EMPÁFIA
Tu pìsas assim no eu que sinto
E o declaro a ti com desvelo
Mas prestes estás, eu precinto
Da dor de não mais o te-lo
As comendas que a ti eu dedico
Trata-as como plumas ao vento
Mas dardos serão em teus conflitos
Quando da solidão, no tormento
Carinho se paga é com um sorriso
Mesmo quando a paixão for nada
Mas mágoas sangram, viram chagas
Amores se vão em vento frio
Charme morre com a alvorada
Mas todos se vão ao fim da estrada
Doce Amargura
Paixões são como sonhos, alguns se realizaram e outros vivem apenas na nossa imaginação. Muitas nunca as provamos, mas todas deixaram na boca aquele salivar amargo de quem se preparou para comer uma fruta ácida. E esta doce amargura nos acompanha e nos excita ao pensar em como teria sido saborear aquela fruta, mas há muito já se foi perdida no tempo ou consumida em outros manjares.
MULHER PORCELANA
Mulher de face mui linda e tão fina tez
Que fascina e adoça este meu contemplar
Teu olhar quase oculto, não é timidez
É magia e mistério, a me fazer delirar
Os lindos traços que adornam teu rosto
São uma linda miragem sob o meu olhar
Para outras mulheres, inveja e desgosto
E de homens discretos, o embasbacar
Tua face tão linda é tal qual porcelana
No seu brilho, pureza e tão suave cor
Até das mentes mais puras o afago reclama
Provoca os tropeços, a gagueira e o rubor
Quando doce é mirar-te em tanta beleza
Neste doce sorriso e em teu jeito de ser
Apagas amarguras, amenizas as tristezas
Trazes aos moribundos, uma razão pra viver
Bálsamo Celeste
As vezes eu choro minhas tristezas mudas,
Que somente a minha alma sabe e conhece
Mas vem logo um sorriso a põe fim ao surto,
Pois de minhas lágrimas Deus ouviu a prece.
Não sei o porque do choro ou o do sorrir
Minha alma assim, mais leve se tornou
Espírito do divino, sempre a me assistir
Bálsamo de graça a me encher de amor
ALQUIMIA DO AMOR
Unta bem a tua forma em carinho
Não deixes qualquer grão de mágoa
Sal de lágrimas, só um pouquinho
Carência demais ao bolo estraga
Se na dose de entrega te excedes
Cresce muito, mas logo se sola
Aos poucos se põe os mistérios
O amor tem na cautela a escola
Das ervas aromáticas não esqueças
No encanto e magia te arrisques
Nas loucuras do vinho não excedas
O amor não suporta a estultice
Não aumentes por demais o fogo
O amor se avoluma é com o tempo
Mas não deixes esfriar o teu forno
A frieza é da mágoa o fermento
O PAI BANIDO
Julgado fora em todas suas falhas
Justificativas a elas nunca houve
Não há honra, mérito ou medalha
A quem aos filhos educar não soube
Nas minhas carências, quase sempre ausente
Os meus desejos, quase sempre renegados
Aos meus sonhos, questionava mui resistente
Como se eu fosse, um burro ou retardado
Cresci revolto, tratando como a nada
A quem a vida me impôs como tutor
E seus cuidados que tanto me enojou
Só quando em paixão mui desvairada
Tornei-me de uma criança o genitor
Eu soube quanto o velho a mim amou
Caras Quebradas
Caras quebradas, na dor da vida forjadas.
Esquecem seu egoísmo ao ver que são nada!
Barro desfeito, amarguras no peito.
Só lembranças de afeto lhes seguem pro leito
CAMINHO DE PÉTALAS
Caminho de flores de amores perdidos
De sonhos e encantos que o tempo levou
Por ventos de mágoa, amores esquecidos
Outonos sombrios de frio e de dor
Caminho marcado em pétalas de desenganos
Pra que se pise e esqueça um amor que morreu
Venha, oh brisa da noite, da paixão, novo ânimo
Para que em outros olhos eu encontre os meus
O SUPER PAI
Em nenhuma atenção falhou
Em problemas não se perdeu
Em nenhuma festa faltou
Nenhuma data esqueceu
Nunca perdeu as estribeiras
Nunca com um filho brigou
Nunca sua voz foi grosseira
Nem de forma errada julgou
Sempre o rei da perfeição
No agir, no ouvir e falar
Tem sempre pronta a lição
Em como um filho educar
A estultice não tolera
A irreverência, jamais!
Não dá ouvido a quimeras
Pois este nunca foi pai
A PROCLAMA
Traz no seu corpo a bandeira
Nas cores da pátria se veste
De busto altivo, alma cheia
Seu coração jaz em prece
Cara pintada, boca em proclama
Faz ecoar os seus gritos
Justiça já! É o povo que clama:
Abaixo estes políticos malditos!
Chega de clientelismo
De corrupção, nepotismo
E população na sarjeta
Políticos podres, vendidos
Governo aliciador de partidos
E justiça vendida em maletas
poemas lindos como o poeta!
poemas lindos como o poeta!
Maravilhoso, movido pelo amor...alma nobre...
Gigante pela propria natureza