Lista de Poemas

Beethoven

Quando Beethoven tocava seu violino

Sem de nada poder escutar

Ele intimamente ficava a chorar

Por lembrar-se, de quando ele ainda era um menino

E que podia escutar a linda canção

Vinda do seu coração

Mas só que,quando Beethoven descobriu sua surdez

Ele começou  talvez

A ficar com um certo grau de insensatez

Por ter que viver e depender da sua audição

E de não tê-la mais para poder lhe servir de sua musical inspiração

E Beethoven,por sua vez,afundou-se na depressão

Recorrendo a solidão de sua própria existência

E mesmo assim ainda estando nesse seu estado solitário

Ele fez algo inacreditável em toda a ciência

Ele conseguiu compor sua última nona sinfonia

Com sua total melancolia

E com seu dom extraordinário

Para a eternidade da música clássica mundial.

Wilhans Lima Mickosz
456

Seus olhos-claros

Que olhos-claros
Que olhos raros
Que você têm
Que vão além
São olhos seus
Que eu nunca vi
Será que são olhos de Deus?
Ou será que são olhos de Jesus?
Porque são olhos que irradiam luz!
Olhos seus assim
Também podem ser de anjo Querubim!
São olhos que não têm fim
Eu até me pergunto
De onde,será que pode vir
Tanta beleza?
Senão, de sua própria natureza
São olhos que estão a se sobressair
Diante de todo e qualquer assunto
Olhos-claros e raros
De tamanha claridade e raridade
Que só quem os vê
Não sabe explicar o porquê
Só sei que eu vi,vivi e morri
Por esses teus olhos-claros
Da mais absoluta clareza
Que da sua alma
Mostram sua franqueza
É o que pode ver minha visão calma.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
164

O pênis e a vagina

Era uma vez,um pênis e uma vagina que acabaram,se encontrando,no meio do caminho.
Ambos,tanto um quanto outro,não sabiam para que serviam nessa vida.
Foi então que o pênis e a vagina,decidiram,se juntar para virem a conversar e se conhecer melhor.
O pênis, reclamando,da vida,o mesmo,dizia,eu me sinto,tão sozinho,eu sinto que eu tenho que me colocar em algum lugar,mas,não sei, onde exatamente, enquanto, a vagina,também, estava,a se queixar,da vida,falando de si mesma,eu sinto que algo,de algum lugar,meu instinto, me diz que alguma coisa tem que me preencher por dentro para vir a me completar,só,não sei,de onde,também,ao certo.
O pênis e a vagina,começaram a se simpatizar um com o outro em relação as suas conversações de reclamações, mas,também em base de suas dúvidas existenciais.
O pênis, de repente,se aproximou,na vagina que envergonhada,se avermelhou,à medida que o pênis, cada vez mais,aproximava-se, da vagina,a ponto de encostar-se e tocar nela com sua cabeça, a vagina,por outro lado,foi,transpirando e ficando lubrificada e o pênis, endurecendo-se,em estado de mole para ereto.
Tanto o pênis quanto a vagina,não sabiam,como explicar aquilo que estava acontecendo,era uma espécie de sintonia,uma espécie de combinação natural das coisas que estava havendo,só que,ambos,não sabiam explicar, só sentir.
Foi quando, sucedeu,que,naquela sincronia de conversa vai e conversa vem,de tão encostados,um do outro,que ambos estavam,o pênis rígido, acidentalmente e imperceptivelmente, acabou perdendo o equilíbrio e deslizando para dentro do canal da vagina,ou seja,o pênis entrou e acabou por preencher, a vagina que tanto questionava-se em sua vida por falta de preenchimento dentro de si mesma.
O pênis, ficou entrando e saindo,de dentro,da vagina que ,ao mesmo tempo,a mesma sentia prazer ao poder sentir,o pênis penetrá-la com seus frenéticos movimentos de entra e sai.
O pênis e a vagina,estavam sentindo,um enorme prazer,naquela combinação perfeita que só um ser superior poderia explicar.
Só que depois de algum tempo,só naquilo, o pênis e a vagina,ambos,acabaram,soltando um líquido transparente em forma de jatos que foi o êxtase, o clímax do estado de prazer para aquele casal do pênis e a vagina que por um momento,sentiram desejo sexual,sem ao menos,saber e encontrando o verdadeiro amor,porque,o verdadeiro amor,é isso,é a inocência de fazer algo pela primeira vez e gostar e sem saber o motivo disso,ou seja,só foi pelas leis da natureza.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
164

A janela dos seus olhos

Do seu olhar
Eu vejo uma janela
Que eu posso ver tudo por ela
Nos teus olhos é onde,eu quero poder estar
Você nem precisa me falar
Sobre o seu olhar
É nítido! É claro!
O que seus olhos
Têm a me dizer
Eu já estou a ver
Eu já estou a enxergar
É que você quer ser minha mulher
É isso que seu olhar
Assim me diz
Que junto comigo,você quer ser feliz
Como nunca foi na sua vida
E que agora
Nesta exata hora
Poderá ser
E tudo,começou
A partir do momento
Que eu pude te ver
Para o meu contentamento
Na rua
Que você diante de mim
De repente,atravessou
E eu fiquei todo na sua
De um jeito sem fim.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
541

O exalar do seu perfume

Você é uma flor de amor

A exalar o seu perfume

Que até faz o vaga-lume

A emitir sua luz

E quando Jesus

Te olha com seus olhos-azuis

Para poder lhe dizer com o olhar

Que eu te amo!

E que também você pode me amar

Eternamente

Junto à luz fosforescente

Do vaga-lume

Que faz com que você exale o seu perfume.

Wilhans Lima Mickosz
97

Poesia para Luana

Para: Luana Moreira
De: Wilhans Lima Mickosz

Esta flor
Que eu lhe dou
É o símbolo do meu amor
De quem por ti,tanto orou
Para Deus,depois que eu te vi
Para que você fosse minha
E também para que esta rosa-vermelha não vivesse sozinha
E apesar de ser bela
Ela também pode fazer machucar
Os dedos seus
Com os espinhos
Mas,ela é para ti
Minha donzela
Esta flor
Esta rosa majestosa
Que, por muito tempo,não vai durar
É porque,logo mais,suas pétalas
Secarão,cairão e morrerão
Assim,no chão
Porém, o meu coração
Sempre e Para sempre
Vivo vai continuar
A palpitar por ti
Isto é apenas um simples agrado
Mas com um grande significado
De quem está apaixonado
Por ninguém mais do que você
E nem adianta vir me perguntar o porquê
A única coisa que eu sei que quando,eu te conheci
Minha vida mudou de um jeito
Assim inexplicável
Que em ti,não consigo encontrar nem sequer um defeito
Foi isso que aconteceu comigo
Que,mesmo sendo,um ser totalmente imperfeito
Nos seus braços,pude encontrar meu abrigo.
230

O resgate de uma princesa

Era uma vez, num reino ,onde um rei e uma rainha, ambos tinham uma linda princesa.

Ela era jovem e ainda nunca tivera um príncipe para chamá-lo de seu amor, pois ainda ,tampouco alguém tivera a oportunidade de poder conquistar seu coração.

Ela vivia no reino de seus pais que também era seu reino,porém ,ela ainda não ,se tornara uma rainha ,só com a morte de seus pais que isso se tornaria realidade.

Entretanto, não era isso que ela queria ou esperava, na verdade ,ela queria e esperava era poder conhecer alguém que fosse capaz de fazer com que a mesma se apaixonasse de corpo e alma.

Mas só que, havia um porém ,seus pais ,não queriam que ela se casasse nem que fosse uma futura rainha, eles não queriam vê-la desposada por ninguém ,pois tinham medo de que nunca mais pudessem vê-la diante de seus olhos egocêntricos.

 Ou seja ,os reis temiam que com o casamento ,alguém pudesse levá-la para muito longe dali do seu castelo ,para sempre.

Sendo assim, infelizmente,seus pais, a aprisionaram lá no alto da torre do seu castelo,onde ninguém pudesse , se aproximar ou tentar entrar.

Ela, em plena juventude nunca beijara um só homem sequer em toda sua vida,ela vivia entristecida,aprisionada naquela torre do castelo,apertada,fechada por todos os lados,só havia uma janela do lado de fora, por onde ela podia olhar para o horizonte.

Os serviçais do castelo do rei levavam tudo para ela e deixavam o prato de comida e um copo de água por debaixo da porta trancada,onde ela estava trancafiada.

Não havia como escapar daquela sua situação de total enclausuramento,a segurança do reino era reforçada.

Mas um dia,tudo iria mudar ,ela tinha fé de que algo bom aconteceria,para que sua tão almejada liberdade pudesse chegar.

Foi quando,um dia,chegou a data da festa de aniversário do rei,e este iria comemorar uma tremenda festa e convidar todos do seu reino com muita bebida e comida.

Todos eram bem-vindos à festança,até mesmo,pessoas de outros reinos.

Cartazes foram colados por toda a parte anunciando a festa.

Inclusive,havia muitos boatos de que algo imprevisto aconteceria a festa real,porém,ninguém estava botando fé nisso.Muito menos o aniversariante do dia.Que era o despreocupado e feliz rei.

 

 Pois bem! Na noite que começou a festa,evidentemente,havia nela muita gente,desde os plebeus até os nobres,todos eles e elas misturados e muita bebida e comida, tinha mais bebida ali do que comida.

 Tinha vinho para dar e vender,mas só que um princípe disfarçado de servo do rei responsável por servir as bebidas.

Ele acabou indo a festa,carregando consigo, uma certa quantidade de sonífero,um pequeno frasco em seu bolso que se fosse despejado,faria todo o reino cair no sono instantaneamente.

E foi,exatamente isto que ele fez,enquanto todos bêbados estavam tomando seus copos de vinho,então ,disfarçadamente e num piscar de olhos, ele despejou todo o frasco lá no caldeirão de bebida alcoólica e alguns minutos depois todos dormiram,até mesmo os mais fortes,não resistiram àquele sonífero capaz de fazer até mesmo um elefante dormir.

Feito isto,lá estava ele,tranquilo por todo o reino e ele vai à procura da princesa.

E,coincidentemente, ele sobe umas escadas,e acaba chegando ao topo da torre daquele gigante castelo.

Assim que ele chegou lá,ele tentou abrir a porta,mas estava fechada,ele bate a porta com a mão com força e perguntou: tem alguém aí?

Ela,surpresa, lhe respondeu com sua voz angelical:Sim,Eu estou aqui,por favor!tire-me daqui de dentro!

Afaste-se,eu vou derrubar a porta!disse ele.

Ele,forte,como era,derrubou aquela porta com um só chute!

Ai,a porta veio ao chão,e eles dois se viram,foi amor à primeira vista,eles se beijaram,ambos faziam um belíssimo casal.

Logo em seguida disso,eles não tinham tempo a perder,eles,desceram as escadas rápido até o piso terréo do castelo.

E assim conseguiram sair de lá,antes que todos acordassem,tudo isso,em menos de 30 minutos.

Eles sairam do castelo,e lá do lado de fora do muro do portão do castelo,estava parado o cavalo branco do príncipe.

Eles dois então sobem no cavalo branco,e fogem dali daquele reino,onde a maldade e o egoísmo de seus pais reinavam,mas só que nunca mais reinarão.

Pois sua filha,nunca mais a verão.

Assim sendo,a princesa foi resgatada por seu tão esperado príncipe encantado, enfim e assim termina aqui esse conto de fadas.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
143

O que é Loucura?

Para mim,Loucura

É viver só por causa de uma mulher à formosura!

É não pensar em mais ninguém!

A não ser numa só pessoa!

É ter coragem de pular de uma baita altura!

Só por alguém!

É se jogar nas ondas do mar e se afogar à toa!

É sair dos eixos,conforme os padrões da sociedade!

É viver em plena insanidade!

De acordo con sua real humana mentalidade!

É apaixonar-se diante de uma impossibilidade!

É viver no mundo dos sonhos e da fantasia!

É viver em melancolia sem sintonia!

É não viver na realidade!

Loucura

É uma doença mental sem cura!

É viver sem conseguir enxergar a maldade!

É viver com a máxima força da sua idade!

Loucura

É uma luta constante contra a lucidez!

É a anormalidade disputando com a normalidade!

É o sujeito sensato em estado de insensatez!

É porque,afinal,todo mundo,tem a sua vez!

De desvairar-se nesse mundo desvairado!

Nesse mundo de pecado!

E o maior pecado de todos!

É o de viver e não conseguir enxergar

Sua própria loucura

Que te acompanha

Dia após dia

Nessa monotonia

Em sua longa jornada

Em sua longa caminhada

Que no fim da vida,não lhe restará nada.

A não ser, sua história de vida desvairada.

Wilhans Lima Mickosz
113

Poesia

Onde está você?

Eu não posso viver sem você

Porque você é meu tudo e ao mesmo tempo meu nada

Contigo, eu até  fico até mudo

Minha amada

Mas,por que você me deixou?

Por alguém que tanto te amou

E agora, eu estou cá

Sozinho no meu caminho

Olhando para todos os lados e lugares

Procurando novos ares

Procurando aonde quer que você deva estar

Que deve ser em algum lugar

Em que eu desejo ficar

Porque onde você estiver

Eu também quero estar

Para contigo eu poder viver e conviver

Os mais lindos momentos

Junto com meus sentimentos

Que a brisa dos ventos

Vem me trazer

Para que eu possa ainda mais me apaixonar

É isso que eu quero e espero lhe falar

Quando,eu finalmente,lhe encontrar.

Wilhans Lima Mickosz
153

Anos de Desenganos

Aos meus 27 anos

Eu tinha tantos planos

Em minha plena juventude

Nessa época, eu tinha atitude

Atitude da vida

Era uma vida querida

Mas depois que passaram-se anos após anos

Eu vi que foram só desenganos

A vida passou voando diante de mim

Que eu nem percebi

Eu mal vi e vivi

Eu só sei que foram anos

Que estão perto de chegarem ao fim

Do fim

Do meu ser e do meu viver

Que tanto por aqui esteve a percorrer

Por esse caminho sozinho

Sem conseguir encontrar nada

Dessa vida desenfreada

A não ser, só sofrimento

Dessa vida de momento

Que um dia irá se acabar

Como o meu pensamento

Para o meu eterno descansar.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
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