Lista de Poemas

APERTE AOS POUCOS SEU AMIGO LOUCO - Enigma 49




ENIGMA 49 – NÚMERO DOIS ALGARISMOS REPETIDOS


– Pense em um número qualquer de dois algarismos repetidos;
– Deste número, subtraia o dobro da soma de seus dígitos;
– Multiplique o resultado por dez e some doze;
– Do resultado, subtraia o número que você pensou;
– Some os dígitos do resultado e diga-me quanto deu.

Conclusão: O número que você pensou foi _____.



Resposta do Enigma:

R é o número que lhe foi informado.
PP é o número que o entrevistado pensou.
Então:
P = 2 x NF(R – 3)
Onde NF é a função noves-fora, ou seja, o resto da divisão por nove, que na prática é a soma dos dígitos de um número até o resultado ser menor que nove. Por exemplo: NF(458) = NF(4 + 5 + 8)= NF(17) = NF(1 + 7) = 8

Exemplos de execuções do jogo:

Resposta: R            R – 3                 2 x NF (R-3)                           P                    PP

   18                18 – 3 = 15         2 x NF(15) = 2 x 6 = 12        NF(12) = 3              33

   14                14 – 3 = 11           2 x NF(11) = 2 x 2 = 4         NF(4) = 4                44
 
   8                  8 – 3 = 5               2 x NF(5) = 2 x 5 = 10        NF(10) = 1               11


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COPO DE LEITE



Meu copo de leite, tingido de dor
Tão belo, esplêndido, repleto de amor
Perdestes tão cedo, sua nívea cor
Sonho pueril que em paixão se tornou

Este copo de leite, em meu jardim nasceu
Feliz, displicente, em beleza cresceu
Seu charme de prata, adoçado por Zeus
Por outro se derrama, oh martírios meus!

Oh rubro copo de amores, sumo de uma paixão,
És minha flor fantasia e de meu choro a razão.
Oh sacro copo de leite, que nunca tive nas mãos
Enlouquecestes minh'alma, mataste meu coração

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CANÇÃO DO EXÍLIO



Cantarei às flores, ainda que sozinho eu esteja
Exaltarei ao amor, ainda que renegado o veja
Prosseguirei na fé, do início ao fim da peleja

Denunciarei o mal, mesmo em protesto velados
Não me curvarei à dor, mesmo em espinhos assentado
Confiarei no Senhor, mesmo em meus dias nublados

Quiçá, alcance a minha voz a um ouvido
E, sei lá, liberte eu do medo algum cativo
E, quem sabe, resolva fazer coro aqui comigo
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QUEM CASA QUER CASA


A casa sempre foi símbolo de lar, de companhia eterna e de felicidade. Mas a casa é de fato uma mistura de arte e robustez, sem estas bases o lar não sobrevive. Se a estética for ruim fica difícil viver na casa, mas se a estrutura for de pinos, será fácil moldá-la, mas só durará uma ou duas estações. Assim, a casa tem que ser robusta, arejada e linda.

Nubentes são como casas, a paixão de cada um e seus encantos darão as cores ao relacionamento: flores, cortinas, quadros, etc. Todavia, quem sustenta a casa á a sua estrutura. se for de jacarandá, ipê ou outra madeira de lei, durará uma centena de anos. Se esta for de aroeira passará por dezenas de gerações. O problema está na estética, a aroeira não se deixa moldar, é áspera e rude por natureza. Além disso, madeiras de lei são raríssimas.

Um relacionamento livre é como uma casa ventilada, o vento entra e sai pelas janelas, mas com o ele entra também a poeira e a umidade. O reboco suja e os móveis mofam. Se a estrutura é boa, troca-se os adornos, reforma-se a casa e um novo brilho surge no relacionamento, em novas cores, jardins e sonhos. Mas, quando a estrutura é frágil, não haverá reforma, certamente o cupim já comeu as vigas e a casa está condenada.

A estética é reboco e tinta, mas o caráter é a estrutura. Quando os adornos da paixão acabam a estrutura pode manter a casa de pé, em amor, carinho e fé. Todavia, quando o caráter é degenerado, nenhuma reformulação manterá o lar, por mais que tentem.

Nos finais de relacionamentos as estruturas ficam expostas, aí você verá quem era podre, mentiroso, desleal e vil., e passou a vida oculta sob uma paixão de interesses. Mas também é quando se reconhece a qualidade da madeira de lei, e está é adquirida com carinho para a edificação de novo sonho.
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PASSÁRGADA


Deixarei voar a minha alma
Pra onde a maldade não chega
Lá onde as nuvens são calmas
Não há contenda ou peleja

Onde não há reino nem posse
Fronteiras ou Tordesilhas
Onde a inveja não tosse
Nem nuvens fazem intrigas

Lá onde o ar não tem dono
Não há IPTU ou laudêmio
Todos desfrutam do sono
Não passam a vida devendo

Lá não se grila o espaço
Cartório não vende escritura
O vento remove aos marcos
Político não vive da chuva
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BANZEIRO


O que me for por tristeza, que eu as tire da mesa
O que tiver de mágoas, que se vá com as águas
O que eu tiver de ruim, que se apague de mim
O que me for pesadelo, que possa esquecê-lo

Que nenhum dos amigos, me seja esquecido
Que as ofensas sofridas, sejam todas esquecidas
O que me for muito pesado, que vire passado
O que for esperança, que me volite à lembrança

O que me for ditoso, que venha de novo
O que for virtude, que vire atitude
O que eu tiver de bom, que me seja por tom
O que for alegria, que encha os meus dias
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CAÇA AS BRUXAS



Ela busca as cores em um mundo obscuro
Onde as lembranças do nada a fazem delirar
Quer saber que mistérios, razões e perjúrios
Roubaram-lhe as venturas e alegrias de um lar

Não conhece a semente nem a fonte da dor
Ou por que adoece, treme e morre o amor
O porquê que a vida não é um conto de fadas
E por que tantos sonhos se desfazem em nada

Oh não queira saber por que dobram os sinos
Quando se conhece a dor, aí morre o menino
As intrigas do amar é um mistério de humanos
Que abandonam ninhos pra viver desenganos
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ARANHA DA AREIA


Sob manto das formas, pura sedução
Rebolado das cobras e calda de pavão
Aquece suas formas sob o sol da avareza
Sedução de incautos, na lascívia suas presas

É aranha da areia a captar pirilampos
Suga tudo da vítima, deixa só o mulambo
Não possui sentimentos, alma ou coração
Vive de fingimento, o seu deus é o cifrão

Só um monte de pedras, abaixo da volúpia
Silicone e quimeras, mente de prostituta
Se algum filho gerou, já na areia esqueceu
Ou buscando a riqueza, até a esse vendeu
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SINAIS DE TEMPESTADE



Passado o dia Internacional da Mulher, faço um depoimento: Várias vezes, recebi no box do Face mensagens doentias de namorados ciumentos me questionando o porquê de sua namorada ter recebido ou pedido a minha amizade. Quando o nível do questionamento não desce demais eu até respondo, mas na maioria das vezes são tão medíocres e infames que prefiro ignorá-los. Não me espanto, sei que a maioria dos homens ainda se sentem donos da mente pensamentos de sua namorada ou esposa. O que me assusta são as mulheres. Como podem elas manterem ainda um relacionamento com alguém que previamente já se identifica com uma mente obsessiva, escravagista e psicopata? Que tipo de vida ou liberdade esperam ao lado de tal sujeito? Infelizmente, muitas ainda acham lindo e romântico ser escrava de alguém.
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FALSA AREIA


Entre movediças areias
Marés baixas ou cheias
Eu prefiro o mar

Pois não esconde sua fúria
E quando mais não me atura
Trata de me expulsar

Detesto o fingimento
A salmoura por por unguento
De quem pensa em me almoçar
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Comentários (2)

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Obrigado Eusébio, espero vê-lo cheio de inspirações felizes.

Que bom ler teus poemas meu amigo estive andando por ai a procura de inspiração e voltei cheio de desejos e para começar quiz ler algo novo algo que me encante assim como teus poemas um abraço

            Nasci e cresci pobre, mas não tenho vergonha disso. Sofri na pele as injustiças da pobreza, mas mesmo assim vivi feliz pois não conhecia a sua verdadeira fonte. Saudei heróis forjados na podridão, mas vestidos no linho fino do engodo e da publicidade paga. Sobrevivi milagrosamente à miséria por puro lampejo da graça divina.
            Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
            Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
            Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha.  Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
            Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.