tristonhos
Que por muitas mágoas, triste se afogou
Quem viu o homem, além da tristeza
E a sinceridade por detrás das dores
Foi quem viu caráter, bem mais que beleza
E na terra em cinzas, fez brotar as flores
PORTAS ABERTAS
O meu amor por ti é uma porta aberta
Que a sedução da brisa se arrisca em enfrentar
Nunca tem por dogma, sua volta como certa
Mas apenas por carinho, a ti quer cativar
É um amor sem trancas, juras ou promessas
Firme no compromisso de fazer-te mais feliz
Que a saudade seja de sua volta, a pressa
Para estar comigo, como você sempre quis
É um tanto insano este meu querer louco
De quem ama tanto e deixa assim ao léu
O que mais venera e mais tem paixão
É que paixão mesquinha perde brilho aos poucos
Faz do que foi desejo a amargura e o fel
Quando a insegurança faz do amor prisão
JURAS DE FÉ
Eu pensei que o mundo fosse assim só nosso
Onde eu você não víssemos a mais ninguém
Onde lá não entrasse a dor ou qualquer troço
Que nos roubasse a paz e nosso querer bem
Mas de fato o mal nem sempre vem de fora
Nem sempre pula os muros ou invade ao nosso ser
A malícia incubada, com o tempo cresce e aflora
Estruge em inconseqüência, faz o mundo tremer
Tudo nos jovens são boa fé, vontade e esperança
Ninguém conhece a alguém além da aparência
E desconhece o enjôo quem nunca navegou
Só quem já viu quebrarem-se os laços da confiança
E a estultícia assaz romper os limites da decência
Pode entender por fim quem suas juras abandonou
A SAGA DO SACI
Com uma perna só nasceu
Mas mesmo assim feliz viveu
Até que aos bípedes conheceu
E a confiança em si desapareceu
Vazio e só, já não parando em pé
Buscava veemente a si completar
De perna em perna, olhava com fé
Sua perna gêmea haveria de achar
Por fim, uma linda perna lhe apareceu
Bronzeada ao sol, torneada e esbelta
Por certo era um presente de Zeus
De que jornada vinha não interessa
Caminharam juntas, assumiram a empreita
Até que a estrada íngreme se tornou
Ali a perna destra mostrou não ser direita
E sem aviso prévio a marcha abandonou
Saci, em agonia, vê a ilusão cair por terra
Saudades dos tempos em que saltitava só
Mas dono de seu próprio destino ele era
Maldita a hora em que prendeu-se ao xodó
Revolto e triste, já sem ter mais o quer perder
Enche-se da coragem de quem ainda quer viver
E ignorando a dor que uma incisão lhe causará
Arranca num só golpe a perna e volta a saltitar
ADMOESTAÇÃO VAZIA
- Não se detenha em admoestar o tolo, por certo terás como retorno apenas a sua ira.
- Muita antes das pombas as cobras já botavam ovos, cuidado com o que você põe para germinar no aconchego do seu ninho.
- Ante a inflexibilidade da estupidez, sorria apenas. Não se tira do gambá a sua nódoa.
- Quem resiste a admoestação dos que o amam busca, sem perceber, ser um escravo daqueles que o invejam.
JOGO DE MONTAGEM
Quando longe de ti me edifico em sonhos
Imagino-te minha, neste meu delirar
Mas já frente a ti, a suar eu me ponho
Nem ouso sequer a teus olhos mirar
Meu paraíso e também meu vitupério
é este teu charme cruel e ladino
Pois me edifica em olhar de mistérios
Depois abandona e desmonta sorrindo
PACTO DE VIDA
Oh! linda menina de pureza infante
Tão bela e tão doce assim a brilhar
Retrata a beleza de puro diamante
Lapidada nas dores de seu desamar
Teus olhos lampejam o brilho dos sonhos
Que em caminhos medonhos estão a morrer
Mas rega-os as lágrimas de pranto tristonho
Que a novos pensamentos já faz florescer
Palpita a vida, no querer de quem ama
E que busca a façanha, de feliz inda ser
Se aparta das dores e proclama a derrama
Quebra os elos de morte pra de novo viver
PRECE DA MANHÃ
Ajudai-me Senhor,
Pra que onde eu aportar, lá nasçam as flores.
Que as águas sejam calmas, ventos de amores
Que eu reme sempre, mas firme em ti, seja minha rota
Que em meu barco azul, eu leve a paz que tanto importa
Que eu não esqueça da minha missão pelo caminho
Que embora só, tu não me deixes sentir-me sozinho
Que se aqueçam os corações, sol de esperanças
Que onde eu for, de lá não traga, senão lembranças
Que em cada missão, minha volta seja, desejada
E a tua graça em mim pra sempre renovada
poemas lindos como o poeta!
poemas lindos como o poeta!
Maravilhoso, movido pelo amor...alma nobre...
Gigante pela propria natureza