Lista de Poemas
CONEXÃO
Quando o tempo se depara com o despertar sonolento
De sonhos ambientados em imponentes arranha-céus
Ali mesmo onde os pássaros causam inveja aos mortais
Estes olhos que alimentaram rios contemplam horizontes
Dentes que se confundem com as nuvens, cama do piano
Manancial da alma, luz que acalma, fagulha de sentimento
Sentinela do desejo, começo do beijo incipiente, embrionário
Cabelos que se aninham onde os dedos queriam estar, ninho
Paladar que a boca veio aguçar, num acaso do destino, vinho
Seiva que circula entre amontoados de cinza e concreto, vida
Matéria que deu forma à perfeição confinada em uma tela
Imagem permeável irrigando veias como corpo do espírito
Tamanho atrito não rompe as barreiras e a sede não finda
É só o lençol de vidro irradiando calor digital aos conectados
De sonhos ambientados em imponentes arranha-céus
Ali mesmo onde os pássaros causam inveja aos mortais
Estes olhos que alimentaram rios contemplam horizontes
Dentes que se confundem com as nuvens, cama do piano
Manancial da alma, luz que acalma, fagulha de sentimento
Sentinela do desejo, começo do beijo incipiente, embrionário
Cabelos que se aninham onde os dedos queriam estar, ninho
Paladar que a boca veio aguçar, num acaso do destino, vinho
Seiva que circula entre amontoados de cinza e concreto, vida
Matéria que deu forma à perfeição confinada em uma tela
Imagem permeável irrigando veias como corpo do espírito
Tamanho atrito não rompe as barreiras e a sede não finda
É só o lençol de vidro irradiando calor digital aos conectados
451
ENTRE O BANHO E O SONO
Como um breve lapso de memória, sem distinguir o real do imaginário,
Enquanto a água caia, o ritual se repetia com duas ou até quatro mãos,
As únicas certezas são da porta destrancada, de o cão não querer latir.
Se os dedos se entrelaçavam, arranhavam azulejos, uma vez ou outra,
Nada perderia seu valor, no campo físico ou fictício, no frio ou no calor,
Sei que entre deslizar e se agarrar, restaram forças contrárias e felizes.
O vapor criou uma nuvem densa e tudo se perdeu, tudo se achou aqui,
A espuma que escondia, a água desnudou, o olhar abriu, arregalou-se,
E, entre superfícies úmidas e quentes, dispersas em inúmeras frentes,
Vieram sensações, novas dimensões, tudo se encaixou, tudo se fundiu.
Como fosse pouco, tudo recomeçou do ponto que normalmente termina,
O que era frescor se converteu em adrenalina, suor, desejo e endorfina,
Quem gritava não, implorou pelo sim, mãos que afastavam, já acolhiam,
O cérebro apagou, acordou, e, a casa também estava virada do avesso.
Enquanto a água caia, o ritual se repetia com duas ou até quatro mãos,
As únicas certezas são da porta destrancada, de o cão não querer latir.
Se os dedos se entrelaçavam, arranhavam azulejos, uma vez ou outra,
Nada perderia seu valor, no campo físico ou fictício, no frio ou no calor,
Sei que entre deslizar e se agarrar, restaram forças contrárias e felizes.
O vapor criou uma nuvem densa e tudo se perdeu, tudo se achou aqui,
A espuma que escondia, a água desnudou, o olhar abriu, arregalou-se,
E, entre superfícies úmidas e quentes, dispersas em inúmeras frentes,
Vieram sensações, novas dimensões, tudo se encaixou, tudo se fundiu.
Como fosse pouco, tudo recomeçou do ponto que normalmente termina,
O que era frescor se converteu em adrenalina, suor, desejo e endorfina,
Quem gritava não, implorou pelo sim, mãos que afastavam, já acolhiam,
O cérebro apagou, acordou, e, a casa também estava virada do avesso.
372
DRA. MONICA VIANA
Quando os anjos dormem os passarinhos fazem silêncio,
Eu me arrependo dos pecados que cometi e peço perdão,
Olho esta expressão tão desgastada e ainda apaixonada
Como da primeira vez que serviu, tinha traços de criança.
O rock como atitude, a virtude de não se dar por vencida,
Destemida como heroína em fúria, mãe cuidando do filho,
Estudando a lição, preparando o coração, tantos milagres,
A oração como início, solo propício ao dom, pode realizar.
Não há tempo para lamentações, consolações para dores,
Flores que renascem na alma enferma, querendo se curar,
Um mero instrumento que por si só jamais poderia realizar
As obras que foram sopradas e que agora se fazem ouvir.
A música celeste inunda as salas, as mãos firmes operam,
São filhos que esperam, que rezam, nós somos pequenos,
A grandeza divina é impenetrável, inefável vê-la realizar-se,
É tão lindo o seu manto, um avental branco escrito médica.
Eu me arrependo dos pecados que cometi e peço perdão,
Olho esta expressão tão desgastada e ainda apaixonada
Como da primeira vez que serviu, tinha traços de criança.
O rock como atitude, a virtude de não se dar por vencida,
Destemida como heroína em fúria, mãe cuidando do filho,
Estudando a lição, preparando o coração, tantos milagres,
A oração como início, solo propício ao dom, pode realizar.
Não há tempo para lamentações, consolações para dores,
Flores que renascem na alma enferma, querendo se curar,
Um mero instrumento que por si só jamais poderia realizar
As obras que foram sopradas e que agora se fazem ouvir.
A música celeste inunda as salas, as mãos firmes operam,
São filhos que esperam, que rezam, nós somos pequenos,
A grandeza divina é impenetrável, inefável vê-la realizar-se,
É tão lindo o seu manto, um avental branco escrito médica.
449
GÊNESIS
No princípio era só eu, abrindo os olhos, aprendendo a amar, a ver
Porque havia luz, havia paz, eu sentia o ar, o mar, um lar nascer
E se ele não tinha forma, como a terra que também era vazia,
Precisou Deus fazer tudo luzir, a solidão se despedir, primazia,
Aquecer o coração, desenhar o firmamento, por um momento,
E já era paraíso aqui, quando aquela barriga cresceu, na certa
Existiu aquela mulher entre você e eu, que fez a descoberta,
Que deixou os traços, aqueles braços abertos para mim, enfim,
A terra já havia sido criada, já tinha o sol, já tinha a lua, estrelas,
E ao vê-las, sorriu a natureza, aves, peixes, conheci a beleza
Representada à imagem, à semelhança divina, nesta menina,
Nathalia, Ná, Naná, Lia, não importa, a porta da casa abria,
A vida em festa te recebia, para morar e ganhar o alimento,
Teu sustento no seio que eu primeiro amara, tomara para si,
No jardim, plantas e frutos a surgirem, a florirem, a sorrirem,
A repetirem, como o Criador, que era bom, o som do seu choro,
Que acalentei no colo, que vi crescer neste solo e comemoro,
Hoje, sempre, meu presente, agora, como Deus, posso descansar.
Porque havia luz, havia paz, eu sentia o ar, o mar, um lar nascer
E se ele não tinha forma, como a terra que também era vazia,
Precisou Deus fazer tudo luzir, a solidão se despedir, primazia,
Aquecer o coração, desenhar o firmamento, por um momento,
E já era paraíso aqui, quando aquela barriga cresceu, na certa
Existiu aquela mulher entre você e eu, que fez a descoberta,
Que deixou os traços, aqueles braços abertos para mim, enfim,
A terra já havia sido criada, já tinha o sol, já tinha a lua, estrelas,
E ao vê-las, sorriu a natureza, aves, peixes, conheci a beleza
Representada à imagem, à semelhança divina, nesta menina,
Nathalia, Ná, Naná, Lia, não importa, a porta da casa abria,
A vida em festa te recebia, para morar e ganhar o alimento,
Teu sustento no seio que eu primeiro amara, tomara para si,
No jardim, plantas e frutos a surgirem, a florirem, a sorrirem,
A repetirem, como o Criador, que era bom, o som do seu choro,
Que acalentei no colo, que vi crescer neste solo e comemoro,
Hoje, sempre, meu presente, agora, como Deus, posso descansar.
339
EUGENIO
Não sei quanto tempo ainda tenho e se disse e fiz tudo o que poderia,
Nem mesmo penso estar pronto para seguir sem segurar suas mãos,
Inevitável é que o dia virá, posso senti-lo, também procuro ficar calmo,
Como fiquei assim que vi você pela primeira vez, minha melhor visão.
Foram tantas lições que espero aprendidas, feita de gestos, palavras,
Estradas que cruzamos confiantes, de que juntos, seríamos vitoriosos
Como agora nos sentimos e rimos, relembrando os perrengues, afins,
Limiar da maior aventura e, que ainda reserva outros tantos capítulos.
Gratidão basta para expressar o sentimento de estar nesta celebração,
Onde a realização se mede em silêncio, o mesmo que se torna diálogo
No dialeto de quem tem laços profundos se percebidos pela respiração,
Eufórico coração, tão cercado de cuidados, onde seu nome foi gravado.
Do suor que trouxe o pão, aprendi a melhor lição e ela quis disseminar,
Perpetuando nela o legado, o nome que para mim é santo, consagrado,
Por ele fui abençoado e agraciado, que trago e, outorgo como herança,
O amor de quem sempre foi mais filho do que pai, porque pai, só você!
Nem mesmo penso estar pronto para seguir sem segurar suas mãos,
Inevitável é que o dia virá, posso senti-lo, também procuro ficar calmo,
Como fiquei assim que vi você pela primeira vez, minha melhor visão.
Foram tantas lições que espero aprendidas, feita de gestos, palavras,
Estradas que cruzamos confiantes, de que juntos, seríamos vitoriosos
Como agora nos sentimos e rimos, relembrando os perrengues, afins,
Limiar da maior aventura e, que ainda reserva outros tantos capítulos.
Gratidão basta para expressar o sentimento de estar nesta celebração,
Onde a realização se mede em silêncio, o mesmo que se torna diálogo
No dialeto de quem tem laços profundos se percebidos pela respiração,
Eufórico coração, tão cercado de cuidados, onde seu nome foi gravado.
Do suor que trouxe o pão, aprendi a melhor lição e ela quis disseminar,
Perpetuando nela o legado, o nome que para mim é santo, consagrado,
Por ele fui abençoado e agraciado, que trago e, outorgo como herança,
O amor de quem sempre foi mais filho do que pai, porque pai, só você!
370
DEISE
Eu não sei restringir sonhos, quando eles se desgarram do controle,
Também não tenho modos, quando o assunto é esperar o momento,
Meu alento, é que vale à pena ser assim, por quem faz por merecer.
Seus olhos derramam em mim, toda esta pressa, a intensa vontade
De puxar o tapete, roubar o chão, seqüestrar e saquear sem perdão,
Porque eles me acompanham, ainda que, persista em esconder-me.
A boca que é um exagero, um desespero para quem gosta de beijar,
Quer abusar, selar a noite, o dia, a eternidade, a cumplicidade, tudo,
Tudo fica parado, quando ela quer, linda, linda, esplendor de mulher.
Quando penso saber tudo e, sortudo ter decorado as curvas e traços,
Laços desfeitos, o feixe aberto, ela desnorteia, incendeia ainda mais,
Tonto, um novo brinquedo, mais parece o João Bobo, é bobo demais,
Já não tenho receios, nem meios, de evitar que prossiga, me domine,
Que incline o corpo e jogue o cabelo para trás, sentencie, até ilumine,
Que exija um pedido de clemência, enquanto eu só penso em morrer.
Também não tenho modos, quando o assunto é esperar o momento,
Meu alento, é que vale à pena ser assim, por quem faz por merecer.
Seus olhos derramam em mim, toda esta pressa, a intensa vontade
De puxar o tapete, roubar o chão, seqüestrar e saquear sem perdão,
Porque eles me acompanham, ainda que, persista em esconder-me.
A boca que é um exagero, um desespero para quem gosta de beijar,
Quer abusar, selar a noite, o dia, a eternidade, a cumplicidade, tudo,
Tudo fica parado, quando ela quer, linda, linda, esplendor de mulher.
Quando penso saber tudo e, sortudo ter decorado as curvas e traços,
Laços desfeitos, o feixe aberto, ela desnorteia, incendeia ainda mais,
Tonto, um novo brinquedo, mais parece o João Bobo, é bobo demais,
Já não tenho receios, nem meios, de evitar que prossiga, me domine,
Que incline o corpo e jogue o cabelo para trás, sentencie, até ilumine,
Que exija um pedido de clemência, enquanto eu só penso em morrer.
373
NATHALIA
Bem vindo seja o pássaro que me acorda de manhã
É como um amigo mandando um recado:
Venha depressa, o dia nasceu
Voando este ser tão querido, não sabe o bem que me faz
Com ele aprendi a cantar coisas boas e simples da vida
Meu irmão, te quero aqui dentro do coração
Meu irmão, tua presença me deixa em paz
Quem dera eu fosse um pássaro a te acordar de manhã
Te desse um beijo, um abraço
E te alegrasse sempre Lia
Voando para você minha filha, que não sabe o bem que me faz
Contigo aprendi a cantar coisas boas e simples da vida
Nathalia, te quero aqui dentro do coração
Minha filha, tua presença me deixa em paz
É como um amigo mandando um recado:
Venha depressa, o dia nasceu
Voando este ser tão querido, não sabe o bem que me faz
Com ele aprendi a cantar coisas boas e simples da vida
Meu irmão, te quero aqui dentro do coração
Meu irmão, tua presença me deixa em paz
Quem dera eu fosse um pássaro a te acordar de manhã
Te desse um beijo, um abraço
E te alegrasse sempre Lia
Voando para você minha filha, que não sabe o bem que me faz
Contigo aprendi a cantar coisas boas e simples da vida
Nathalia, te quero aqui dentro do coração
Minha filha, tua presença me deixa em paz
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Comentários (2)
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Ania, querida! Muito obrigado pelos carinhosos elogios, apesar do tanto que me falta melhorar e que sigo em busca. Tenhas dias lindos e inspirados!
ania
Poeta, bom dia! Obrigada pelo carinhoso comentário ue me ensejou teus versos ler. Li alguns, e todos a alma me tocaram pelo lirismo, pela sensibilidade, parabéns! abraços, ania..