Procurar o.pensado
53 resultadosScrevo meu livro à beira-mágoa.
Meu coração não tem que ter.
Tenho meus olhos quentes de água.
Só tu, Senhor, me dás viver.
Só te sentir e te pensar
Meus dias vácuos enche e doura.
Mas quando quererás voltar?
Quando é o Rei? Quando é a Hora?
Quando virás a ser o Cristo
De a quem morreu o falso Deus,
E a despertar do mal que existo
A Nova Terra e os Novos Céus?
Quando virás, ó Encoberto,
Sonho das eras português,
Tornar-me mais que o sopro incerto
De um grande anseio que Deus fez?
Ah, quando quererás, voltando,
Fazer minha esperança amor?
Da névoa e da saudade quando?
Quando, meu Sonho e meu Senhor?
10/12/1928
A mesma ilusão
Da égua que sorve a água pensando sorver a lua.
De te pensar me deito nas aguadas
E acredito luzir e estar atada
Ao fulgor do costado de um negro cavalo de cem luas.
De te sonhar, tenho nada,
Mas acredito em mim o ouro e o mundo.
De te amar, possuída de ossos e abismos
Acredito ter carne e vadiar
Ao redor dos teus cismos. De nunca te tocar
Tocando os outros
Acredito ter mãos, acredito ter boca
Quando só tenho patas e focinho.
De muito desejar altura e eternidade
Me vem a fantasia de que Existo e Sou.
Quando sou nada: égua fantasmagórica
Sorvendo a lua nágua.
Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.
Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.
Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".
Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."
Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".
Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".
Por fim, a última peça caía, deixando-a nua: "Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".
E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.
sempre se interpôs no
caminho
mas agora
vendi minha casa, encontrei este
lugar, um enorme estúdio, você precisa ver o espaço e
a luz.
pela primeira vez na minha vida terei um lugar e tempo para
criar.”
não, baby, se você vai criar
fará isso mesmo que trabalhe
16 horas por dia numa mina de carvão
ou
criará num cubículo com 3 crianças
enquanto vive
da previdência social,
criará com parte de sua mente e de seu
corpo
estourados,
criará cego
aleijado,
demente,
criará com um gato escalando por suas
costas enquanto
a cidade inteira treme em terremotos, bombardeios
alagamentos e fogo.
baby, ar e luz e tempo e espaço
não têm nada a ver com isso
e não criam nada
exceto talvez uma vida mais longa para encontrar
novas desculpas de que se
ocupar.
Nessa noite, sem Jon escutando lá embaixo, o argumento começou a andar. Eu escrevia sobre um jovem que queria escrever e beber, mas a maior parte de seu sucesso era com a garrafa. O jovem fora eu. Embora aquele não fosse um tempo infeliz, tinha sido, em grande parte, um tempo de vazio e espera. Enquanto eu batia, os personagens de um certo bar me voltavam à memória. Eu tornava a ver cada rosto, os corpos, ouvia as vozes. Ali estava um bar que tinha um certo encanto mortal. Eu me concentrei nisso, revivi as brigas de bar com o garçom. Eu não era bom de briga. Para começar, tinha as mãos pequenas demais e vivia mal alimentado, muito mal alimentado. Mas tinha uma certa garra e encaixava um soco muito bem. Meu principal problema numa briga era que não conseguia me enfurecer de verdade, mesmo quando minha vida parecia estar em jogo. Era tudo teatro comigo. Importava e não. Brigar com o garçom era algo que tinha de ser feito e agradava aos fregueses, que eram um grupinho muito unido. Eu era o de fora. Tem alguma coisa positiva na bebida – aquelas brigas todas teriam me matado se eu estivesse sóbrio, mas, bêbado, era como se o corpo virasse borracha e a cabeça cimento. Pulsos torcidos, lábios inchados e rótulas machucadas eram mais ou menos tudo que eu sofria no dia seguinte. E também galos na cabeça, das quedas. Como isso podia virar um argumento, eu não sabia. Só sabia que era a única parte da minha vida sobre a qual não escrevera muito. Acredito que era são naquela época, tão são quanto qualquer outro. E sabia que havia toda uma civilização de almas penadas que viviam entrando e saindo de bares, diariamente, noturnamente e para sempre, até a morte. Nunca lera sobre essa civilização, e por isso decidi escrever sobre ela, como a lembrava. A boa máquina velha matraqueava.
No dia seguinte, lá pelo meio-dia, o telefone tocou. Era Jon.
– Encontrei uma casa. François está comigo. É linda, tem duas cozinhas, e o aluguel é de graça, realmente de graça...
– Onde está?
– Estamos no gueto de Venice. Avenida Brooks. Só tem negros. As ruas são guerra e destruição. Lindo!
– Oh!
– Você deve vir ver a casa!
– Quando?
– Hoje!
– Eu não sei.
– Oh, você não ia querer perder isto! Tem gente morando debaixo da nossa casa. A gente ouve eles lá embaixo, falando e tocando o rádio. Tem gangues por toda parte! Alguém construiu um grande hotel aqui. Mas ninguém pagou o aluguel. Fecharam o lugar com tábuas, cortaram a eletricidade, a água, o gás. Mas as pessoas ainda moram aqui. É UMA ZONA DE GUERRA! A polícia não vem aqui, parece um estado separado, com suas próprias leis. Eu adoro! Você tem de nos visitar!
– Como chego aí?
Jon me deu as indicações e desligou.
Procurei Sarah.
– Escuta, preciso ir ver Jon e François.
– Ei, eu vou também!
– Não, não pode. Fica no gueto de Venice.
– Oh, o gueto! Eu não perderia isso por nada neste mundo!
– Escuta, me faz um favor, tá? Por favor, não venha!
– Que? Acha que eu ia deixar você ir lá embaixo sozinho?
Peguei minha lâmina, pus o dinheiro nos sapatos.
– Tá legal – disse...
Entramos dirigindo devagar no gueto de Venice. Não era verdade que só tivesse negros. Havia alguns latinos nos arredores. Notei um grupo de sete a oito mexicanos em volta, encostados num carro velho. Quase todos usavam camiseta ou estavam nus da cintura para cima. Passei dirigindo devagar, sem encarar ninguém, só absorvendo. Eles não pareciam fazer muita coisa. Só esperavam. Prontos e à espera. Na verdade, provavelmente estavam apenas entediados. Pareciam caras legais. E não pareciam lá muito preocupados.
Aí chegamos à turfa negra. De repente, ruas cheias de lixo: um pé esquerdo de sapato, uma camisa laranja, uma bolsa velha... uma romã podre... outro pé esquerdo de sapato... um blue jeans... um pneu...
Eu tinha de dirigir por entre aquelas coisas. Dois negros de uns onze anos nos fitavam de suas bicicletas. Ódio puro, perfeito. Eu sentia. Os negros pobres tinham ódio. Os brancos pobres tinham ódio. Só quando ganhavam dinheiro negros e brancos se integravam. Alguns brancos amavam os negros. Muito poucos negros amavam os brancos, se é que algum amava. Ainda estavam indo à forra. Talvez nunca fossem. Numa sociedade capitalista, os perdedores são escravizados pelos vencedores, e é preciso haver mais perdedores que vencedores. Que pensava eu? Sabia que a política jamais resolveria isso, e não sobrava muito tempo para entrar numa boa.
Dirigimos até encontrar o endereço, estacionei o carro, saí e bati na porta.
Uma portinhola abriu-se deslizando e lá estava um olho nos olhando.
– Ah, Hank e Sarah!
A porta abriu-se, fechou-se, e estávamos dentro.
Eu me aproximei da janela e dei uma olhada.
– Que está fazendo? – perguntou Jon.
– Só quero dar uma olhada no carro de vez em quando...
– Oh, sim, venha ver, vou te mostrar as duas cozinhas!
Claro que havia duas cozinhas, um fogão em cada uma, uma geladeira em cada uma, uma pia em cada uma.
– Eram duas casas antes. Foram transformadas em uma.
– Legal – disse Sarah. – Você pode cozinhar numa cozinha e François na outra...
– No momento, estamos vivendo basicamente de ovos. Temos galinhas, que põem muitos ovos...
– Nossa, Jon, tá tão ruim assim?
– Não, na verdade, não. A gente calcula que vai ficar aqui por um longo tempo. Precisamos de quase todo o nosso dinheiro pra vinho e charutos. Como vai indo o argumento?
– Tenho o prazer de comunicar que já temos umas boas páginas. Só que às vezes me atrapalho com CÂMERA, ZOOM, PANORÂMICA... essa merda toda...
– Não se preocupe, eu cuido disso.
– Onde está François? – perguntou Sarah.
– Ah, está na outra sala... venham...
Entramos e lá estava François rodando sua roletinha. Quando bebia, ficava com o nariz muito vermelho, como um bêbado de desenho animado. E também, quanto mais bebia, mais deprimido ficava. Chupava um toco de charuto molhado. Conseguiu extrair algumas tristes baforadas. Ao lado, via-se uma garrafa de vinho quase vazia.
– Merda – disse –, já estou com 60 mil dólares no buraco e bebendo esse vinho barato do Jon, que ele diz ser coisa fina mas é pura bosta. Paga um dólar e 35 centavos a garrafa. Meu estômago parece um balão cheio de xixi! Estou com 60 mil dólares no buraco e sem nenhum emprego em vista. Tenho de... me... matar...
– Vamos lá, François – disse Jon –, vamos mostrar as galinhas a nossos amigos...
– As galinhas! O-V-OS! A gente come O-V-OS o tempo todo! Só O-V-OS! Pup, pup, pup! A galinha pup O-V-OS! O dia todo, a noite toda minha função é salvar as galinhas dos negrinhos! Os negrinhos vivem saltando a cerca e correndo pro galinheiro! Eu bato neles com uma vara comprida, digo: “Seus filhos da puta, fiquem longe de minhas galinhas que pup os O-V-OS! Não consigo pensar, não consigo pensar em minha vida nem em minha morte, estou sempre correndo atrás desses negrinhos com a vara comprida! Jon, preciso de mais vinho, outro charuto!
Deu outra rodada na roleta.
Mais más notícias. O sistema estava falhando.
– Sabe, na França tem apenas um zero pra casa! Aqui na América tem um zero e um duplo zero pra casa! PEGAM OS DOIS BAGOS DA GENTE! POR QUÊ? Vamos lá, mostro a vocês as galinhas...
Saímos para o quintal, e lá estavam as galinhas e o galinheiro. O próprio François o fizera. Era bom nessas coisas. Tinha um verdadeiro talento para isso. Só que não usara tela de galinheiro, mas barras. E fechaduras em cada porta.
– Faço a chamada toda noite. “Cécile, está aí?” “Cluc, cluc”, ela responde. “Bernadette, está aí?” “Cluc, cluc”, ela responde. E por aí vai. Uma noite, eu chamei “Nicole?”, e ela não clucou. Você acredita? Apesar de todas as barras e fechaduras, eles pegaram Nicole! Tiraram ela daqui. Nicole se foi, se foi para sempre! Jon, Jon, eu preciso de mais vinho!
Tornamos a entrar e nos sentamos, e o novo vinho correu solto. Jon deu um novo charuto a François.
– Se eu tiver meu charuto quando preciso – disse François – posso viver.
Bebemos por algum tempo, e então Sarah perguntou:
– Escuta, Jon, seu senhorio é negro?
– Oh, sim...
– Ele não te perguntou por que alugava uma casa aqui?
– Sim...
– E que foi que você disse?
– Disse que éramos cineastas e atores da França.
– E ele?
– Ele disse: “Oh”.
– Mais alguma coisa?
– Sim, disse: “Bem, o rabo é seu!”.
Bebemos um tempo falando bobagem.
De vez em quando eu me levantava e ia à janela ver se o carro ainda estava lá.
Enquanto bebíamos, comecei a me sentir culpado pela coisa toda.
– Escuta, Jon, deixa eu te devolver o dinheiro do argumento. Eu botei você contra a parede. Isso é terrível...
– Não, eu quero que você faça esse argumento. Ele vai se tornar um filme, eu prometo...
– Tudo bem, porra...
Bebemos mais um pouco.
Então Jon disse:
– Veja...
Por um buraco na parede onde nos sentávamos via-se uma mão, uma mão negra. Contorcia-se através do reboco quebrado, os dedos fechando-se, movendo-se. Parecia um animalzinho escuro.
– DÊ O FORA! – berrou François. – DÊ O FORA, ASSASSINO DE NICOLE! VOCÊ DEIXOU UM BURACO ETERNO EM MEU CORAÇÃO! DÊ O FORA!
A mão não deu o fora.
François aproximou-se da parede e dela.
– Estou mandando dar o fora. Só quero fumar meu charuto e beber meu vinho em paz. Você perturba o visual! Não posso me sentir bem com você tateando e me olhando com seus pobres dedos negros!
A mão não deu o fora.
– TUDO BEM, ENTÃO!
A vara estava bem ali. Com um movimento demoníaco, François pegou-a e começou a açoitar a parede com ela, repetidas vezes...
– ASSASSINO DE GALINHA, VOCÊ FERIU MEU CORAÇÃO ETERNAMENTE!
O som era ensurdecedor. Então François parou.
A mão dera o fora.
François sentou-se.
– Merda, Jon, meu charuto apagou. Por que não compra charutos melhores, Jon?
– Escuta, Jon – eu disse –, a gente tem de ir...
– Ora, vamos... por favor... a noite está só começando! Você não viu nada ainda...
– A gente precisa ir... Preciso trabalhar mais no argumento...
– Oh... nesse caso...
Em casa, subi e trabalhei no argumento, mas estranhamente, ou talvez não, minha vida passada não parecia tão estranha, bárbara ou louca quanto o que ocorria agora.
– Hollywood
que talvez possa até mesmo acabar em um dos meus
livros.
e
o livro estará parado em uma
prateleira de estante
esperando por você
muito tempo depois de eu ter
partido.
pense nisto:
em um sentido eu estarei falando outra vez
só para Você.
e lembre-se disto:
a página para a qual você está olhando
agora,
certa vez eu datilografei as palavras
com cuidado
pensando em você
sob uma luz
amarela
com o rádio
ligado.
se você pensar sobre a morte
por bastante tempo
eu descobri
que ela pertence
que ela faz sentido
assim como
esta máquina de escrever
esta caixa de fósforos
este clipe de papel
e
a próxima página
e o próximo poema
depois deste
aqui.
o que ia ficando nas pausas entre cada
sorriso. Por ti mudei a razão das coisas,
faz de conta que não sei as coisas que não queres
que saiba, acabei por te pensar com crianças
à volta. Agora há prédios onde havia
laranjeiras e romãs no chão e as palavras
nem o sabem dizer, apenas apontam a rua
que foi comum, o quarto estreito. Um livro
é suficiente neste passeio. Quando não escreves
estás a ler e ao lado das árvores o silêncio
é maior. Decerto te digo o que penso
baixando a cabeça e tu respondes sempre
com a cabeça inclinada e o fumo suspenso
no ar. As verdades nunca se disseram. Queria
prender-te, tornar a perder-te, achar-te
assim por acaso no meu dia livre a meio
da semana. Mantêm-se as causas iguais
das pequenas alegrias, longe da alegria, a rotina
dos sorrisos vem de nenhum vício. Este abandono
custa. Porque estou contigo e me deixas
a tua imagem passa pelas noites sem sono,
está aqui a cadeira em que te sentaste
a escrever lendo. Pudesse eu propor-te
vida menos igual, outras iguais obrigações.
Havias de rir, sair à rua, comprar o jornal.
Consigo pensar em você
Com a brisa
Consigo sentir você
A cada dia que passa
A cada hora que voa
Sinto sua falta....
Olhando para o mar
Consigo pensar em você
Com o brilho da lua
Consigo enxergar você
Consigo pensar, enxergar
sentir,...
Só não consigo te tocar....
Olhando para o céu e o mar
Penso em algum dia te encontrar...
E quando meu sonho
Finalmente se realizar
Pretendo com você ficar
Nas alegrias e tristezas
Amando e sendo amada!!!!
Ganho-te, ao te perder
Sinto-te e não te toco
E no pensar demente
Sinto-me vagamente
Num desejo insaciado
morrer....
Vibro, na alucinacão do teu Ser
Presente na ausencia de te querer
Do meu abandono a tudo
Quando nada alimenta a fome
Que tenho em te viver.
Penso-te , sem te pensar,
Vejo-te, sem te olhar,
Sinto-te...
és águia alimentando
Um ninho com pardais
Gritas na minha voz
E da minha Alma sais
E negando-te, eu arrisco
A sentir-te ainda mais.
Corra para fora de Si.
Tente pensar por si próprio, sem ouvir a voz do alheio,
cuidado para não entrar num estranho devaneio
Idéias solidas podem de confundir,
ai então é hora de parar e agir.
Parar de pensar e agir é cair no modismo,
é olhar para baixo e enxergar um profundo abismo.
Idéias aqui e ali não param de se fundir,
corra para algum lugar talvez irá conseguir....
Conseguir o que , não adianta fugir,
fugir com artifícios que a lei não cansa de proibir.
Felicidade aparente
se estas linhas fixou em sua mente
Tu fazes parte desta gente.
rogerioalcolea@gmail.com
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Morri
Aqui gostaria de estar,
Neste globo terrestre já não posso mais pisar
Estou só,
minh'alma sofre como as provações de Jó.
Somente minh'alma é que pode se pronunciar,
o meu corpo num lindo jardim f lorido
eternamente a descansar.
Neste mundo já não faço parte,
o meu nome está gravado na sepultura
como se fosse arte.
Sentimentos ainda posso sentir,
lembranças da minha via terrestre,
se fosse pintar um quadro não conseguiria colorir.
O meu cadáver duro e frio,
fechado numa caixa que alguém um dia esculpiu.
Um conselho eu dou para os que possuem um tabernáculo carnal
Procure praticar o bem
evite certamente o mal.
rogerioalcolea@gmail.com
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Autopia de ser um Servidor Linux
Bytes e bytes de vivências,
Gravadas num enorme hard disk.
Às vezes buscando na memória cachê
Pequenas idéias, pequenas lembranças.
Talvez com bad block devido ao stress,
corriqueiro do dia a dia.
De tempos em tempos um descanso na fazenda,
Ouvir os sons dos pássaros, estágios de uma desfragmentação,
E estar pronto novamente para produzir e produzir.
Os anos se passaram é a hora de upgrade,
Apagam-se memórias permanentes e pequenas recordações,
restam apenas um gabinete , um flopy
e um cd-rom que raramente consegue ler algo.
Ou melhor, não resta, lá no fundo de uma prateleira
A fim de ser reutilizada partes de seu conteúdo.
Quem sabe uma nova existência na louca utopia de ser
Over clockizado com um software revolucionário,
Rodar linux e virar um servidor.
Rogério Thiago Alcoléa- Aprendiz de Poeta
rogerioalcolea@gmail.com
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Desempregado.
Estamos ai, a escolha é sua
bem vindo a vida, bem-vindo a rua.
Para expressar o que sinto de parábola usarei.
Minha carreira, uma viagem
para que lugar não sei.
Vi muito da janela deste trem,
belas paisagens, belas ruínas.
Pessoas gritando,
outras falando amem.
Desta viagem apesar dos pesares,
As paisagens pretendo levar,
As ruínas, muito obrigado aqui irei deixar.
A bagagem me desculpe por direito levarei,
Dentro dela todo conhecimento e amor que cultivei.
Me perdoe.. se magoa um dia deixei,
é para você essa linha com carinho dediquei.
O trem continua, minha parada é aqui,
como tudo na vida, hoje tenho que parti.
A uma nova viagem, buscando seguir,
com ética e dignidade usando o que aprendi.
rogerioalcolea@gmail.com
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Oh! Elipse que me inspira.
Traz-me enfastia não poder observá-la de perto
Es tão linda Oh! Elipse incandescente
Deretes o calor desta escuridão.
Não temo o breu que te circunda.
Olha a orbe e não te encalistra
Antes só do que cheia de indivíduos,
pavoneando suas pequenas conquistas.
Solidão não, aqui no planeta azul,
um panegírico incessante a tua perfeição.
Ingênua quem sabe, olho límpido,
não conheces a maldade dos seres,
que a louvam.
Talvez seus dias contados,
Como formigas que descobrem o doce,
hão de descobrir algo para sugar sua alma,
e ofuscar seu brilho.
rogerioalcolea@gmail.com
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Sistema
Reprodutores de um sistema falido,
Que não nos leva alugar nenhum.
O ideal é a revolução ,
Para chegarmos num bem comum.
O que fazer para mudar?
Se a massa acomodada com suas idéias
nos deixa a desejar.
Capitalismo a elite sustentando o egoísmo,
miseráveis procurando no lixo dos ricos
algo para saciar a fome.
Pessoas matam para adquirir
o dinheiro fabricado pelo homem.
A elite esbanjando seus bens
que foram adquiridos sem sacrifícios.
Seres lutando para ganhar um salário
só para sustentar seus vícios.
Ingratidão
pessoas vendendo o corpo para ganhar o pão.
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Mundo medíocre.
A lucidez me padroniza a mediocridade deste mundo.
A embriaguez me abre uma única janela que me faz sair deste mundo medíocre.
A confusão de sentimentos em sintonia com o sorriso de um alcoólatra transmite para os seres que os observam uma certa felicidade disfarçada de angustias reprimidas.
Tudo para sair do mundo real, ou apenas para esquecer as punhaladas provinda da ganancia que nos rodeia
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PENSAMENTOS NA ESTRADA
Sozinho nesta longa estrada,
tento mas não consigo pensar em nada
Turbilhões de pensamentos nesta caminhada,
cumprirei esta jornada
Sorri sozinho com meus próprios pensamentos,
são estes blocos de idéias
que vão e voltam com o vento.
Parece que penso ainda como criança,
com mais experiência
mas sem muita confiança.
A brisa levemente fria
paira sobre meu corpo e me arrepia.
O cheiro da natureza
me faz entrar em sintonia
com esta magnifica leveza
A beleza da natureza
entra em extremo contraste
com idéias e incertezas
Questões não respondidas
mesmo assim não deixo de apreciar
esta linda vida.
rogerioalcolea@gmail.com
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Capas Negras
Não sei porque insisto em viver,
o mundo não e mais aquele
quando buscava crescer
Poeiras sobre pessoas desmerecem
a raça humana
Capas negras envaidecem
camuflando o bacana
Desaparece entre muitos
a igualdade desigual
Faz com que leve a vida
magoando atrás do mal
Objetivos traçados
doa a quem doer
Capas negras vai sangrando
até a alma morrer
Gostaria de voltar, a infância sem igual
Onde sorria puramente
onde não enxergava o mal.
Fecharei este baú,
lançarei a chave ao abismo,
deixarei dentro dele todo ódio e egoísmo.
Mas também não sorrirei
não tenho razão para tanto
Talvez um dia rindo,
embaixo de um manto,
deixarei me levar pelo ultimo canto.
O azul do arco íris serei.
Quando olhares para cima
meu sinal deixarei.
Serei o símbolo da Alegria, Paz e Amor
Não haverás capas negras , não haverás dor
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Numa praça em Piracicaba.
Problemas sentimentais
visão a escurecer
de pé não estava mais
sem muito saber.
Sentado ali estava
vários seres ao seu redor,
e querem saber...
- Família?
- Alguém morreu?
- Fez por merecer?
Com a visão ainda
escura
Sua pronuncia calada
seres desconfiam que se foi
sua verdadeira amada.
Enquanto um evangélico
grita em seu sermão
ao olhar aquele ser
vou-lhe fazer uma oração.
Sobre a cabeça sua mão
palavras fortes e de consolação
Perguntas ainda são feitas
respostas ainda não
O guarda que ali estava disse:
- Cumpri minha missão.
Ao levantar o indivíduo que tinha
caido no chão.
O pregador despediu-se
até logo meu irmão.
E eu que ali observava
Voltei para o serviço
Sei lá porque escrevo
Não tinha nada a haver com isto.
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Reflexão do viver.( a pintura é a mesma de sempre )
Um ano se finda nada se muda,
pessoas eufóricas, outras pedindo ajuda.
O que terá de tão especial
na entrada do novo milênio ?
Evolução, nada estagnado ,
Para compreender esta transformação
não precisa ser intelecto nem um gênio .
O que diz respeito ao ser humano,
muitos regridem e muitos evoluem na arte da vida.
Enquanto uma família feliz enriquece,
milhares de pessoas se sacrificam em sua vida sofrida.
A vida é um quadro cravado na parede
que algum dia alguém quis pintar.
A pintura é a mesma de sempre
só muda a forma de pensar.
Pessoas sacrificam outras,
até fazem pôr merecer ...
Se buscas a felicidade, cultive o amor
E verás que a alegria está dentro de cada ser ...
rogerioalcolea@gmail.com
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A felicidade nas pequenas coisas.
A massa cinzenta entra em erupção,
a alma vaga sobre as nuvens.;
Saltará lá de cima, melhor não .
Reflito na minha vida terrestre,
valores, tabus, bloqueios metais,
recordo nos conselhos do mestre.
Como é bom o agora,
momentos que não voltam jamais.
A brisa passa e leva-o embora.
No meu ser habita uma extrema felicidade,
gostaria de fazer feliz toda a humanidade.
Recordações passam sobre minha mente,
Coisas , cores, lugares, sons e gentes.
Um flash do meu passado ,
uma infância bonita e alegre,
fraternidade e amor sempre ao meu lado.
O tempo apaga a minha vida.
Infância , adolescência não serão mais vivida.
Temos que viver sempre com emoções ,
são gestos simples que marcam nossos corações.
Um sorriso, um olhar, se tu deres valor ,
significará mais que uma noite de amor.
rogerioalcolea@gmail.com
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A Tristeza em teus olhos.
Tio me dá um trocado,
seus olhos descrevem a tristeza
de um garoto mal tratado.
"Deus" lhe pague , muito obrigado
as vezes para comer o pão
as vezes para sustentar viciados.
Sua mão é estendida , tristeza em seu semblante
irmãos passando fome, drogas , misérias
mesmo com tudo isto a vida leva avante. .
Imagine o coração deste ser machucar,
ao ver você o vidro de seu carro fechar.
Se tu não pode ajudar ,
de apenas amor.
Fale uma palavra amiga
com certeza darás valor
Não quer apenas seu dinheiro
que tu gastas em abundância
Quer Ter uma vida digna
E aos seus irmãozinhos
dar uma boa infância.
Seus olhinhos encheram de lágrimas
ao escutar uma engratidão. . .
Ao pedir ajuda no semáforo :
- Vai trabalhar vagabundo
- Para mim você é ladrão.
Do mesmo jeitinho que estes garotos pedem
Peço para ti agora :
Faça o bem enquanto é tempo pois um dia
Desta vida irás embora.
rogerioalcolea@gmail.com
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Sonhos.
Sonhos se confundem com a realidade,
Sonhos bons , sonhos ruins,
sonhos que expressam desejos que estão dentro de mim.
Sonhos sem pré conceitos, sonhos que
expressam nossas verdadeiras essências.
Sonhos que representam nossos íntimos
que nos mostra nossas carências
As vezes me pego sonhando acordado,
sonhando sobre meu futuro ,
tentando enxergar por detrás de um enorme muro.
Quem somos nós para sonhar ?
almas fracas, praticamos injustiças
e temos intenções ingratas.
Mas não podemos deixar de sonhar ,
pois sonhar nos trás bem perto
desejos e conquistas difíceis de se concretizar.
rogerioalcolea@gmail.com
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Tua alma Transparente
A transparência de tua alma
em teus olhos não cessam de cintilar
Meu ser procura em teus lábios
saciar a minha sede de amar.
Tua pele aveludada
com sinceros toques, por mim é acariciada
Se pudesse congelar,
congelaria os teus beijos e abraços,
nestes momentos magníficos atariam
em nós eternos laços.
Não consigo deslizar em tais linhas
A magestosidade do que estou sentindo
Sinto o meu coração pulsar,
entoando um lindo hino
e a cada sorriso teu sobre o horizonte
este hino vai fluindo.
Em teus braços me acalmo do mundo moderno
Minh'alma a levitar gostaria de ser eterno.
rogerioalcolea@gmail.com
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O ritmo do amor..
As pálpebras se fecharam
O ritmo do coração se eleva
Como naquele instante mágico
Retratado por Adão e Eva.
O sangue se flui , de uma forma jamais fluida
Sobre o corpo deitado que ali estava
Arrebatados para a dimensão do amor
Ali nada nos faltava.
Sobre uma sinueta uma escultura divina e macia.
Com os olhos abertos desacreditava
Na magnificência do que via.
Meus lábios sobre teu corpo
Deslizavam em demonstração
das grandezas de sentimentos
que detenho em meu coração.
rogerioalcolea@gmail.com
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Sinto Saudades
O antes sempre será
Melhor do que o agora.
Momentos atrás maravilhosos
Outrora , foram embora.
Loucuras insanas
Êxtases de sensações
Talvez ilusões
O que já foram emoções
Lições,
Escorregões,
Regressaria?
Com certeza,
Impares gozaria
O meu ser invade,
Saudade
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Verdade?
A verdade não existe.
Existem mentes doutrinadas a pensar
Da mesma forma causando sensações
Disfarçadas de uma veracidade coletiva
Vida , Grande Mentira
A cada verdade , duas mentiras se cultivam
O que colhera?
Regresse no hoje
Começaste a mentir para ti mesmo
Ao levantar , reproduzindo mentiras alheias
Maltratando seu próprio ser
Colherás o que plantaste
Talvez sem merecer.
Sofrerás muito
Quem sabe
Estágios do aprender.
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Euforia Musical
Angustia no ser
Talvez merecer
crescer, status
aparecer.
Vocação presente
Pulsar ,
ritmo ausente.
Querendo sair , sons,
claves, musicas, tons.
Vozes gritantes, fãs
Criticas e jogos, clãs.
Alegria fantasiosa
Dar o que está guardado
Sair da alma.
Sem ser crucificado.
Mostrar todo talento
Cantar, pular ao relento
Lual , flauta , violão
Guitarra ,Baixo, Bateria
Euforia, Euforia , Euforia
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Sede de Paz.
Acordei de um sono profundo,
deparei com o mundo real
era bom quando eu sonhava,
ter acordado foi o meu mal.
Agora sofro pôr almas alheias,
No meu corpo circula um sangue
Frio que pulsa sobre minhas veias.
Sensível com tanta destruição,
Posso lutar contra " isto " mas lutarei em vão.
Fico olhando para o relógio
vendo os segundos se movimentar,
a cada movimento do ponteiro
um corpo estendido no chão
que não para de sangrar.
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Dê graças ao divino.
Olho para cima e observo o caminhar das nuvens,
lindo magnifico todos temos o direito de apreciar
Seres, montes e montanhas, brisa pássaros a cantar.
Pare um instante e valoriza a visão que tu tens ....
A felicidade se valoriza na simplicidade,
se tu quiseres muito enfeitar,
pelos vão de teus dedos a mesma irá escapar.
Tolos são aqueles que buscam alegria nos bens materiais ..
Um dia todos partiram, restará nada mais do que uma vaga lembrança, e nossos corpos serão consumidos pelos animais.
Escrevo em vão, coisas minha,
feche os olhos e graças a luz divina,
de estar podendo ler e decifrar tais linhas.
Nos momentos difíceis da vida temos que manter a calma
Isto fará que preservemos a saúde da alma.
O melhor remédio para canseira é o descanso
para a raiva um coração manso.
Para o ciúmes a confiança
Para o ódio a tolerância.
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Eis que levitava..
Eis que levitava
com os olhos fechados enxergava
algo que a principio desacreditava
No mundo não mais estava
Minha vida terrestre ali se findava
Maravilhoso o que contemplava
o mundo em forma de miniatura eu observava.
Assim pude entender a essência de quem liderava.
Pude compreender a divindade do criador
que tanto nos amava
Muitos seres pude ver
Alguns praticando o bem
outros não fazendo por merecer.
Alguns preocupados com o porquê da existência......
Outros imitando o alheio sem querer saber de suas essências.
Outros pensando apenas em trabalhar ,em dinheiro ganhar
Esquecendo as maravilhas que estão ai para contemplar.
Triste fiquei .....
Os seres humanos não valorizam o Redentor
Fanatismo ,rituais sem valor.
Em busca da ganância, almas sacrificadas
Não foi em vão que seus pés e suas mãos na cruz foram cravadas
Agora pare e viva!
A vida é uma só , não seja digno de dó.
Valorize cada ser,
cada pôr do sol e cada nascer,
Valorize uma flor.
Dê para receber amor..........
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Dispersão Mental.
A vista enubada
Vozes, múrmuros, tons
Frases pronunciadas que entram e saem
Sem nenhuma edificação
Sem artifícios , sobriedade total,
apenas cansaço e stress do mundo atual
Apenas o corpo
a alma está muito longe daqui.
Aonde será que ela estará?
Tentando fugir?
Assunto interessante ,
atenção nula,
viagem ao além do inexistente.
Mente vazia
A emissão de um eco no horizonte
Que se perde na minha insignificãncia.
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Amor turbulento
Promessas impossíveis prometi
Era sincero não fingi
Me entreguei
meu coração e meu corpo te dei
Não pensava
que este amor se minguaria e se acabava
Eu agora sofro
neste barco já não embarco mais, e nem em outro
Talvez momentâneo seja
E com o passar do tempo o meu coração te deseje
Nunca mais amarei
no meu coração, devido a desi lusão
espaço jamais abrirei
Me martirizo por momentos lindos não aproveitar
jamais pensava que este amor ia se acabar.
Não posso pensar em tua ausência
sentimentos ruins tocam o meu coração
deixa transmitir a minha carência.
Uma incógnita no ar
Para não sofrer com esta desilusão
procuro nisto não pensar.
O amor é mais forte que isto,
se tu insistir
terei que desistir
e meu rumo prosseguir.
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Absurdo Môr.
Absurdo o que sinto pôr t i
Não esperava sentir o que sinto
a primeira vez que te vi
Algo não palpável
,¨sentimentos¨, a vida é inexplicável .
Se tivesse poderes guardaria
meus sentimentos e os teus
numa caixinha fecharia.
O que sinto pôr ti é muito bom
Jamais negaria.
É mais do que amor
não tinha mais esperança
que isto aconteceria.
Agora paro e reflito
nosso amor tem que ser infinito.
Se nós agirmos sempre corretamente
outros seres não terão nosso corpo nossa mente.
"Deus" valoriza a sinceridade e o respeito ,
se tu continuar a me amar e a me respeitar
te amarei sempre ficarás no meu peito.
A prudência e a base da inteligência ,
Somos e seremos felizes , basta ter paciência .
Imagine nós dois flutuando
altura as poucos alcançando.
Observaremos o mundo lá de cima,
veremos muito mais do que é visto,
Verás que o mundo é mal que não fazemos
parte disto.
rogerioalcolea@gmail.com
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Acorde para a Natureza.
Temos que refletir no futuro de nossa nação
O que será de nós com tanta poluição
A hora é esta
Vamos salvar nossas florestas
Conhecemos a mãe natureza
Sabemos de suas maravilhas
e de tuas belezas
Preserve o que resta desta riqueza.
Para ver o que está acontecendo
com a nossa natureza, não precisa ter vivência .
Pessoas desmatam, poluem ,
acabam com nossa fauna com tanta imprudência .
Temos que fazer um minuto de silencio pôr dia
é nossa vida que está morrendo.
Haja paciência......
Com tanta destruição
não há como haver compreensão
Tem que haver conscientização.
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Degustação da liberdade.
No teu coração ,na tua mente não posso entrar
Se pudesse voltarei a te apaixonar
Nada é mais forte que o amor
por isto que sinto tanta dor
Que motivo tão forte
Te levaria a pensar na morte?
O meu coração morreu
O brilho dos teus olhos tu não devolveu.
Se tu pensas em amar outro ser
ódio fará o meu coração ter
Sentimentos ruins me domina
Na minha mente teu sorriso ainda me fascina.
Talvez aprenda a degustar a liberdade
sem amor apenas com amizade.
Sorrisos para manter as aparências
com as dificuldades é que adquirimos vivências.
Não sei mais sobre o amor
para mim estou fazendo um favor.
Para sair desta depressão lutarei com vigor,
é lutando que nos damos valor.
A muitos anos não me expressei
os sentimentos falaram mais alto e chorei
Se fosse nascer de novo muitas coisas não faria
curtiria bastante a vida e jamais me apaixonaria.
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Foi um Pesadelo.
Durmi ,
O relógio tocou e eu não acordava.
A paixão falou mais alto e por anos,
achava que te amava
Sonolento eu estava
Não sabia ao certo se meus atos te agradava
Deitado num colchão macio e aconchegante,
a rotina passou a ser um fato relevante.
Se não fugia se entregava ,
ai então o mundo para ti acabava.
Visões do mundo diferentes,
corações opostos, duas mentes.
Ninguém foi o dono da razão,
me feriu , partiu meu coração.
Já era tarde , então acordei
muito tempo perdi.
Refleti e conclui
Não foi bom
Apenas me iludi,
sofri.
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Reconquista
Queria também parar e pensar,
se tento refletir começo a viajar.
Não consigo finjo que não amo
e nem ligo.
A aparência pode enganar
Mas não cessarei de te amar.
Não me acanho de expressar o que sinto,
escrevo linhas sinceras e não minto.
Acho que assim simplesmente
Não irá acabar
Moverei montes e montanhas para te reconquistar.
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Frases fictícias .
A relação espaço e tempo,
nos obriga regras cumprir
Deixamos a essência
Alheios servir
Nunca chegamos ?
Aonde estaremos?
Nunca chegaremos..
O homem contra si mesmo.
Olhos medíocres
Cameras que perseguem
Em busca da verdade
Mentira de alguém.
Privacidade
nem nas profundezas do oceano.
Tua mente estará lá
acusando teu engano.
Não se deixe levar
Encare
Frases fictícias
Algo para se pensar.
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El espectáculo de la vida. |
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No meio da peça, aplausos e reconhecimento do publico |
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|
Acorde para a Natureza |
|
Temos que refletir no futuro de nossa nação |
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|
Verdade? |
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A verdade não existe. |
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|
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O antes sempre será |
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|
Cidade Maravilhosa |
|
Oh! Titulo absoleto. |
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|
Lagrimas de sangue |
|
Lagrimas de sangue |
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|
Cidade Maravilhosa |
|
Oh! Titulo absoleto. |
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|
Asas a um pássaro cego. |
|
Do que adianta voar, |
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|
"Deus Escreve" |
|
" Deus Escreveu". |
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|
Semeando a Poesia |
|
Escrevem pouco e dizem muito. |
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Vertentes Musicais
A arte da combinação do som,
Suavidade, e ternura harmônica.
sucessões de sons agradáveis a audição.
Musicas das esferas,
capazes de vibrar constelações,
esferas celestes, estrelas e planetas.
Musicas, patrimônio de um povo, ritos e sons
remetem a focloridade.
Musicas sem destinos religiosos,
Profaníssimo.
Musica celestial, musica sacra dos Deuses,
Voltada a alcança-los.
Grandes peças sinfônicas,
centenas de instrumentos em sincronia,
em cima do que foi escrito.
A que sai da alma,
musica vocálica.
A quem se destina a tal,
musicante.
Quem musicocrafou, sons da natureza ?
Musicocrafar sons de um sentimento,
a tristeza de uma opera,
a alegria de um Axé.
Musicista todos nós,
Musicofilia a maioria,
Musicofobia, como pode existir!!!!!
Sem musica, sem essência,
Buscamos a perfeição,
Hiper-sensibilidade da audição,
Sermos sensíveis a diferença de um bemol,
a um sustenido.
Ao tempo de uma oitava de nota.
Musicalizar sentimentos?
Musica é arte, quadros abstratos que transmitem
Em cima de uma bagagem individual de cada ouvinte.
O que me deixa feliz talvez lhe trará tristeza.
Rogério Thiago Alcoléa)
rogerioalcolea@gmail.com
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Semeando a Poesia
Escrevem pouco e dizem muito.
Poetas são como o semeador que
plantam árvores sem saber que vai
descansar em suas sombras.
Sombras que aliviam o calor, sombras
que trazem sombras.
Poetas não possuem almas, são a própria
alma, são os próprios sentimentos,
buscam o porque daquela brisa,
o porque de tal sorriso,
o porque de tanta desarmonia.
Poetam não vivem!
Apenas descrevem vidas alheias, sentem
o imperceptível.
Poetas não choram, engolem seco, cristalizam
suas lágrimas, e as transformam em linhas.
Missão árdua, descrever o indescritível,
buscar a essência de sentimento de outrem,
talvez nunca sentido, talvez nunca vivido.
Poetas não envelhecem, petrificam,
imortalizam seus nomes e vivem para sempre,
deixam o que foi sentido,
e em cada leitura, um novo sentimento,
que fortalecem sua imortalidade.
rogerioalcolea@gmail.com
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Que venha a dor e anestesie tal sofrimento !!!!!
Íncola desta cápsula incolora,
Degustando o amargo de gariroba,
Furente pôr Ter que Ter, para ser
Minguando neste invólucro,
Encalistrado pôr estar ali.
Face para baixo, como quem observa
vermes embraseado,
horizonte solidão,
sem visão,
anelídeos na terra batida.
Difícil libertar-se,
embalsamado em plantas
leguminosas papilionáceas.
Contas de A até x,(dzeta)
para virar fagulha de um explosão,
Oferecer o corpo ao leu íntomo,
para que suguem seu sangue.
Quem sabe com tal moléstias a dor seja,
o anestésico para mingúes enraizada.
Eu, Manu e ela
Ah... Nem sei, por onde começo...
Mas, eu?
Eu vou tentar... Deixa eu parar prá pensar.
Respiro profundo...
Vai começa... Diz Manu!
Eu?
Faço que nem escuto...
Respiro de novo...
E profundo.
Encho o peito de ar.
Vai... Começa!
Faço fuuuuuuuu... Que nem quando, o saco da gente tá cheio.
Fuuuuuuuuuuuuuuuuuu. Manu não me dá um tempo!
Penso.
Vai começa... E ele ainda repete.
Como ele consegue, não parar?
Parece um tic-tac, dentro da minha cachola!
Parece que tá no medo? Paralisou? Vai começa...
Fuuuuuuuuuu... Como ele fala!
Eu penso...
Tem hora que me arrependo.
Manu, não me dá socego...
Sossego é com dois esses... E ele logo me remenda...
Se você pensa errado... É claro que vai dar certo!
O errado! Pensa direito...
Vai começa... Abre esse medo e cria a fala.
Poe tudo isso prá fora.
Mas pensa direito, senão vira outra coisa.
Manu não me dá sossego.
Com dois esses.
E isso... Isso é verdade...
E no fundo... Sei que ele sempre tá certo!
Manu quando se engana...
Engana com um propósito, muito exato.
Manu nunca mente!
Manu deixa tudo aparente.
De tão transparente que ele É.
Fala tudo na cara! E...
Falar dela?
Dela quem?
A mente ou dela?
Ah... ela? Que está no título?
Do poema que É será?
Dela eu escrevo outra hora...Oras bolas!
Parece que você nem tá me notando.
Quem manda você pensar demais?
Tá com pressa? Vai... Se aquiéta!
Ou...Chega mais cedo, uai!
Quem pensa demais faz coisas de menos...
Pensar tem medida exata...Sabia?
Se não...
Quando você vê... Já era e nem aconteceu.
E agora?
Agora... De quando era antes?
Ah... Esse agora, não é mais!
Eu pensei que ia dar tempo...
Agora...
Agora mesmo!
Quero terminar de vez com ela.
Por isso ela não apareceu na conversa com Manu
Olha só, que interessante.
Nem comecei namorar, com ela...
E já terminamos!
Ufa!!! Que bom que ela nem sabe disso.
Eu passo cada apuro!!! Coisa que nem se imagina, sabia?
Eu ia começar a contar... E Manu...!!! ?
Por falar nisso... Cadê o Manu?
Ei Manu... Onde você foi?
Ei, Meu amigo!
Volta aqui... Já... AGORA!!!
Falo com você depois.
Manuuuuuuuuuuuu
By teka barreto
Eu ouço o tic-tac do relógio
Enquando tento dormir
mas só consigo pensar em você
Eu preciso me distrair
Me lembro da última noite
Quando estivemos juntos
você me pediu pernoite
Para resolvermos uns assuntos
Mas você não tirou as mão de mim
meu corpo pulsava a um simples toque teu
Digo em sussurros que quero o fim
Aí então, é que você se acendeu
Meu pedido de fim, foi em vão
inviável resistir ao teu olhar
Pois quando me olha com paixão
Faz uma batida do meu peito falhar
Você me teve com tanta gana, tanto tesão
Só de lembrar, desfaleço nesse momento.
É tão sublime e mágica a sensação
que adormeço com você no pensamento
Sinto tanto a sua falta,
nos poucos momentos que não o vejo
A dor no peito é quase insuportável
Mas você volta e a dor se vai num beijo
Nada mais faz sentido sem você
Nem mesmo a companheira razão
irmã de muitas histórias
Consegue dominar tanto o coração
Impossível pensar que seria assim
Um sentimento bobo como a paixão
Mudar nossa vida de uma hora para outra
Sem nos darmos conta da situação
Quando penso que é assustador
Sentir pela primeira, vez assim
Mesmo que junto venha a dor
Decido que é o melhor pra mim
Em cada dolorosa partida tua
Meu coração falha e para de bater
Mas a cada vez que você chega
Ele bate mais rapido, por te querer
A chama que arde, ora sim, ora não
É luta inutil do sentimento que teima
Não consigo pensar em viver sem você
Ao minino tentar a minha pele queima
Enlouquecedor é este sentimento
Que dessaruma a cama e sempre quer mais
Vira nossa vida de ponta cabeça
Que nunca se sacia e nunca é demais
Tomada minha pobre alma foi
Sem resistência e sem luta
Para ser sem defesa e para sempre
Só tua, sem brigas e sem disputa
Sempre me alertaram contra ela
que tanto mal nos traz
Nos enlouquece e desatina
Mas que tanto bem nos faz
Procurei tanto tempo por isso
Cheguei a achar que irreal fosse
Mas se não houver nada de real
Quero viver nessa ilusão doce
Na imensidão do teu abraço
Descobri o que é o sentir
Viver, morrer e ser feliz
Não ha nada mais a pedir
ser pensante, ser humano.
Então por que às vezes perco a RAZÃO, seria por não
ter pensado, ou então, seria por ter pensado demais?
A única coisa que consigo pensar neste momento é que
a minha RAZÃO nem sempre tem RAZÃO.
Entre nesta poesia, assim como se entra na alma.
Descubra cada segredo, desvende tudo! Com calma...
Entre no meu coração, deixe de fora a razão,
Veja se dentro dele, ainda mora o perdão.
Entre em meus pensamentos, lá você vai se encontrar.
Vai ver que que nem por momentos, deixo de em você pensar.
Converse com a minha paixão, sinta o seu calor,
Vai ver que ao lado dela, segue junto o meu amor.
Entre na minha memória, leia uma a uma as histórias,
Muito da sua vida, lá estarão gravadas.
Entre no meu passado, tire de lá as tristezas,
Faça do nosso amanhã, um mundo só de certezas.
Reluz real realidade!
Quão vasta e esta infinidade!
De homens, de gente, que sente!
O que é a realidade?
Homem que busca o que sente. Será?
Homem que não sente o que busca
Não sente porque mente?
Mente para si mesmo que o que busca é o que sente?
Mentira vasta que afasta o homem da semente
Que fá-lo pensar não na sua mente e nem no que sente
Que fá-lo pensar na mente de quem mente
De quem sente que pode controlar sua mente
Mentira inocente, mentira eloquente
Inocente porque sente ser a sua mente consistente
Consistente? Mentira!
Essa mente não sabe o que sente
Só pensa que sente e vende
Não sente porque mente
Para si e para a gente
Inocente que pensa ser crente
Crente no prepotente, que mente o que vende
E corrompe sua mente
Na inocente e eloquente mente que esconde a serpente
Que faz a gente se perder da semente
Fruto da gente que não mente
Somente quem mente, perde sua mente
Que sente sua mente indecente
Porque crente na gente que mente
Que essa é a mente decente
Crente! Gente! Sente! Pense!
Na realidade urgente.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Mente crente. Marília - SP - 2006
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Meta do dia de hoje: não se preocupar, não se irritar, ser grato, trabalhar com afinco e ser gentil com todos os seres.
Metas de hoje: Café e gentileza. Talvez dois cafés, e depois a gentileza…
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Direcione o seu rosto sempre na direção do sol, para que as sombras fiquem para trás.
Nunca deixe de acreditar na esperança porque milagres acontecem todos os dias.
Reflexão e motivação!
O site mixfrases.com também está cheio de frases de reflexão que fazem você pensar em coisas sérias de um jeito mais leve.
Ei dor, eu não te escuto mais, você não me leva a nada. Ei medo, eu não te escuto mais, você não me leva a nada – Trecho da música de Jota Quest.
E que tal ler ainda uma série com as melhores frases de motivação da internet? Está tudo lá no mixfrases vai lá dar uma olhadinha.
Engraçado que não tenho motivos pra isso
Quer dizer
Minha mente está sempre no alto
Sempre flutuando
E não consigo pensar de outra forma
Parece que estás me servindo de inspiração
Talvez isso seja bom
Ainda não sei
Mas não quero me enganar
Sei que este meu defeito
Vai me atrapalhar
Não pare de sorrir para mim
Nunca deixe de ser assim como você é
Linda cativante e alegre
Quando eu te vejo
Perco toda vez o fôlego
às vezes quero dizer algo
Mas prefiro só ficar
Admirando você a noite inteira
Mas o dia estar terminando
E só consigo pensar
Que não fiz tudo
Para lhe conquistar
Mas fiz o possível
Para não te perder...
Entro nesse automóvel e vou para um lugar psicodélico
Dentro de um universo paralelo
Sento em um banco e olho para o lado
Vejo uma vida, viro a cabeça e já enxergo uma alma perdida
Em outro canto qualquer um ser embriagado, tentando se arrepender de tantos pecados
No outro lado, ela faz uma cara de alívio "até que enfim, chegou o dia do meu suicídio"
É até engraçado o jeito que as gotas caem, veem do céu como se fossem de outra dimensão,
Escorrem no vidro, e enfim, morrem no chão
São tantos paradoxos que mal consigo pensar, não importa se é público, você tem que pagar
Algumas pessoas se isolam dentro de seus minúsculos cubos,
Outras fazem amizades eternas de vinte minutos
Apenas tome cuidado para não acabar se apaixonando, esse falso sentimento corre solto dentre os bancos
Sempre cheio, porém, vazio
Não se gabe, sua vida é só mais uma dentro desse pequeno barril
Talvez você acabe se encontrando ou se perdendo mais, este universo é infinito e você nunca sabe qual surpresa ele te trás
Aperte o botão e deixe o som entrar na sua alma
Mantenha a calma,
Aguarde um pouco e quando as portas se abrirem, desça
Fuja desse abismo e desapareça, mas não sorria, não é assim que acaba
Hoje foi apenas mais um dia da sua longa jornada.
um bocadinho de inspiração
pra me dar?
A fonte secou
por aqui... pelo menos hoje
estou zerada.
Nem rimas de
- amor e dor - imagina tê-las
com as estrelas!?
As rimas espalhadas,
eu aqui atrapalhada, não
consigo pensar em
nada!
Definitivamente
hoje não é dia de poesia, não
pra mim.
Inté mais ver,
até loguinho, saudações
alencarinas! fui...
Fazer você pensar em mim quando acorda
E lembrar de mim quando dorme
Saiba que vai se apaixonar por mim
Vai me amar loucamente
Estará me desejando a cada segundo
Seu mundo vai ser iluminado
Pois estarei sempre radiante para você
Nada mais vai ter importância
Serei o seu amor infinito
Serei sua alegria
Sua paixão é suas razões
Saiba que estou te falando a verdade
Sei do que estou dizendo
Estou certo das minhas convicções
Porque sou o espelho de minhas palavras.
W.Poi
eu dizer
o que você
precisa pensar !
Pensamentos
são pessoais,
pensamentos
são individuais...
Mas,
as minhas atitudes
naturalmente
vão fazer você pensar.
Se eu agir
da forma certa,
é bem provável
que você pense,
sobre o que
eu quero te dizer...
Petropolis 28/06/2019
Estou ficando doente,
Sei lá de quê.
Não é dor de dente,
Se bem que ela faz sofrer.
Estou doente aqui dentro,
Por onde você pensar,
Mas dói quase nada,
É um peso sem pesar.
Calamidade!
Eu já gritei,
Mas é a vida,
Que está a me matar.
Estou muito doente,
Na cabeça e em outro lugar,
Doença diferente,
Eu não sei explicar.
Vejo coisas que não existem,
Não vejo o que posso alcançar,
É cegueira dessa alma,
Que já se cansou de apanhar.
Remédio? Qual?
Não existe,
Pílula alguma vai me salvar.
Já me disseram "persiste!".
Não consegui me levantar.
TELECINÉTICA
Estou bloqueado, minha mente bloqueada, não consigo pensar em palavras ou frases boas!
Que me encheriam de alegria e o meu orgulho seria enriquecido
Não sei onde o controle por telecinética vai me levar, décadas de sofrimento e tortura.
Satélites e antenas a operarem no meu sistema cerebral sem permissão, estou sendo lobomotizado como se o meu cérebro fosse um aparelho de celular um androide
Não permiti, não permitirei, esta é minha luta contra o inimigo da tv que me controla por bases terrestres, satélites é antenas, invadem os meus pensamentos tentando destruir os meus neurônios, roubando sonhos e pensamentos! Em pró de uma sociedade perversa, cruel e mesquinha
Estou bloqueado por máquinas terrestres e e que se encontram no espaço!
Não sou Cristo, nem tampouco Sidartha Gautama! Guru já mais pensei, não tenho tino pra estas práticas
Professo minha crença e espiritualidade nas orações e pensamentos positivos pra combater e aliviar as dores que me causam
pela telecinética.
Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos
Professor de Geografia
Tento atiçar a imaginação,
mas ela demora.
Não consigo pensar em algo que faça rimas,
é como tentar acertar o alvo
com a flecha apontada para cima.
Não acho um bom assunto
que se organize bem em versos.
Mesmo sabendo que no mundo
há mil assuntos diversos.
Que coisa chata,
não consigo imaginar.
Isso quase me mata
porque é horrível não poder pensar.
Mas espere um momento,
mesmo não tendo um tema,
se estas frases vou relendo
vejo que é um poema.
totalmente incerta
como numa cadeira giratória
Me sinto insegura
a mente a milhão
o coração apertado
só procuro libertação
Ouço uma perturbada música
tocando em minha mente
Sinto uma dor interna
me deixando inconsciente
Vejo este mundo num caos
e só consigo pensar
que não estou diferente
sou apenas paralela
a toda essa destruição aparente
Sou feita de cacos
mas nunca fui "menina de vidro"
Estou tentando voar com o vento
mas meu ritmo é muito lento
tenho medo de ficar para trás
sofrendo em meu leito não-fugaz
Não sei quando a morte chegará
e penso que não gostaria de saber
pois se souber
nunca mais poderei ver
Ficarei cega com o descontentamento
na dúvida sobre minha capacidade
entrarei em crise novamente
e isso se tornará um ciclo de subjetividade.
Deu uma vontade de repente
De juntar nossos corpos
Mas não revelo a você este pensamento obsceno
Espero o exato momento
De você se desenrolar, sair desse novelo
Dessa paranoia de chorar, deixada no vento, no relento e com sede de amor
E fome de sexo.
Sai dessa vida! Isso não tem nexo.
De repente eu me descobri ao seu lado te amando
Despertei para a verdade
Deixou de existir em mim a vontade
De fazer o simples papel de amiguinho seu.
Quero ser o seu homem!
Assumir o lugar desse covarde
Que não te satisfaz
Eu quero chegar junto de você
E te dar paz
Hoje, domingo, pego o telefone e te ligo!
Você sozinha em casa, molhando o travesseiro
Só tristeza
Molhada pelas lágrimas e molhada de desejo.
O telefone toca.
Você atende com a voz rouca
Música para o meu coração
Você aceita meu convite
O convite para se despedir da dor
Eu te apresento o verdadeiro amor
Eu sacio todas as suas vontades e não te deixo na mão.
Você se surpreende
Você achava que jamais nossa relação
Poderia ir além da amizade.
Meu jeito alegre, um pouco irresponsável
E crianção
Fazia você pensar que eu não levava o amor a sério.
Mas eu te mostrei o que é ser homem de verdade.
Homem não só na cama.
Mas homem de te assumir
E te levar sempre em meu coração.
( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima)
Mas meu momento já está la.
Eu quero ir,
Mas quando chego, já quero voltar.
Eu planejei,
Mas tudo que consigo pensar é: "Putz, errei!"
Eu quero controlar tudo
Mas o desespero é absoluto.
Eu tento me concentrar,
Mas tudo que consigo é deixar a mente divagar.
Eu busco os pensamentos longe,
Mas eles não querem se compactar.
Eu respiro fundo
Mas até isso se torna um ato profundo.
Ansiedade é assim,
Eu não tomo conta dela,
Ela toma conta de mim...
(Gi Oliveira)
Apareci na tua saudade
Para você pensar, reviver,
Saber o que era felicidade.
Reconheça! Não se esqueça!
A vida é maravilhosa caminhando
Na estrada da humildade.
Case comigo, junte a mim!
E acabe de uma vez com esta saudade.
Faça com que o seu pensamento
Se aproxime da luz.
Eu não esqueço o teu sorriso,
Você ouve a minha voz
Falando frases carinhosas...
Estamos distantes, mas a saudade
Nos aproxima em pensamentos!...
Acabe com este tormento,
Acabe com este orgulho
Case comigo,
Acabe com esta saudade!
( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima)
-Ranjan Lekhy
Santo Antônio de Jesus, Bahia, Brasil
Segunda-feira, 25 de agosto de 2025
Por Ranjan & Prof. Nubia Modolon
Homenagem à Professora no Céu
A Dra. Kamala Tharu encostou a testa na janela oval do voo 129 da Qatar Airways, sua respiração embaçava o policarbonato transparente. Abaixo, nuvens que pareciam tufos de algodão se dispersavam lentamente. Além desse vasto horizonte, estava Milão — uma cidade de moda, ciência e novos começos. Ela estava indo para lá para estudar Medicina, especializar-se em Medicina Genômica, para aprender técnicas avançadas como Edição de Bases (Adenina e Citosina) e CRISPR-Cas9. Era um fato inacreditável que Kamala, uma adolescente de uma família marcada pela pobreza crônica e superstição, estava agora a caminho de se tornar uma especialista em medicina genômica.
O sinal do cinto de segurança acendeu. Ela colocou seu jaleco branco no colo — não por estar frio, mas por hábito. Aquele jaleco carregava o peso silencioso de todo o seu sofrimento passado, rebeldia, ciência e fé. Era um símbolo: o véu branco de um fantasma assustador, o véu branco da morte e o avental vivificante da ciência.
Ela fechou os olhos.
O zumbido do motor da aeronave e a forte turbulência se transformaram no som e nos solavancos de uma carroça de bois da vila de Hekuli, transportando-a de volta ao momento em que estava semi-inconsciente, sendo levada ao hospital em Tulsipur. Ela se lembrava do calor e da poeira do Terai. A memória de buscar lenha na selva e, então, a árvore de Jamun — carregada de frutos, mas silenciosa e ameaçadora, um símbolo de medo. Lembranças de desmaiar com febre alta ali, e a dor implacável e excruciante que nenhum mantra de xamã conseguia aliviar. Os rituais profundos do Guruba, os sacrifícios encharcados de sangue, mas a doença de Kamala tinha um nome — Anemia Falciforme, um fantasma no gene que outrora foi protetor, mas agora se tornara predador, atormentando toda a comunidade.
O avião, cortando as nuvens, agora sobrevoava o Mar Mediterrâneo, na Europa. Luzes distantes começaram a aparecer. Não havia medo no coração de Kamala — apenas uma profunda confiança. E essa confiança foi dada por ninguém menos que sua amada professora, eternamente memorável, cujas palavras gentis eram como uma oração matinal: Gurumaa — Guru, o doador de conhecimento, e Maa, a força materna. Alta, clara, destemida, cheia de amor e dever, uma encarnação de Saraswati: Srta. Meena Rajaure. Kamala inclinou a cabeça, colocando a mão levemente no peito — não um mantra, apenas a lembrança de virtudes infinitas. Sua homenagem silenciosa à sua Gurumaa espalhou-se dentro da cabine pressurizada do avião como o perfume de madeira de agar.
Kamala não era mais aquela garotinha que fazia perguntas; ela era agora uma ponte — entre superstição e ciência, entre tradição e tecnologia, entre o passado e o futuro.
O voo seguia em direção ao futuro. Mas, para conhecer a história completa da Dra. Kamala, é preciso voltar treze anos, para uma vila Tharu comum chamada Hekuli, no vale de Dang.
Capítulo 1: A Adolescente Talentosa
Vale de Dang, no oeste do Nepal, o lendário reino do Rei Tharu Dangisharan. A vila de Hekuli, aninhada entre colinas arborizadas e um rio, envolta em névoa. Lá vivia uma adolescente de quinze anos chamada Kamala. Sua inteligência era afiada como uma faca e sua consciência clara como o sol nascendo no céu. Sua curiosidade era como um rio — incansável, fluindo rápido e profundo, sempre buscando saber até onde suas profundezas iam. Naquela escola da vila, com paredes quebradas e telhado de zinco, Kamala era nada menos que uma benção. Ela resolvia equações algébricas com facilidade, desvendava instantaneamente axiomas geométricos com lógica, memorizava as propriedades de todos os elementos da tabela periódica como um poema e fazia perguntas que deixavam os professores pensativos.
Sua professora de ciências, Srta. Meena Rajaure, tinha quarenta anos e era cheia de zelo pelo conhecimento. Ela havia ensinado centenas de alunos, mas Kamala era diferente. Durante uma aula sobre fotossíntese, Kamala perguntou: “Se a clorofila é verde, por que as folhas de ácer (Maple) ficam vermelhas no outono no Canadá?” A Srta. Meena Rijaure ficou momentaneamente atônita, depois riu e prometeu responder no dia seguinte. Na manhã seguinte, Kamala trouxe diagramas coloridos de antocianinas, explicando por que as folhas de ácer (Maple) mudam de cor no outono. Sua explicação foi tão clara que até o diretor, que ouvia, aplaudiu.
“No futuro,” previu a Srta. Meena Rajaure entusiasticamente aos colegas, “Kamala certamente usará jaleco branco e mudará o mundo.”
Mas Hekuli era um mundo de pobreza crônica, sons misteriosos e sombras escuras. Os pais de Kamala, o pai Mangala Tharu e a mãe Durgi, eram gentis, mas presos à superstição. Durgi era analfabeta. Mangala estudara até a oitava série na mesma vila. Como a maioria dos Tharus, eles acreditavam em divindades da floresta, espíritos ancestrais, fantasmas, bruxas e feiticeiros.
Na fronteira da vila, havia uma grande árvore de Jamun, carregada de frutos na estação, mas as pessoas tinham medo de colhê-los. As idosas da vila diziam que uma Chudail (bruxa) vivia naquela árvore e proibiam seus netos de irem lá após o meio-dia.
Kamala via as árvores apenas como árvores, considerando as crenças em fantasmas e espíritos como mera superstição. Seu coração batia pela ciência: hipótese, experimento, fatos e conclusões lógicas. Mas a vila era como o Satyug (Era de Ouro), firme em seus costumes, como diz um velho ditado em língua Tharu: ‘Hardi na chhode gardi sukathi na chhore gandh’ (O açafrão não abandona seu pó amarelado, o peixe seco não abandona seu cheiro) — significando ser firme em sua posição, não abandonar seu ritmo.
Capítulo 2: O Ataque Súbito
Era o mês de Asaar (junho-julho). Havia algumas nuvens no céu azul, flutuando de nordeste a sudoeste. Ainda não havia sinal de chuvas, apesar da estação de monções. Faltavam cerca de três horas para o pôr do sol; a vila de Hekuli e seus arredores estavam pintados de dourado. Naquele dia, um sábado de feriado, Kamala foi com três amigas à selva para buscar lenha. Ao voltar com a carga de madeira, suas sandálias quebradas faziam um som de batida, e suas pernas estavam empoeiradas. O calor a deixou com sede e fome. Ao ver a árvore de Jamun um pouco fora do caminho, ela disse de repente: “Vamos, pessoal, vamos sentar sobre a árvore de Jamun, está muito quente.”
Os avisos das idosas ecoaram em sua mente, mas ela os ignorou. Perto dali, alguns meninos Gaivār (pastores) pastoreavam búfalos e vacas, rindo e brincando. Encorajando suas amigas, ela disse: “Os Gaivārs estão bem aqui, o que há para temer?” As três colocaram suas cargas sob a árvore de Jamun para descansar. A árvore proporcionava uma sombra fresca, aliviando o calor. Os galhos estavam carregados de cachos de frutos Jamun, mas ninguém os comia. Onde estavam todos os pássaros? As três começaram a colher Jamuns com um graveto leve. Em cinco minutos, suas cestas estavam cheias de Jamuns. Movidas pela fome e sede, começaram a comê-los; eram muito doces e suculentos. Pensando que seus pais ficariam muito felizes, ela começou a adicionar o graveto à carga de madeira.
De repente, uma dor aguda começou no peito de Kamala, como se alguém estivesse apertando seu coração por dentro. Sua respiração ficou presa, seus olhos ficaram amarelados, e sua visão embaçou. Suas pernas e braços ficaram muito fracos, ela não conseguia se controlar, e todos os Jamuns de sua cesta caíram e se espalharam como bolinhas de gude. Seu corpo caiu no chão com um baque, e a escuridão envolveu seus olhos.
Uma garota gritou, quebrando a paz da tarde: “Kamala caiu! Kamala caiu!” Os meninos Gaivārs vieram correndo. Todos eram da mesma vila. “Temos que contar para a mãe de Kamala,” disse um menino, não mais velho que dez anos, e correu em direção à vila. Ao chegar perto, começou a gritar: “Kamala caiu perto da árvore de Jamun!”
A mãe de Kamala, Durgi, veio correndo sem fôlego; em seu pânico, seu sari ficou preso e rasgou em uma cerca de bambu, seu rosto estava pálido de medo. Uma pequena multidão se formou. Kamala estava inconsciente, seus lábios secos, seus membros inchados, sua pele amarelada como icterícia. Seu peito subia e descia levemente, cada respiração uma luta. Durgi se ajoelhou, segurando a mão de sua filha, e começou a orar a Deus silenciosamente. Alguém trouxe uma lôtā (copo com bico de bronze) de água e deu um pouco para Kamala beber. Os jovens fizeram uma maca amarrando um pano firmemente a uma vara de bambu forte nas duas extremidades, colocaram Kamala nela, segurando sua cabeça e pernas, e a carregaram para a vila, trocando os ombros que sustentavam o peso.
Eles colocaram um Bhottiya (colchão fino) sobre uma prancha de madeira Sakhuwa no pátio. Colocando um travesseiro ali, deitaram Kamala com cuidado. Toda a vila se reuniu. Uma Dadi (avó) magra e curvada chegou, caminhando com uma bengala, batendo-a no chão. Um menino colocou um banquinho perto e disse: “Dadi, por favor, sente-se neste banquinho.”
Durgi sentou-se em outro banquinho e começou a abanar com um leque de bambu. Vendo isso, a Dadi disse: “Por que você está abanando com um leque de bambu? Seu ar é quente, você não sabe? Pegue um leque de folha de palmeira.” “Não temos um leque de folha de palmeira!” disse Durgi. “Tia, temos um leque de folha de palmeira em casa,” disse uma criança e correu para pegá-lo.
“Veja, o sangue da nossa criança foi sugado,” disse a Dadi, sentindo o pulso de Kamala. “Parece que a Chudail bebeu todo o sangue da nossa neta.” A velha Dadi disse: “Ó noiva, pega um pouco de óleo de mostarda, aquece com alho amassado, cominho preto e assafétida e traz isso.”
Um menino disse: “Sim, vampiros também fogem do cheiro de alho, eu vi isso em filmes.”
Durgi correu para a cozinha, preparou o óleo quente e começou a aplicá-lo nas pernas de Kamala.
“Isso é definitivamente obra de uma Chudail!” disse a velha Dadi, ainda segurando o pulso de Kamala.
“Você não sabia que há uma Chudail naquela árvore? Por que deixou as crianças irem lá?” continuou a Dadi, “Não devíamos ter provocado essa Chudail!” Uma onda de medo percorreu a multidão. O coração de Durgi começou a bater forte. Ela ficou atônita. Enquanto isso, Mangala havia retornado para casa.
A Dadi disse: “Ei, Mangala, por que você está apenas olhando? Vá buscar pulseiras vermelhas, um bastão vermelho, um tikka vermelho, cachos vermelhos (de flores), fita vermelha, um véu vermelho (chunri) e faça uma oferenda para essa árvore. E ofereça um par de galos vermelhos, peça perdão até amanhã à noite.”
Em uma hora, todos os materiais foram reunidos, e dez a quinze meninos foram enviados para fazer a oferenda à árvore de Jamun. Alguns carregavam tochas, outros lanternas, alguns bastões, outros lanças. Lá, na base da árvore, Mangala espalhou água no chão, ofereceu arroz inteiro, pó vermelho (abir), folha de betel, noz de betel, tulsi e flores de Arahul. Ele acendeu um fogo e ofereceu fumaça de incenso. Após oferecer todos os materiais trazidos, ele pediu a ajuda de um menino para sacrificar o par de galos vermelhos, pois o próprio Mangala era Vaisnav, comprometido com a não-violência. Todos os homens pediram perdão por Kamala até a noite seguinte e voltaram sem olhar para trás.
A árvore de Jamun ficou perplexa, observando-os partir. Seus galhos pareciam apontar como o dedo de um juiz, como se perguntassem: “Por quê?”. Toda a atmosfera parecia estar prendendo a respiração. Até os próprios espíritos pareciam confusos.
Capítulo 3: Os Cantos do Exorcista Xamã
A escuridão envolveu a vila de Hekuli; o medo permeava cada beco, cada casa. Durgi sentou-se na varanda, esperando que sua filha melhorasse. À uma da madrugada, Kamala recuperou a consciência. Durgi ficou exultante. Ela correu para acordar Mangala: “Ei, Munsha (marido), levante-se, nossa filha voltou a si. Preciso fazer sopa. Ela deve estar com fome.”
Quando Durgi trouxe a sopa, Mangala sentou-se ao lado de sua filha. Durgi pegou sua filha no colo e começou a alimentá-la com sopa lentamente. Em quarenta e cinco minutos, Kamala só conseguiu tomar metade da sopa. Kamala disse: “Mamãe, não consigo tomar mais, estou cansada, minhas pernas doem.” Durgi deitou Kamala e começou a massagear suas pernas.
No dia seguinte, a dor no peito de Kamala diminuiu, mas seus membros estavam inchados e doloridos. Ela caiu novamente ao ir ao banheiro. Todo o seu corpo estava sem sangue. As pessoas disseram que precisavam chamar um Dhami (xamã).
Kalaru Guruba era um exorcista xamã muito famoso e poderoso em toda a região. Um homem foi enviado para chamá-lo. Kalaru Guruba era muito influente e tinha grandes exigências na sociedade. Finalmente, ele chegou por volta da meia-noite com dois discípulos. Seu rosto estava manchado de cinzas, ele batia um Dhamphu (tambor) feito de pele de cabra preta, pendurado em seu pescoço, dançando com penas de pavão, espalhando a fumaça de incenso por todos os lados e entoando mantras em uma linguagem alta e incompreensível enquanto entrava no pátio.
A casa da família de Kamala era tradicional, sustentada por pilares de madeira dura de Sakhu e as paredes eram feitas de bambu, rebocadas com esterco de vaca e lama, e o telhado era de telhas. Ela estava deitada em um cama de madeira. Uma lamparina de querosene estava acesa perto dela. Alguns vizinhos se levantaram e vieram.
Kalaru Guruba aspergiu água de açafrão no corpo de Kamala e começou a entoar mantras de deusas ferozes. A deusa feroz era tanto protetora quanto colérica. “A deusa está zangada,” declarou Kalaru, o xamã, e perguntou a Mangala: “Que voto você fez à deusa feroz que não cumpriu completamente?” Mangala ficou surpreso com a pergunta e olhou para sua mãe. Então Durgi, confusa, disse: “Sim, quando Kamala era pequena e teve febre, fizemos um voto à deusa feroz, de oferecer um par de galos, e nós o oferecemos.”
Kalaru Guruba fechou os olhos e começou a entoar mantras. Após dois minutos, quando os abriu, ambos os olhos estavam vermelhos. Então ele se virou para Durgi e disse: “Você está mentindo, você prometeu oferecer não um par de galos, mas um par de cabras pretas.” Dizendo isso, ele espumou pela boca e fechou os olhos novamente. Após um momento, abriu os olhos e ordenou: “Agora, como punição, você deve fazer um ídolo da deusa feroz e oferecer um par de búfalos.”
Durgi, com lágrimas escorrendo pelas bochechas, assentiu com a cabeça em um gesto de rendição. Mangala ficou em silêncio segurando a moldura da porta, com os punhos cerrados. Não havia um par de búfalos em casa; havia uma búfala prenha, um par de bois para arar e três cabras para vender e comprar alguns ornamentos de ouro e outros dotes para sua filha. Durgi vinha fazendo arranjos para o casamento de Kamala desde então. Todo ano ela vendia cabras e comprava coisas diferentes como dotes. Se a filha não ia viver, então qual era a necessidade de ornamentos de casamento? Então, eles decidiram vender tanto a búfala prenha quanto as três cabras.
Organizar tudo isso levou dois dias. No terceiro dia, Kalaru Guruba e seus dois discípulos cortaram, amassaram e moldaram argila e areia em um galpão de oleiro para preparar o ídolo da deusa feroz. No nono dia, os rituais de adoração começaram de manhã cedo. O som dos tambores Dhamphu e Madal ressoava, leques de penas de pavão balançavam, os aldeões ofereciam arroz, frutas, flores, dinheiro e moedas. Vendo a hora auspiciosa, um par de búfalos foram sacrificados à deusa feroz, o altar de adoração ficou vermelho com sangue. Suas orações e mantras se dissolviam na fumaça de incenso com força.
Mas Kamala, em um estado semi-inconsciente, gritava; seu corpo frágil se contorcia de dor. Suas articulações incharam ainda mais, sua pele começou a ficar azul em vez de amarela, mas os mantras ficavam ainda mais altos, abafando os gritos de Kamala. O que a pobre Durgi poderia fazer além de chorar e lamentar?
“Uma Chudail muito poderosa possuiu Kamala,” gritou Kalaru, o xamã. “Mais oferendas e sacrifícios são necessários.”
O coração de Durgi se partiu; toda esperança estava perdida. Ela acariciou a testa ardente de sua filha e começou a orar à deusa, implorando por misericórdia. O ritmo do Dhamphu, a dança das penas do pavão, os cânticos do xamã começavam agora a parecer o som da tristeza. Os aldeões, completamente perplexos, presos entre crença e desespero, retornaram às suas respectivas casas.
Capítulo 4: A Professora de Ciências Meena
A ausência de Kamala por duas semanas lançou uma sombra sobre a escola. Sua carteira, que antes era um centro de perguntas curiosas, agora parecia deserta. A Srta. Meena Rajaure, com o coração pesado e cheia de suspeitas sobre o evento incomum, perguntou aos colegas de classe de Kamala. As crianças contaram sobre a árvore de Jamun, a Chudail e os rituais intermináveis do xamã. O coração de Meena Rajaure derreteu — ela sabia que a superstição é uma grande doença, que corrompe as mentes de indivíduos e a sociedade e os mata.
Ela informou ao diretor, pegou sua bicicleta imediatamente e pedalou pelo caminho empoeirado e irregular para chegar à casa de Kamala. A casa de Kamala não era muito longe da escola, apenas dois quilômetros.
Ao ver a cena horrível lá, seu coração afundou. No curral, Mangala e seu sobrinho estavam limpando o pátio onde o ídolo aterrorizante foi estabelecido. Kamala estava deitada em uma cama no pátio, seu rosto sem cor, olhos fundos, mãos e pernas azuladas, articulações secas e duras como bambu. O ar cheirava a incenso, e as penas de pavão do xamã estavam espalhadas, quebradas.
Ao ver a Srta. Meena, um sorriso apareceu no rosto de Kamala, e ela tentou cumprimentá-la. Durgi estava lá; ela a cumprimentou esfregando as mãos e disse desanimada: “O Dhami Guruba diz que é uma Chudail—”
A Srta. Meena verificou o pulso de Kamala — irregular e fraco. Olhos amarelados, a respiração de Kamala era rápida, sua pele estava ficando azul em vez de amarela, membros inchados. “Chega!” A voz de Meena estalou como um chicote. “Isso não é obra de fantasmas, bruxas ou espíritos. Isso é uma doença. Kamala deve ser levada ao hospital imediatamente, agora, você está me ouvindo!”
“Os retuais dos Dhami ainda não terminou—” protestou Mangala em voz baixa.
“Vocês vão matar Kamala,” um vulcão irrompeu nos olhos de Meena. “Eu li sobre Anemia Falciforme. Se vocês amam sua filha, confiem em mim. Sou a professora de ciências de Kamala.”
A mente de Durgi vacilou por um momento, entre a fumaça de incenso e a certeza de Meena. Mas, vendo a confiança pela Professora Meena nos olhos de Kamala, ela decidiu imediatamente: “Sim, vamos ao hospital.”
Em uma carroça de boi de um vizinho, eles levaram Kamala de Hekuli ao Hospital Provincial de Rapti, em Tulsipur, que ainda ficava a 16 quilômetros de distância. A viagem foi difícil, as rodas do veículo batendo em buracos e solavancos na estrada. Durgi segurava a mão de Kamala, dando-lhe sopa fortalecedora, e chorava silenciosamente. A Srta. Meena Rajaure a confortava, dizendo: “Tenha fé, Kamala. A ciência vai te salvar.” Kamala deu um leve sorriso.
A placa do hospital tornou-se claramente visível sob a luz elétrica. A mente de Meena corria. Ela se lembrava de artigos que havia lido sobre a doença falciforme — dor, articulações inchadas, febre genética. Ela encontrou um médico conhecido na ala de emergência. Cumprimentando-o, ela explicou a história de Kamala e a suspeita de doença falciforme e pediu um exame rápido. O Dr. Acharya examinou Kamala imediatamente e disse: “Se tivéssemos chegado um dia depois, Kamala poderia ter morrido devido a uma Crise Vaso-Oclusiva, ou Síndrome Torácica Aguda, ou Derrame.”
Capítulo 5: A Ala de Emergência
Kamala foi levada para a ala de emergência. Seu corpo foi coberto com o lençol branco do hospital. As enfermeiras rapidamente tiraram sangue de Kamala com uma seringa e, manuseando cuidadosamente os tubos de ensaio que brilhavam sob a luz fluorescente, levaram-nos ao laboratório para testes. Outra enfermeira imediatamente colocou um oxímetro em seu dedo. Devido aos baixos níveis de oxigênio, após consultar o médico, ela imediatamente a colocou em um ventilador.
Os sons de conversa e passos enchiam o Hospital Provincial de Rapti, Tulsipur. Mangala e os aldeões esperavam no corredor do hospital. Durgi e Meena sentaram-se ansiosamente ao lado de Kamala, esperando o relatório. Durgi lembrava-se de sua divindade de clã, e Meena recordava o que havia lido sobre a Anemia Falciforme.
O médico conhecido, Dr. Acharya voltou. Seu rosto era gentil, mas sério. Ele carregava um arquivo com uma prancheta cheia de muitas páginas. Ele disse: “Srta. Meena, você está correta. Kamala tem Anemia Falciforme. Se tivéssemos chegado um dia depois, Kamala teria sido perdida.”
Virando-se para Durgi em voz suave, ele disse: “Este é um distúrbio genético. As células sanguíneas de Kamala têm a forma de foices ou lua crescente. Quando essas células sanguíneas imperfeitas ficam presas nos vasos sanguíneos, causam dor e deficiência de oxigênio.”
Os olhos de Durgi se arregalaram de medo: “A maldição da deusa feroz?”
“Não,” disse Meena com firmeza, “Esta é uma doença hereditária. Não é sua culpa, apenas é necessário o tratamento médico adequado.”
O Dr. Acharya concordou com a Srta. Meena Rajaure e disse: “Vamos começar com Hidroxiureia, que reduz as crises falciformes, comprimidos de Ácido Fólico, que produzem células sanguíneas saudáveis, e para o manejo da dor, daremos Morfina por enquanto (os médicos evitam dar Morfina para crianças menores de 16 anos, mas aqui era necessário). Para casos graves, pode-se fazer transplante de Células-Tronco ou Medula Óssea, que interrompe a produção de células sanguíneas defeituosas e produz células sanguíneas saudáveis, mas é uma tecnologia arriscada e cara, e o problema é que essa tecnologia não está disponível no Nepal.”
Durgi sentiu-se feliz e triste ao mesmo tempo. Meena entendeu o que estava na mente de Durgi; segurando sua mão, ela a confortou, dizendo: “Vamos gerenciar as doses de medicamentos, hidratação e cuidados. Não se preocupe! Kamala pode viver uma vida longa, mas são necessários check-ups regulares.”
O Dr. Acharya acrescentou: “O manejo da dor é muito importante. Gatilhos para crises falciformes como calor ou frio extremos, trabalho físico muito pesado, desidratação e estresse devem ser evitados. Vamos ensiná-los tudo em detalhes gradualmente.”
Embora Durgi não entendesse completamente tudo o que ambos disseram, sentindo as palavras de esperança, sua mente ficou mais leve e um sentimento de esperança surgiu em seu coração. Os olhos de Kamala se abriram; ela estava ouvindo a conversa de Meena e do médico em seu estado semi-inconsciente. Sua vontade de viver e esperança cresceram mais fortes.
Eram agora nove da noite. Ela chamou um irmão motociclista que morava em Tulsipur para levá-la para casa; o ensino na escola não podia ser negligenciado. Mas ela disse que voltaria para ver Kamala no dia seguinte de manhã.
Capítulo 6: O Segredo da Linhagem
No terceiro dia, inesperadamente, o primo materno de Mangala, Ayodhyasingh Tharu, que era algum tipo de supervisor, veio ver sua sobrinha Kamala. Todos estavam sentados ao lado de Kamala, conversando em voz baixa. Então, a conselheira genética Dra. Anoma Shrestha chegou com a Srta. Meena, carregando um laptop. Todos se levantaram e cumprimentaram ambas. Elas retribuíram os cumprimentos e sentaram-se na frente de Durgi, Mangala e Ayodhya. “Poderíamos ter essa discussão no meu consultório, mas, por conselho da Srta. Meena, queremos que Kamala também saiba disso. Afinal, Kamala tem que lutar contra essa doença,” disse a Dra. Anoma Shrestha. Todos ficaram em silêncio e assentiram em concordância.
Nestes dois dias, a saúde de Kamala havia melhorado muito. Ela conseguia sentar-se. A Dra. Shrestha virou-se para Kamala, abriu seu laptop e, mostrando diagramas de células humanas e DNA, começou a explicar: “Somos feitos de células visíveis ao olho. Um homem de sessenta e cinco quilos tem cerca de trinta e seis trilhões de células. Essas células têm várias formas e tamanhos. Cada célula tem três partes principais como um ovo: membrana, plasma e núcleo. O plasma tem mitocôndrias que contêm DNA Mitocondrial ou Mt DNA, que vem apenas da mãe. Portanto, é chamado de fonte do poder materno. O núcleo contém vinte e três pares de cromossomos. Dentre eles, vinte e dois pares são genes autossômicos ou linhagem, e um par é XX ou XY. Ou seja, uma menina tem vinte e dois pares de genes autossômicos mais um par de XX, e um menino tem vinte e dois pares de genes autossômicos mais um par de XY.”
Durgi disse timidamente, em um sussurro: “Nossa, não entendo nada.”
A Dra. Shrestha sorriu e disse: “Tudo bem, Kamala, você entende, certo?”
Kamala disse animada: “Sim, Doutora, a Srta. Meena me ensinou a teoria dos genes de Mendel na aula. Os cromossomos X e Y são os genes que determinam o sexo.”
“Nossa, Kamala, muito bom, você é muito inteligente,” pausando um pouco, a Dra. Shrestha perguntou: “Você sabe sobre os outros vinte e dois pares autossômicos?”
Kamala sorriu e indicou que não sabia.
“Esses vinte e dois pares de DNA autossômico vêm tanto do pai quanto da mãe para filhos e filhas. Na verdade, os genes que mostram hereditariedade estão aqui. Aqui, qualidades humanas, defeitos, doenças e enfermidades passam de pais para filhos geração após geração. Veja esta imagem!”
“A Anemia Falciforme vem em um padrão Autossômico Recessivo,” começou a explicar a Dra. Anoma. “Como seu pai e sua mãe carregam o traço falciforme — um gene mutado cada — é por isso que você teve essa doença.”
“Vocês Tharus são povos indígenas do Terai, vivem aqui há milhares de anos. O Terai é um lugar propenso à malária. Então, para se proteger da malária, alguns genes em seus antepassados mutaram há pelo menos cinco mil anos. Algumas populações desenvolveram Talassemia, e outras desenvolveram Anemia Falciforme.”
“Cinco mil anos atrás? Meu Deus! Somos descendentes do Senhor Buda?” perguntou Kamala curiosamente.
A Dra. Anoma Shrestha sorriu e disse: “Hmm, definitivamente não tenho certeza, mas é possível. Os Shakya e Koliya eram tribos indígenas do Terai, e além dos Tharus, não havia muitos outros antes.”
Após uma pausa, a Dra. Anoma Shrestha perguntou a Mangala: “Vocês praticam casamentos entre primos cruzados?”
“Não, nunca. Casamos fora de sete gerações, mas casamos dentro da nossa própria comunidade Dangaura Tharu,” respondeu Mangala hesitante.
A Dra. Shrestha pensou por um momento e disse: “Parece que, com o aumento da população, a tradição de casamentos entre tio materno-sobrinha e tia paterna-sobrinho terminou. Casamentos entre parentes próximos não apenas aumentam o risco de Anemia Falciforme, mas de qualquer doença genética.”
“Qual é a solução?” perguntou Ayodhyasingh, que até então estava em silêncio.
“Há duas soluções. Primeiro, não se deve casar dentro da própria casta. Se for necessário, então casar com outro grupo. Segundo, se for preciso casar dentro do próprio grupo, antes do casamento, os noivos devem fazer testes de triagem de portadores para descobrir se carregam o traço falciforme ou não,” disse a Dra. Shrestha. Mas ela imediatamente continuou: “Mas o problema é que os testes de triagem são eficazes para uma geração. Essas doenças podem aparecer em qualquer geração, mesmo após sete ou oito gerações. Portanto, uma solução eficaz é fazer casamentos intercastas.”
Ouvindo isso, Durgi, Mangala e Ayodhya ficaram boquiabertos. Ayodhya disse: “Não existe algo como sociedade e cultura? Como podemos casar com alguém de outra casta?”
Então, a Srta. Meena quebrou o silêncio e disse: “Sim, sociedade e cultura são muito importantes. Eles completam um ser humano. Mas os próprios humanos criam esses dois, que também estão sempre mudando. Assim como se uma peça de carro quebra, uma nova peça é instalada. Da mesma forma, as partes da cultura continuam mudando. As partes boas devem ser mantidas, as partes ruins devem ser descartadas, não carregadas. Se uma pessoa não muda com o tempo, sua existência termina como os dinossauros e Neandertais. O sistema de castas é um fardo social baseado em ego e ilusão; não tem base científica.”
A Dra. Shrestha concordou com a Srta. Meena e mudou de assunto. Mostrando outro slide no laptop, ela disse: “Esta é uma imagem do sangue de Kamala tirada sob um microscópio. Muitas das células sanguíneas de Kamala são como luas incompletas ou foices. Isso causa dor porque elas não conseguem fluir facilmente pelos vasos sanguíneos, o oxigênio não chega onde é necessário.”
Kamala olhava o diagrama com muita atenção. De repente, seus olhos brilharam com curiosidade científica: “Não se pode reparar a parte defeituosa do gene?”
“Não é possível agora,” sorriu a Dra. Anoma Shrestha, vendo seu pensamento científico, e disse: “Mas os cientistas estão trabalhando nesse campo. Em 2012, alguns cientistas desenvolveram uma tecnologia chamada CRISPR-Cas9, mas ainda está em testes. Até quando esta tecnologia será aprovada e chegará ao Nepal, ainda não se pode dizer nada.”
Desapontada, Kamala perguntou: “Não há outra maneira?”
“Sim, há transplante de Células-Tronco e Medula Óssea, mas o processo é longo e caro,” disse a Dra. Anoma Shrestha de forma reconfortante, “Mas não se preocupe. Podemos gerenciar os sintomas imediatos. Tudo ficará bem. Vamos conversar mais depois.”
A Srta. Meena olhou para o relógio e disse: “Nossa, duas horas se passaram. Devo ir para a escola.”
Tirando algum dinheiro de sua bolsa, ela entregou a Mangala e disse: “São quinze mil rúpias, dos professores e alunos da escola. Faremos o que mais pudermos.”
Acariciando a bochecha de Kamala, a Srta. Meena disse: “Não se preocupe. Tudo ficará bem. A ciência desenvolve-se divagar e constantemente, mas com certeza! Voltarei outro dia.”
A Srta. Meena e a Dra. Anoma saíram conversando. Ayodhyasingh também se despediu após alguma conversa. Tanto Mangala quanto Durgi acompanharam Ayodhya até lá fora. Na cama, Kamala fechou os olhos e começou a lembrar do diagrama de DNA, sonhando em dominar a ciência genética e fazer pesquisas.
Capítulo 7: Cura Através da Verdade
Kamala teve que ficar no Hospital Provincial de Rapti por um mês e meio. Esse mês e meio foi como uma escola dura e um centro de exames para sua vida. As enfermeiras ensinaram a ela como gerenciar a Anemia Falciforme. Hidroxiureia para reduzir a falcização, Ácido Fólico para aumentar a produção de células sanguíneas. Para o manejo da dor e febre — Paracetamol e, às vezes, Ibuprofeno com muitos líquidos (evitar dar Morfina para crianças menores de 16 anos). Para a dor nas articulações inchadas, aplicar compressa com bolsa de água quente.
Uma tabela alimentar balanceada e nutritiva baseada nas tradições Tharu foi solicitada à especialista em nutrição clínica brasileira Dra. Raquel Costa de Oliveira, que estudou os sistemas de nutrição Tharu. A Dra. Raquel preparou a tabela com pelo menos quatro objetivos:
1. Prevenir e corrigir a deficiência de nutrientes.
2. Melhorar o sistema imunológico e o sistema circulatório do coração.
3. Reduzir a inflamação e o estresse oxidativo no corpo.
4. Promover o desenvolvimento saudável e o crescimento físico de Kamala.
**Plano de Refeições Diárias Nutritivo Baseado na Tradição Tharu (Para Anemia Falciforme)**
| **Horário** | **Refeição** | **Alimentos Incluídos** | **Benefícios Nutricionais** |
|-------------|--------------|-------------------------|----------------------------|
| 🌅 **Café da Manhã** | Água de sattu (farinha de grão-de-bico, água e melaço), 1-2 colheres de chá de pó de moringa, ovo cozido, mamão ou manga | Ferro, Proteína, Ácido Fólico, Vitamina C |
| 🍵 **Lanche da Manhã** | Sementes de girassol e abóbora torradas ou amêndoas, água com limão, sal e açúcar | Zinco, Vitamina B, Hidratação |
| 🥘 **Almoço** | Arroz, curry de caracol (alho, açafrão, pimenta), espinafre, mistura de vegetais cozidos de Mausa/Marsha e beterraba, picles de rodela ou pepino (limão e pó de moringa) | Ferro, Fibra, Ácido Fólico, Antioxidantes |
| 🍉 **Lanche da Tarde** | Iogurte e arroz tufado misturado com pedaços de banana, 1 copo pequeno de suco fresco de beterraba | Probióticos, Vitamina C, Betacaroteno, Fibra |
| 🌇 **Jantar** | Roti de kodo ou milho, peixe de lagoa assado, curry de abóbora, quiabo e cenoura, dal de lentilha (1-2 colheres de chá de pó de moringa) | Proteína, Ferro, Fibra, Antioxidantes |
| 🌙 **Bebida antes de Dormir** | Leite morno com 1/4 colher de chá de pó de moringa e açafrão | Sono, Fortalecimento dos ossos, Imunidade |
Os Tharus usam óleo, sal e especiarias em excesso em seus alimentos. Óleos processados de mercado causam muita inflamação no corpo. Durgi foi ensinada a cozinhar evitando-os completamente. A comida pode ser cozida sem óleo, e uma pequena quantidade de ghee puro de vaca pode ser adicionada por cima. Além disso, manter-se hidratado é muito importante. Beber 8-10 copos de água por dia é necessário. Para reduzir o estresse, foi aconselhado fazer meditação Vipassana, Yoga e pranayama, e ouvir música suave.
A Srta. Meena vinha ao hospital para ver Kamala em sua scooter todos os dias após a escola. Sua scooter podia ser vista do lado de fora da ala todos os dias das 17h às 18h. Ela trazia livros sobre ciência genética, jogos intelectuais e histórias de vida de cientistas como Marie Curie, Rosalind Franklin, Barbara McClintock, Gerty Cori, Janaki Ammal — mulheres que vieram de sociedades marginalizadas.
“Você não apenas sobreviveu, Kamala,” disse Meena emocionada, “Você está se preparando para ensinar a Hekuli a linguagem da ciência.”
Kamala disse com determinação: “Quero estudar Medicina, Gurumaa.”
Foi a primeira vez que Kamala chamou Meena de Gurumaa.
A Srta. Meena sorriu e disse: “Minhas bênçãos estão sempre com você, Kamala.”
Kamala recebeu alta do hospital após um mês e meio. Ela voltou para Hekuli — usando a pulseira do hospital no pulso, como prova de estar viva. Seu corpo ainda estava fraco, mas sua mente retornou carregando a luz do conhecimento, a companheira da conquista científica.
Kamala estava agora na nona série. Ela começou a se preparar para seu SLC (Certificado de Saída Escolar). Seu método de estudo não era memorização mecânica, mas tentar entender os conceitos básicos da matéria, debatendo, discutindo. Se surgisse alguma dúvida, ela fazia perguntas aos professores, contraperguntas. Vendo a fome de conhecimento de Kamala, os professores ajudavam de todas as maneiras possíveis. Afinal, o conhecimento é como a espada de Manjushri, que corta camada após camada de ignorância. Mas, se essa espada não for usada, ela enferruja, fica cega.
Além dos estudos, Kamala começou a discutir com o chefe da vila e os anciãos aos sábados, carregando panfletos e folhetos sobre a doença falciforme. Ela começou a conscientizar contando sua própria história e experiência, o que médicos e enfermeiras ensinaram no hospital, e o que ela havia estudado.
“Podemos salvar nossos filhos através de exames de sangue,” insistia Kamala, explicando a herança autossômica recessiva com mapas e gráficos.
“Os exames de sangue para os noivos devem ser obrigatórios antes do casamento para que candidatos em potencial para Talassemia e Anemia Falciforme não se casem, como aconteceu com meus pais.”
Algumas pessoas descartaram isso como bobagem, dizendo: “Então ninguém vai se casar.”
Mas o chefe da vila ouviu seriamente e concordou, dizendo: “A ideia de Kamala é muito inteligente. É melhor proteger a colheita antes que o besouro da cana a destrua.”
O chefe da vila fez a triagem genética de seus netos a pedido de Kamala. Descobriu-se que seu neto também tinha essa doença; era necessário ser cauteloso a partir de agora. Melhorar a dieta e a nutrição era necessário. Então Kamala tornou público seu plano alimentar. Ela ensinou o que é uma dieta balanceada, como cozinhar alimentos nutritivos, como cozinhar sem óleo e com menos sal, como comida processada e junk food de mercado é veneno.
Ela criou uma canção de conscientização na língua Tharu e começou a cantá-la com suas amigas:
Faça o teste de sangue, salve sua vida.
Infância salva, sociedade salva, ninguém nunca chora.
Talassemia, doença falciforme, consome o corpo por dentro,
Saiba antes, evite a dor do arrependimento.
Faça o teste na infância, antes do casamento,
Viva sabiamente e disciplinado, mantenha as doenças afastadas.
Reduza óleo e sal, melhore sua culinária,
Deixe o álcool, deixe os doces, então a vida será doce.
Coma vegetais, mantenha caracóis/Situwa (peixes pequenos) no prato,
Ame a vida, não apenas o sabor, isso é o que importa.
Deixe Chyau-Chyau (macarrão instantâneo), evite pizza-hambúrguer,
Na comida caseira simples, está a luz da saúde.
Lentilhas/arroz, verduras/vegetais, são cheios de nutrição,
As doenças irão embora, nunca se adoecerá.
Comida barata e boa, caro é o estado de doença,
Nim, Moringa, grãos frescos — esses são ótimos.
Olhe para a saúde, não para o dinheiro, ame sua vida,
Salve as vilas/casas Tharu, quando você pensar certo.
Filhos/filhas, mulheres/homens, faça todos entenderem,
Faça o teste de sangue, salve das doenças.
Espalhe a mensagem de saúde, agora de vila em vila,
A terra Tharu brilhou, quando a lâmpada do conhecimento foi acesa.
Faça o teste — Salve a vida!
Coma bem — Expulse a doença!
Sociedade Tharu — Sociedade saudável!
Capítulo 8: Do Portão de Ferro ao Portão Dourado
Aos 17 anos, Kamala obteve notas excelentes em seu Certificado de Conclusão da Escola (SLC), recebeu uma bolsa de estudos de Associação de Amigos de Tharu (TFA) patrocinada pela diáspora Tharu na América — um segundo passo em sua educação que mudou a direção de sua vida. Ela ganhou uma medalha de ouro em seu I.Sc. (Intermediário de Ciência). Após um ano de preparação, ela recebeu uma bolsa do governo para estudar (O Bacharelado em Medicina, Bacharelado em Cirurgia) MBBS no Campus Médico de Maharajgunj, em Katmandu.
Lá, ela se especializou em Hematologia — o estudo da doença que a afligia desde a infância. Ela adquiriu um conhecimento profundo do processo de falcização, medicação, procedimentos de transplante e manejo da dor. Mas seu interesse especial era em Medicina Genética. Seu laboratório não era apenas no campus; ela mesma era um laboratório ambulante, tanto a investigadora quanto a amostra em investigação. Aos 26 anos de idade, a Dra. Kamala Tharu estabeleceu-se em Katmandu como uma influente trabalhadora de saúde pública e especialista em Hematologia Molecular.
Durante todas as férias, ela retornava a Hekuli — indo diretamente para Gurumaa antes de ir para casa, tocando seus pés. A Srta. Meena a levantava, abraçava-a contra o peito e beijava sua testa. Desta vez, a Srta. Meena perguntou: “Como está sua condição? As tecnologias para transplante de Células-Tronco e Medula Óssea finalmente chegaram ao Nepal agora?”
“Sim, Gurumaa, ambas as tecnologias de transplante de Células-Tronco e Medula Óssea chegaram ao Nepal. Mas essa tecnologia tem alguns contratempos, como encontrar um doador adequado é difícil, é muito caro e há o medo de infecção.” Após uma pausa, Kamala continuou: “Ainda tenho inflamação e dor às vezes, mas estou gerenciando apenas com medicamentos e nutrição.”
“Não pode ser criado um banco de dados de doadores adequados? Uma organização capaz deveria criar um banco de dados universal. É a era da internet agora.”
“Sim, Gurumaa, ainda não em nosso país, mas no país vizinho, a Índia, tais instalações começaram a criar um banco de dados de doadores. https://www.dkms-india.org/. Um doador adequado pode ser encontrado imediatamente lá. Mas há o risco de roubo e uso indevido de dados.”
“Sim, o perigo está em todos os lugares; usamos telefones celulares, há perigo nisso também. O governo deveria criar leis apropriadas.” Após um momento de reflexão, a Srta. Meena disse: “Kamala, meu pai era antropólogo. Li em seus livros que, antigamente, os Tharus costumavam cortar o cordão umbilical do bebê ao nascer e fazer um amuleto com ele.”
Ouvindo isso, os olhos de Kamala brilharam, e ela disse feliz: “Vou perguntar à minha mãe. Essa é uma tradição tão bonita. As células-tronco podem ser extraídas diretamente do cordão umbilical, que é seu próprio e tem 100% de compatibilidade. Milhares de doenças podem ser curadas com células-tronco desse cordão umbilical.” Pensando por um momento, ela disse desapontada: “O problema é que as próprias células-tronco de alguém podem não funcionar porque seus genes são defeituosos. Mas sim, células-tronco de um irmão saudável podem ser usadas. Pode-se fazer engenharia nesses genes. Há tantas possibilidades.”
Kamala se despediu de Gurumaa e dos outros professores e chegou em casa. Durgi preparou um banquete em casa para sua filha, de tanta felicidade. As pessoas estavam sentadas no pátio do lado de fora para receber Kamala. Afinal, Kamala era a primeira médica da vila, o orgulho da vila. Ela veio para quebrar a estagnação mental na vila, para promover o pensamento científico.
Kamala tocou os pés de todas as pessoas idosas, perguntando sobre seu bem-estar. Após algumas conversas, ela contou aos idosos sobre as palavras de Gurumaa Meena. Kamala perguntou: “Avós, antigamente, na nossa língua, como chamávamos o cordão umbilical, aquele objeto que era preso ao bebê ao nascer? Vocês costumavam cortar um pedaço dele e usá-lo como amuleto?”
“Sim, esse costume existia antigamente. Agora as pessoas não usam mais amuletos de linha ou medalhões?” falou uma avó.
“Sim, nos apegamos às nossas tradições, chamando nossas superstições e más práticas de nossa cultura, mas esquecemos as coisas boas. Esse amuleto de cordão umbilical não é um mantra de fantasma; é um truque científico. Esse amuleto feito de um pedaço do cordão umbilical tem o poder de curar centenas de doenças incuráveis.”
“Mas como fazer isso? Ninguém mais sabe o método,” perguntou um idoso.
“Lave o pedaço do cordão umbilical apenas com água pura (não use sabão, Dettol, álcool, etc.), mantenha-o limpo, seque-o à sombra com ar para não sujar, depois guarde-o em resina e coloque-o em um medalhão de prata. Talvez Kalaru Guruba saiba? Podemos conduzir essa campanha junto com ele.”
A vila concordou.
Então Durgi se levantou e disse, juntando as mãos: “Minha filha vai para a Itália na próxima semana para estudos médicos superiores. Quero oferecer um banquete de despedida para minha filha. Por favor, todos venham esta noite.” Convites foram enviados ao chefe da vila, Kalaru Guruba, os professores da escola e os médicos do hospital.
Um idoso se levantou e disse: “Sim, sim, claro, todos participarão do banquete de despedida. Kamala não é apenas sua filha; ela é a filha de toda a comunidade, o orgulho da vila. Nós, os aldeões, arcaremos com essa despesa.” Todos aplaudiram em concordância.
(Esta história é puramente fictícia e não está relacionada a ninguém. Os medicamentos mencionados na história não devem ser tomados ou administrados sem orientação médica. No entanto, a tabela alimentar pode ser usada.)
(Fim)
lembre-se que por mais difícil que a vida seja
você precisa seguir.
Eu ainda sinto, mesmo contra a minha vontade,
Por mais que eu tente não sentir,
A aguda ponta da saudade, que fere e arde.
É como uma lâmina, afiada e inclemente,
Que trespassa meu peito, cortante e dolente.
Por mais que eu clame ao universo, em vão,
Para que te esqueça, para que siga em solidão,
Tu persistes em meus pensamentos, como uma sombra no crepúsculo,
Imutável, inabalável, um nó indissolúvel.
Admito portanto,
é que fundo, eu gostaria que estivesse ao meu lado.
Mas escolheste partir, deixando-me na escuridão,
Mesmo quando supliquei por tua permanência, em vão.
E ainda que eu busque razões para me iludir,
Para crer que sou demais para você, pensar que foste tu a me perder,
A verdade teima em ecoar dentro de mim,
Que é em teus braços que pertenço, enfim.
Por mais que eu me encha de versos de amor-próprio,
Erga muralhas para esconder este vácuo vazio,
A verdade é que meu coração ainda te abriga,
Numa contradição que minha alma fustiga.
Gostaria de arrancar-te de minha alma, desvencilhar,
Mas, no fundo, anseio por tua presença, a sussurrar.
Porém, mesmo nesse impasse, nessa tormenta,
Continuo a caminhar, erguendo a cabeça.
Pois a verdade, por mais dura que seja a ferida,
É que o amor, por vezes, é uma luta indefinida.
Carlos Roque - 01/06/2024
Olá.
Sim, eu ainda estou aqui. Lutando — ou apenas resistindo — contra tudo o que se passa nessa cabeça cansada, nessa mente que carrega o peso de muitas palavras engolidas e silêncios forçados. Essa cabeça de amendoim que por fora carrega duas orelhas e cultiva, orgulhosamente, alguns fios brancos.
Desta vez, confesso que estou dividido entre agradecer e xingar — e, talvez, se fosse socialmente aceitável, esmurrar — algumas pessoas. Não posso dizer que sou obrigado a escutar certas coisas que não gostaria, mas, infelizmente, a vida em sociedade me obriga a vestir uma fina camada de educação para que tudo transcorra na mais falsa paz possível.
Mas está difícil, viu?
Sim, eu fiz uma mudança radical na minha vida e no meu corpo.
Não, eu não consultei todo mundo.
Não, eu não sigo os protocolos médicos como deveria.
Não, eu não entendo tudo o que gostaria sobre mim mesmo.
Respondidas as três perguntas que mais ouço, permitam-me perguntar:
- Onde estava essa súbita preocupação de vocês quando eu deixava bem claro, ainda que em silêncio, que eu estava quebrado, carente de qualquer gesto que fosse sincero?
- Onde estavam quando eu implorava — mesmo que com o olhar — para compartilharem comigo momentos simples, em atividades que me faziam bem?
- O que passava pela cabeça de vocês quando eu abria mão de mim para estar presente nos ambientes que interessava a vocês, mesmo sem nenhuma afinidade da minha parte?
- O que esperavam que acontecesse comigo ao me tratarem como um depósito emocional, um cantinho da bagunça onde se joga tudo o que não se quer mais olhar?
- O que vocês imaginaram que eu me tornaria depois de levar tanta pancada de todos os lados — algumas, inclusive, bem literais?
Sim, eu tentei.
Tentei ter uma vida normal.
Pedi companhia, pedi atenção, pedi ajuda.
Cheguei a implorar.
Depois eu só desisti.
Talvez, se eu tatuasse na testa “Desaparecer é melhor do que pedir ajuda”, e não discretamente no braço, traduzido e bem claro, esse grito teria sido compreendido. Mas fiquem tranquilos: é só uma música que eu gosto (inserir aqui minha melhor cara de sarcasmo ou, melhor ainda, aquela figurinha do Cebolinha sentado que eu adoro usar no WhatsApp). Se eu realmente tivesse gritado tudo isso esperando que alguém ligasse, eu teria chegado aqui sem voz.
Então, sim: eu vim até aqui sozinho. Porque vocês me ensinaram a ser assim.
Sozinho.
Fui moldado para ser a companhia ideal de todos, e quando não era necessário, eu aprendia a ser minha própria companhia. Me esforçava para ser o parceiro ideal. O filho ideal. O amigo ideal. O funcionário ideal. O ser humano ideal. Mas ideal pra quem?
Será que eu precisava me esforçar tanto por pessoas que me tratavam "como dava"?
Será que eu deveria me doar tanto por quem só lembrava de mim quando precisava ou se sobrava tempo?
Não foi meu gosto por músicas diferentes, nem meus hobbies, nem meu jeito. Foi sempre falta de vontade.
Porque se faltasse vontade a qualquer um de vocês, era aí que eu tentaria. Mesmo desajeitado, eu tentaria. Tentaria estar lá. Tentaria fazer parte. Tentaria acolher.
Mas, de vocês, faltou atenção.
Faltou abraço.
Faltou toque.
Faltou afeto.
Hoje ainda não tenho nada disso. Mas pelo menos não sou mais obrigado a conviver diariamente com quem me negava essas coisas.
Durante muito tempo, achei que não passaria dos trinta. Me enganei.
Mas não foram poucas as vezes em que considerei seriamente não chegar aos quarenta.
E, acreditem ou não, desisti da ideia por consideração a alguns poucos — exatamente os mesmos que, ironicamente, me empurraram até a beira do abismo.
Já pesquisei tudo: como cortar, quanto tomar, quanto custa pra atirar, como apagar sem dor.
Olhar para baixo, de janelas ou nos meus voos, era uma rotina.
A única coisa que ainda me prende aqui é uma consideração que eu não deveria mais ter.
E, como uma composteira emocional, tento transformar toda essa merda que fermenta dentro de mim em algo que preste.
Às vezes ainda penso em desistir, dormir e não acordar.
Mas achei mais interessante virar uma espécie de pesquisador.
Hoje, conduzo um estudo sobre as dores que me causaram. Testo meus próprios limites. Revisito traumas. Revivo cenas.
Porque, com a ajuda de vocês, eu conheci lugares dentro da dor que jamais deveria ter visitado.
Sei o que é apanhar para comer e também sei o que é passar fome.
Sei o que é ser espancado.
Sei o gosto do meu próprio sangue, posto na minha boca da forma mais indigesta que se pode oferecer a uma criança.
Sei o que é ver pessoas que conhecem essas histórias se juntarem para dar risada como se minha vida fosse um episódio de uma SitCom, com risadas falsas rolando ao fundo tentando transformar aquilo em uma grande piada.
Sei como é implorar por carinho e receber silêncio.
Essas tatuagens vocês não veem. Mas elas estão aqui, marcadas com fogo na pele da memória, e me arrepiam dos pés à nuca enquanto escrevo isso.
Então, quando ouço:
“Isso pode te fazer mal.”
“Mas isso é sério, você pode morrer.”
A única coisa que consigo pensar é: agora vocês se importam?
Enquanto eu nunca tive problema em falar sobre a morte, vocês nunca demonstraram se importar com a minha vida.
E, sendo sincero, se um dia eu não estiver mais aqui, espero que a causa tenha sido eu mesmo, tentando melhorar um pouco do que sobrou, porque desistir por quem nunca assumiria um centésimo de responsabilidade seria, no mínimo, trágico.
Desculpem por ter tirado de vocês o prazer de me destruir e ter começado a fazer isso sozinho.
Devo admitir: chega uma hora em que a dor vicia. A dor confunde. A dor preenche.
E, se existe uma coisa que sempre elogiaram em mim, foi minha criatividade e minha capacidade de adaptação. E essa combinação é maravilhosamente interessante.
No fim, só me resta dizer:
Obrigado. Por quase nada.
Ou melhor: pelo mínimo.
Continuem sustentando essa vida de aparências, essa ilusão de normalidade.
No fim das contas, é o que vocês têm em comum. É o que importa para vocês.
Só peço uma última gentileza:
Continuem fingindo preocupação.
Porque, por mais irônico que pareça, isso ainda me dá algum alívio. O dia em que isso acabar, vou achar que finalmente chegou o dia que eu decidi não levantar mais da cama.
Com quase nada de carinho, mas ainda com alguma ironia que me sobra,
De quem vocês ajudaram a enterrar vivo.
Se acontecer de você chorar
E você pensar que o amor fugiu,
Então quero que saiba que ao seu lado
Estarei sempre.
Pra quê essa angústia?
Pra quê esse vazio ?
Eu não quero essas lágrimas
Que devastam a minha emoção.
Eu quero o amor e a felicidade,
Ser feliz ao seu lado
Simplesmente por ser feliz
Porque o amor nos deixa feliz,
O amor não tem explicação
Por isso acredite
Acredite na minha verdade
Na minha intenção
No meu querer
O meu coração
Fala em doação
Te quero sempre
Amor verdadeiro,
Que não é ilusão.
( POETA ALEXSANDRE SOARES DE LIMA )
Conscientização
Siga essa cartilha é seja feliz.
Acredite sempre em você.
Querido leitor, você sabe o que é: consciência?
O que é hipnose?
O que é lavagem cerebral?
Assédio mental?
Ah... Acha que sabe...
O sistema que move a nossa vida nos condiciona à hipnose que escraviza, essa é a realidade nua e crua. Vamos deixar bem claro, somos todos, sem exceção, hipnotizados pelo sistema familiar, escolar, social, religioso, não escapa ninguém, e só há uma maneira para sermos menos hipnotizáveis a qual se chama:
Conscientização
Vamos falar de coisas boas e ruins, para que você possa entender o óbvio o qual a sua mente não quer enxergar, somente por um comodismo hipnótico.
Existe alguma coisa que pratique a mentira mais do que o político desonesto, o qual promete mundos e fundos aos seus eleitores e jamais cumpre? Haja vista a situação do nosso querido Brasil Varonil. Pois é! É esse cara aí, chamado por Vossa Excelência, que nos governa e cria leis formando o sistema no qual somos obrigados a conviver. Porém, pelo efeito hipnótico seus eleitores ficam cegos e o reelege, mesmo que já tenha sido cassado por corrupção.
Às vezes fazem enormes passeatas por um calhorda, corrupto e condenado, e podem até cometer crimes hediondos por essas “Excelências”.
Tenha a consciência de que também é possível invadir as urnas eletrônicas com o fim de adulterá-las. (craqueá-las ou raqueá-las).
Não importa a formação cultural desse cara, aliás, fica até mais fácil para praticar a vergonhosa corrupção quanto mais aculturada for essa criatura do mal.
Estamos alongando o assunto e abordando-o para demonstrar o que pode produzir a hipnose em massa.
Existiu um pastor chamado Jim Jones, o qual convenceu mais de 900 pessoas a cometerem suicídio, veja só o poder da hipnose. Temos de relatar a verdade nua e crua, no qual inclui assuntos desagradáveis.
Já que estamos aqui tratando de hipnose a qual é simplesmente assédio mental, podemos citar o mais desprezível dos seres humanos, o medíocre estrangeiro: Adolf Hitler, que na sua ignóbil mediocridade convenceu uma das mais evoluídas raça humana a segui-lo cegamente, isso é a verdadeira hipnose em massa.
Se você consegue enxergar o óbvio e jamais vota no cara corrupto, você tem consciência política.
Quantas vezes você mudou de marcha o seu automóvel hoje, e por quantos faróis passou?
Por que você briga com o seu maior tesouro, a sua família?
Por que não controla seus impulsos, seus vícios, seus gastos?
O seu sucesso integral está tão perto e você não o enxerga, porque lhe falta a autoconsciência.
Simples assim.
Pense sobre isso!
Os porquês
Procure entender os porquês de sua maneira de pensar e consequentemente agir, quais os motivos pelos quais você age contra você mesmo.
O porquê da sua compulsividade.
Claro, contra você sim!
Ao você agir compulsivamente, na realidade não está pensando bem nas suas atitudes e consequências.
Causa e efeito.
Lei do retorno
Essa lei natural dispensa qualquer comentário, pois, milhões e milhões de anos o sol nasce no mesmo horário, em seguida vem a noite e depois o dia tornando-se um circulo vicioso. Assim acontece com o plantio, que respeita essa lei de plantar e colher a mesma espécie; se for trigo a colheita será exatamente de trigo, se for do mal será exatamente do mal, e se for do bem, será do bem.
Exemplo: Você vai às compras e gasta desbragadamente sem pensar, logo vêm os dissabores desses gastos, pois, gastou o que não tinha para gastar, é algo bem óbvio, porém, que domina as suas atitudes. Se você analisar o que fez, verá que a causa da sua compulsão vai gerar o efeito dessa compulsão, algo óbvio e bem natural.
Então, por que você não pensa antes de tomar decisões?
Com certeza você deve sentir um irresistível prazer mórbido ao praticar atos quais o farão sofrer. Seria masoquismo, porém, outros sofrerão também, seus entes mais queridos, talvez.
Porque a hipnose comercial vedou a sua inteligência óbvia para não enxergar a dor, somente o prazer.
Assim age o viciado em qualquer tipo de vício.
Toda doença para ser bem tratada há de se encontrar a causa. Agora você começa a ser o seu próprio psicoterapeuta.
Vença o estresse com o seu modo de pensar
Essa é a verdadeira causa! A maneira pela qual você pensa.
Veja o que faz a maneira de pensar, existe algo mais degradante do que assassinar alguém? Porém, o assassino não pensa assim, pela sua compulsão, psicopatia, maldade etc.
Medo
O medo é o seu primeiro inimigo, porém, nada significa diante do seu pensamento positivo.
Se o seu pensamento for negativo, estará sendo aliado do medo, por isso procure doutrinar a sua mente a pensar positivamente e estará com o melhor aliado contra o medo, e contra o estresse que é produto do medo consciente ou inconsciente.
Como controlar o pensamento?
Como controlar o medo?
Logo adiante falaremos sobre a meditação, cuja prática leva ao equilíbrio emocional e ao domínio mental.
O medo é antecipado pelo seu estresse à maneira de você pensar, como frisamos anteriormente, sua mente está condicionada a antever o futuro, posto que, nada se pode avaliar com precisão do que está para acontecer, então seu pensamento passa a fazer você sofrer por antecipação aflorando pensamentos doentios e a isso se dá o nome de estresse.
Hipnose
Dentro da sua mente está a chave da sua libertação hipnótica. Você e todos nós quando crianças, fomos assediados a fazer aquilo que iria facilitar a vida dos mais velhos, independentemente das melhores intenções de nossos pais, pois, eles também sofreram e continuam a sofrer os assédios psicológicos do sistema nos quais vivem.
Logo que nascemos aquelas pessoas que mais nos amam de cara enfiam uma chupeta nas nossas bocas para nos aquietar. Ficamos condicionados a chupadores de borrachas. Pode? E para nos entreter arrumam um monte de penduricarias. Depois nos enfiam na cabeça histórias horrorosas: Bicho Papão, Durma neném, que a Cuca vem pegar, Saci Pererê, Cavalo sem cabeça, Lobo mau devorando a vovozinha, e muito mais...
E agora querem que sejamos normais.
Aproximaremos de alguma normalidade se, mudarmos a maneira de enxergar com o nosso pensamento.
Por exemplo: Todos nós sabemos que um dia vamos morrer, porém, isso fica adiado como um fato normal e que vai acontecer, nem por isso ficamos estressados, pois, a nossa mente está condicionada a aceitar esse fato. Porém, existe aquele que encasqueta com a sua própria morte e passa literalmente a morrer por ela.
O pensamento advém do subconsciente, o quartel general de suas atitudes, quando o comandante emite uma ordem ela tem de ser cumprida, a menos que conscientemente você analise essa ordem a qual vai lhe fazer bem ou mal, o assédio continuará, pois, ele não quer que você seja um desertor dessa guerra mental. O seu subconsciente é um extraordinário depósito de informações boas e ruins. Inconscientemente a sua mente lhe emite essas informações as quais vai buscar lá no seu subconsciente, e cabe a você com o seu pensamento controlar suas atitudes. Quando você sentir o desejo de tomar uma atitude, pense nas possíveis consequências que serão produzidas por esse desejo.
Exemplo bem simples:
Vou ficar rico, vou assaltar um banco. Compensa?
Não, jamais, claro que advirão consequências graves, inclusive à sua própria consciência, se você estiver sendo cônscio dessa maléfica ideia. Aí pode surgir à famigerada desculpa para sua egocêntrica justificativa: Ah... Esses bancos legalizaram para si uma agiotagem descabida etc. Esse é um problema dessa entidade, muitas injustiças existem também para tisnar a sua mente. Seja honesto, melhorando à parte do todo, dando exemplo aos demais.
Seja seu próprio psicoterapeuta
Quando falamos da hipnose, falamos do assédio produzido por ela, como se fosse um encantamento que não temos consciência sobre seus efeitos, quais podem ser bons ou maus a menos que você esteja preparado para analisá-lo friamente, sendo o seu próprio terapeuta, aliás, o melhor terapeuta do mundo, porque ninguém pode conhecê-lo melhor do que você mesmo.
A hipnose do vício
O viciado em jogo de azar, cujo dizer já acusa seu efeito: Azar, porém, o viciado continua no seu desastroso vício a ponto de perder tudo, mas tudo mesmo, seus bens, sua saúde, sua família, pela compulsão incontrolável de seu vício. E assim existe vício para tudo que o homem se propõe a fazer. Através do bom relaxamento, calmamente pense sobre suas atitudes, e mude-as, é simples, é somente controlar o seu pensamento, pois, o mais difícil é controlar o pensamento dos outros e isso o sistema faz com eficiência. São milhões de mentes brilhantes a seguirem o sistema subliminar.
Os grandes e fantásticos cassinos de Las Vegas é um ótimo exemplo para os viciados perderem até suas calças.
Vício do sexo, do dinheiro, poder, estupro, homicídio, genocídio, trabalho, enfim de todas as espécies de vaidade, aqui um vício complementa o outro para o azar, literalmente, do viciado.
Todos esses vícios vão se transformar em estresse.
A menos que essa desgraça atinja o ápice da doença mental, a psicopatia. Esse doente tem sua consciência cauterizada, queimada literalmente para não sentir amor ao próximo.
Compulsão
A compulsão é irresistível quando não se controla o pensamento, a qual é incrivelmente sutil, sendo criada pela indução subliminar do sistema (hipnose em massa). Então, se você começa acordar chega a pensar no equilíbrio para o seu próprio bem-estar psicossomático (mente e físico).
Os comerciais de todas as mídias podem pegar a sua mente de surpresa, fazendo grande estrago na sua vida.
Uma pessoa drogada pode subir num penhasco e pensar ser um pássaro e de lá se lançar, porque perdeu plenamente a consciência de dominar o próprio pensamento. Aqui existe o maior motivo desse acontecimento, a droga. Porém, o nosso corpo produz drogas também, com as quais dopam a nossa consciência.
Eis a SINOPSE do $UCE$$O:
Foco & Ação = Prazer
(Assim vê, aquele que toma consciência da arte de viver-bem).
Despnotize-se
Existem dois polos que regem a nossa vida: Polo Positivo e Polo Negativo. Podemos associá-los aos: Polo Norte e Polo Sul, que também regem a Terra e nos influenciam sobremaneira. O entendimento que arrancamos da nossa mente, do nosso pensamento, nos coloca fortes e falsos limites.
As brincadeiras e gozações feitas por nossos amigos e parentes, ficam impregnadas no nosso subconsciente. O poder da palavra é hipnotizante! A maioria humana subjuga-se à hipnose da mídia, ficando na inércia, apenas na compulsão. A maioria não pensa, é pensada! Portanto, uma minoria que se condicionou, a pensar e enxergar, ou seja, optou pelo condicionamento positivo, obtiveram o sucesso. Olhe só o que fizeram conosco, nos adjetivaram de incompetentes, ridículos, gordos, magros, feios, enfim a verborragia é muito grande que redunda em medo. Então o que nos restou da hipnose aplicada sobre a nossa personalidade, foi o medo! Medo disto, e medo daquilo... Agora se fez uma enorme confusão na nossa mente.
Vamos falar de você, quando encafifa com uma ideia, simplesmente está praticando a auto-hipnose positiva ou negativa. O poder da hipnose é o poder da crença, da fé. O poder dos “flashes”, dos seus lampejos, os quais têm efeitos subliminares maiores do que a palavra de qualquer hipnólogo, então quando você assiste aos apelos comerciais, você pensa se controlar, porém, vai compulsivamente às compras. Ao assistir os jornais que enfatizam a criminalidade e o banditismo, não se apercebe hipnotizado negativamente pelas notícias macabras, até ficar apavorado, com medo da vida, a insegurança é tamanha que você tem fobia do ser humano, a tal misantropia, aversão ao ser humano, sentindo a solidão, ficando a sua mercê. Este fato pode afetá-lo profissionalmente, colocando-o na inépcia, ou na inaptidão profissional, preste atenção: isso está ocorrendo na sua depreciativa visão mental que poderá plasmá-la pela falta de autoestima. Você estará neuroassociando suas falsas qualidades impostas pelos seus “amigos”, através de suas chantagens emocionais, os quais assim também agem pelo efeito hipnótico-dominó de condicionamentos do sistema global. Ou seja: "A inconsciência humana anda à solta".
Vamos para primeira pessoa: Creio plenamente na essência humana, e respeito profundamente a sua fé religiosa, ou filosofia de vida. Acredito piamente nas boas intenções dos homens, este é o grande motivo pelo qual escrevo convicto de que a palavra pensada, escrita e falada alimenta a alma, ela sana nossas dores, traz prosperidade, paz, ânimo, alegria, fé, união familiar e social, e principalmente o amor fraternal. Aquela palavra sincera, a qual independe de qualquer muleta protecionista, a do bom-senso, a da ética, despojada dos maus sentimentos.
Equilibre a sua vida nos negócios, no amor, na convivência social, e na paz interior. O meu desejo é: vê-lo sempre em estado de equilíbrio, livre do medo, da solidão, da doença, da dor, da aflição, do desânimo, e da apatia pela vida, e para tanto, terá de se aplicar na técnica do relaxamento profundo, para alcançar o estado extra-sensorial de bem-aventurança.
Agora chegou o momento da:
“MEDITAÇÃO PROFUNDA”
Caso não tenha conhecimento disto, saiba: você pode num simples clique mental, entrar em estado de graça, diante da mais aflitiva dificuldade, liberando dentro de você os hormônios: ENDORFINA, DOPAMINA, SEROTONINA e ADRENALINA substâncias naturais produzidas pelo seu cérebro, eliminando-lhe as dores, e dando-lhe euforia, e alegria de viver, que é, a maneira pela qual a natureza divina cuida de seus filhos, quando se preparam para tais adversidades. Eis o nosso corpo produzindo boas drogas as quais sendo bem dirigidas farão parte da nossa felicidade, porém, mal direcionada aos vícios, trazem grandes males.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
ENDORFINA
Hormônio presente no cérebro, na hipófise e em outros tecidos dos animais vertebrados, e que tem efeito analgésico semelhante ao da morfina. Este neuro-hormônio atua como analgésico na supressão da dor, e, com isso, suscita sensação de bem-estar e tranquilidade e um efeito antiestresse. Associa-se sua produção incrementada a alguns tipos de exercícios físicos, sejam aeróbios ou anaeróbios, quando se atinge certo grau de esforço, ou através de estado hipnótico de relaxamento profundo.
DOPAMINA
Mediador químico, indispensável para atividade normal do cérebro.
SEROTONINA
Substância cristalina existente no cérebro dos vertebrados e invertebrados, de importante ação tanto neurotransmissora (responsável pelas reações de prazer e bem-estar) como vasoconstritora, com propriedades que lembram as de algumas drogas alucinógenas.
ADRENALINA
Hormônio produzido pela medula das glândulas suprarrenais, importante estimulador da pressão sanguínea e da atividade orgânica, produtora de excitação, ímpeto, energia provocados por atividade estimulante, ânimo, vigor, disposição para agir: Vai ser preciso muita adrenalina para enfrentar e vencer esse problema.
Seja sábio!
Despnotize-se!
Descondicione-se
Conscientize-se
Pense sobre isso
Medo de perecer
Na maioria das vezes, o ser humano fica ligado ao medo de passar necessidades diante de sua existência, e com razão, pois, está condicionado para viver dentro do sistema, exatamente o sistema herdado de seus pais, filho faça isso, filho não faça aquilo. O seu consciente vai registrando tudo no subconsciente, e depois para apagar e substituir os vícios mentais é um problema sério. Somente através da autoconscientização pode-se ajustar, ou equilibrar as ordens que advém lá do mais profundo de sua mente.
Então vamos escrever um simples poema para simplificar as necessidades de sobrevivência.
Preciso de quase nada
Nesta feliz jornada, preciso de quase nada. Levantar cedo se for preciso, porém, evito as madrugadas. Creio que neste sentido se aplique a desejada felicidade. Simples assim, para ser feliz, assim adotei a simplicidade desde a minha mocidade, eis a sensatez, o xis da questão, então como feliz no simples prato raso que fiz, carne de pato, ou arroz com feijão, e que arraso se tiver vinho com amor e moqueca de camarão. E por que não convidar o meu vizinho a melhorar o paladar? Não pense que vivo a comer sozinho, pois, a ninguém espezinho reconhecendo minha mortal condição. Quando não, cá estão meus netos, filhos, irmãos e sobrinhos, quiçá, até um desafeto.
Na realidade também amo o silêncio e a liberdade quando estou sozinho.
Bem meu irmão, tenho por fiel companheira a Solidão dona do meu coração!
As minhas vestes?
Que tolice, há muito já lhe disse:
Uso uma peça por vez, no meu carro, apenas um assento, e no meu pé direito, eis o mesmo sapato outra vez.
Este é o teste de lucidez.
Para viver, preciso de quase nada.
É bom deixar bem claro que é apenas um poema o qual não tem a menor intenção de embaçar o seu sonho, mesmo porque, “sonhar também é viver”, contanto, que seja sem medo de ser feliz.
Ah... Quanto ao seu sonho, analise-o para ver se compensa realizá-lo. Às vezes está fora da realidade do bem maior onde se insere o amor incondicional.
Tudo aquilo que for maldade deve ficar longe da sua felicidade, até porque maldade não combina com a verdadeira felicidade!
O religioso vence o medo através de sua fé, pois, crê piamente que está agindo de maneira correta com o seu preceito religioso, e somente por pensar assim, adquire a fé, poderosa ferramenta mental.
Na atualidade existem mais de 10.000 religiões, todas elas recebendo bens e milagres pela fé.
Esse fato também diz que a hipnose está inserida no contexto religioso.
Porém, o que importa aqui, não é nada dessa conversação e sim o seu bem-estar através da conscientização mental.
Quando você está consciente de suas atitudes, pode impedir muitos dissabores, que estarão armados pela sutileza maléfica da hipnose do mal.
Meditação
O ponto básico de todo esse contexto é a meditação.
Sem muita frescura com a posição de lótus à guru lá das Índias, nada disso, a meditação é muito simples de se praticar.
A meditação deve promover o relaxamento sobre a mente e o corpo físico.
A respiração é o carro chefe do relaxamento profundo.
As pessoas na correria da vida moderna não respiram com consciência plena, como se faz necessário para uma boa saúde psicossomática (mente e físico).
O oxigênio é o mais importante alimento de nossa existência. Você pode ficar sem comer e sem beber por um longo tempo em relação à sua respiração, agora, sem respirar vai aguentar pouquíssimos minutos.
Auto cura pela meditação
Clique no link e veja o poder do seu subconsciente, faça o teste e entenda que a sua forma de pensar pode mudar radicalmente a sua vida e sua saúde psicossomática.
Você
Seja você mesmo, entidade única.
Seja rico, seja pobre, seja humano, seja tudo, seja nada, seja nobre, quando for quase tudo isso, terá vivido intensamente a vida.
Jbcampos
Saiba mais sobre esse tema:
http://mensalem.blogspot.com
CHUVA DE PRAZER
É A ALEGRIA TRANSBORDANDO NO CORAÇÃO
CHUVA DE CARINHOS
ACONCHEGO DO AMOR
EM NOSSA VIDA
CHUVA DE BÊNÇÃOS NO AMOR
MÃOS DADAS
CORAÇÃO E ALMA
LIGAÇÃO
EU PENSAR EM VOCÊ
E VOCÊ PENSAR EM MIM
FELICIDADE É ESSA CHUVA DE PAZ
DE AMOR
CHUVA DE FELICIDADE
NO AMOR
( POETA ALEXSANDRE SOARES DE LIMA )
fácil vai
veio até mim com promessas
e logo a promessa acaba e no chão cai
Veio com promessas de amor
jurando que não iria me deixar
a única coisa que eu não entendo
como eu faria tudo para seu amor conquistar
Faria tudo por você
carregaria um piano à cordas para tocar pra vc
cantaria milhares de canções pra você
só para o seu lindo sorriso ver
Acordei com você ao meu lado
dizendo em palavras e que nunca iria me deixar
dormi sem ninguém ao meu lado
entrando no escuro e começando a chorar
começa a chover
e eu não tenho ninguém para comigo estar
a chuva lentamente cai pela janela
e minha mente só consegue em você pensar
Minha vida está prestes a acabar
o túmulo do meu amor acabei de cavar
e meu coração vou logo enterrar
para nunca mais na vida amar
CHUVA DE PRAZER
É A ALEGRIA TRANSBORDANDO NO CORAÇÃO
CHUVA DE CARINHOS
ACONCHEGO DO AMOR
EM NOSSA VIDA
CHUVA DE BÊNÇÃOS NO AMOR
MÃOS DADAS
CORAÇÃO E ALMA
LIGAÇÃO
EU PENSAR EM VOCÊ
E VOCÊ PENSAR EM MIM
FELICIDADE É ESSA CHUVA DE PAZ
DE AMOR
CHUVA DE FELICIDADE
NO AMOR
( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima )
Do meu lado como eu queria
Sem ti não sei o que eu faria
No caminho me perderia
Afinal como poderia?
És a metade que me faltava
A Lua que, no meu mundo, ilumina
Seria você minha?
Seria você a prometida?
Cego perante sua beleza
Não consigo pensar com clareza
Do conto de fadas és a princesa
Não bastaria ser uma camponesa
Teria que ser da realeza
Tu giras o meu mundo
Sem ti, estaria lá no fundo
Trancafiado no submundo.
Ligo ou não para ela?
Essa dolorida espera
Dormir ao teu lado, quem me dera
Se eu pudera
Estaria agora ao lado dela
Imaginem, um jantar a luz de velas
Recitando frases belas
Te pintando em telas de aquarelas
Minha mente voa pelas favelas
Afinal, pertenço a elas
Aproveitarmos longe da violência delas.
Você me tira a tranquilidade
Desculpe, mas essa é a pura realidade
Esta é uma clara verdade
Já estava lhe tirando da minha cabeça
Antes que ela enlouqueça
"Este é o fim de vocês, esqueça"
Demorei dois meses para me levantar
Dois meses para ti, em minha mente, se ausentar
Mesmo frequentando o mesmo lugar
O mesmo onde podemos, naquele dia, conversar
"Devo continuar, andar, aguentar"
Eu aparecia na terça, tu na quarta
"Quem sabe escrever uma simples carta?"
A minha tristeza era uma marca d'água
Alguns diziam que eu estava sem alma
Este era o resultado de tua falta.
Mas agora não sei, não tenho certeza do que fiz
Não entendo o que meu pensamento me diz
O que aconteceu foi por que eu quis?
Não tenho uma resposta para isso
Agora me encontro pensando nisso
Não esquecendo as mensagens que eu tenha visto
Um tempo para pensar, preciso
Um apoio da minha mente, necessito
Isto não estava previsto
Você querer retornar com a relação
Admito que fiquei sem reação
Mas, desta vez não ouvirei o meu coração
Pois da última vez, ele acabou na solidão.
Quase nada consigo explicar
Dentre esses nadas que nada explico está o motivo de te amar
Porque te amo?
Às vezes me digo que te amo a tanto tempo que já me esqueci o porquê
(Isso eu não acredito)
Às vezes imagino que o amor é um presente divino, algo milenar que transcende entre nós
(Disso eu não duvido)
Quando qualquer um encontrar alguém acredita que aquela é a pessoa mais especial do mundo, que é diferente de todos, diferente de tudo
E somos! Não somos? Todos fatalmente diferentes, todos ironicamente iguais.
Quanto a você,
Te amo porque me faz rir?
Eu não amo todos os comediantes que conheço
Te amo porque me faz chorar?
Não amo tudo que é triste
Seria seu toque? Seu carinho? Seu jeito de me beijar?
Mas o prazer…qualquer um encontra em qualquer lugar
Então são seus olhos? Sua boca? Sua voz? Seu sorriso?
Quanto clichê…Certo que, sim, foi tudo isso no início…
Mas e agora?
Eu descobri que você é só alguém, assim como eu.
Tem medos, desejos, pecados, defeitos, virtudes e tudo que nós faz humanos
Humanos como qualquer um.
Não há nada de especial em você.
Não há nada de especial em mim.
E mesmo assim, você me ama e eu amo você.
No fim das contas, enquanto eu te amar, nunca vou saber o porque te amo.
Assim como, enquanto eu viver nunca irei saber o porquê do céu, da terra, do sol ou da vida.
Sei apenas que quero te amar e que quero viver.
Que um dia o amor, misterioso como é, pode acabar.
( E creio que saber disso talvez o fará ficar o resto da vida)
Mas o fato é, que jamais duvide do meu amor
Porque não consigo pensar em nenhum motivo para te amar
Em nenhuma razão de ser
E seu eu descobrir o porquê
E o amor for um mal que parece a alma
Sabendo sua causa, meu corpo iria me curar
E eu amo lhe amar
E não me interessa o porque
Não quero saber, nem explicar
Quero viver a vida sem saber.
Deu uma vontade de repente
De juntar nossos corpos
Mas não revelo a você este pensamento obsceno
Espero o exato momento
De você se desenrolar, sair desse novelo
Dessa paranoia de chorar, deixada no vento, no relento e com sede de amor
E fome de sexo.
Sai dessa vida! Isso não tem nexo.
De repente eu me descobri ao seu lado te amando
Despertei para a verdade
Deixou de existir em mim a vontade
De fazer o simples papel de amiguinho seu.
Quero ser o seu homem!
Assumir o lugar desse covarde
Que não te satisfaz
Eu quero chegar junto de você
E te dar paz
Hoje, domingo, pego o telefone e te ligo!
Você sozinha em casa, molhando o travesseiro
Só tristeza
Molhada pelas lágrimas e molhada de desejo.
O telefone toca.
Você atende com a voz rouca
Música para o meu coração
Você aceita meu convite
O convite para se despedir da dor
Eu te apresento o verdadeiro amor
Eu sacio todas as suas vontades e não te deixo na mão.
Você se surpreende
Você achava que jamais nossa relação
Poderia ir além da amizade.
Meu jeito alegre, um pouco irresponsável
E crianção
Fazia você pensar que eu não levava o amor a sério.
Mas eu te mostrei o que é ser homem de verdade.
Homem não só na cama.
Mas homem de te assumir
E te levar sempre em meu coração.
( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima)
E aqui nos despedimos...
Como não relembrar momentos,
Que juntos vivenciamos,
Envoltos em um sentimento,
E em tudo que acreditamos.
Um fica e o outro é partida...
Como esquecer nossas juras,
De amor para nunca ter fim
E agora nesta despedida,
Ver tudo acabar-se assim...
Será que o amor acabou?
Ou apenas nos desgastamos,
Com tantas brigas inúteis.
Mas, e os nossos planos?
E tudo o que juntos sonhamos?
Nunca deixei de querer-lhe...
Tenho tanto amor pra lhe dar.
Não consigo pensar em abandono,
Nossas vidas se separando...
Não ser mais você o meu par.
Talvez eu esteja sozinho...
Pensas assim como eu?
Ou será que na verdade,
Cumpre-se aqui o destino
E você já me esqueceu...
JRUnder
Resolvi chegar sem avisar.
Como um beijo inesperado
fazendo sorrir a coragem.
Onde não há decisão,
O medo é rei.
E se eu digo que te amo
e você me responde não sei
Então esta indefinição maltrata a canção.
E está na hora de a gente se recompor,
seguir a trilha e eu deixo você de mim se afastar
para você pensar.
E você pensa no meu beijo,
Você sente o toque da felicidade em sua alma.
E vai pra casa dormir e sonhar comigo.
O amor vela o seu sono,
e te presenteia com o amanhecer.
Este dia promete!
Você me procura pra dizer que aceitou o meu amor!
( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima )
Na Ilha da Palmeira em Aruba
deixo-me ser parte do azul,
do ritmo das correntes do mar
e do teu lindo e amoroso olhar.
Quando menos você pensar,
o teu magnífico amor irá me dar
e dele não vou escapar porque
esta hora está prestes a chegar.
Não precisamos de nada para viver
a não ser aquilo que faça o coração derreter e alimente o mútuo querer.
Na embarcação do sentimento
seguimos no mesmo embalo
até a marina do envolvimento.
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