Lista de Poemas
Saci-Pererê
de uma perna só,
cachimbo na boca
e gorro vermelho
— fogo vivo de suas magias.
Original e engraçadinho
podia ser de qualquer cor
ou de qualquer raça,
esse negrinho,
pois já virou
até passarinho...
Molequinho esperto
levado, faz artes
como Pedro Malazartes
e pelas estradas
aos viajantes persegue
— traidor como quê
esse Saci-Pererê.
Mas no nosso carro,
ele dança e pula
com um pé só,
sem ouvir vovó
que conta sua lenda e diz:
— Pra nós é um mascote,
símbolo de sorte
dessa viagem feliz.
A Calçada
de pedra portuguesa,
preta e branca, já se vê,
que é bonita é,
mas não dá pra jogar maré
e eu já descobri por quê...
Tem desenhos lindos:
— Uma estrela que lembra luz
e ilumina meus pés
na sandália que reluz;
— um trevo de quatro folhas
que dizem dar sorte...
Será que dá?
Passo sobre ele
prá lá pra cá.
— Um dragão sossegado
porque não é de verdade.
Se fosse, nos dias de chuva,
saltava da calçada
e ia embora na enxurrada.
Pulo sobre ele: Plim... plom... plão!
Ôi, dragão! Não tenho medo, não!
A Pipa e o Vento
dou linha à pipa
e ela sobe alto
pela força do vento.
O vento é feliz
porque leva a pipa,
a pipa é feliz
porque tem o vento.
Se tudo correr bem,
pipa e vento,
num lindo momento,
vão chegar ao céu.
Infância
e penso em coisas grandes:
pomares e mais pomares,
jardins de flores e flores
e pelas montanhas e vales
grama verdinha e bosques,
com milhões de árvores
e asas de passarinhos.
Rios e mares de peixes
— aquários largos e livres
— ar dos campos e praias,
a manhã trazendo o dia
com o sol da esperança
e a noite de sonhos lindos,
nuvens calmas, lua e astros,
minhas mãos pegando estrelas
neste céu de doce infância.
E pelas estradas claras
meu cavalinho veloz
no galopar mais feliz:
— eu e ele sorrindo,
levando nosso cristal
para os meninos do mundo.
O Avião
corta o espaço
o enorme pássaro.
Arroja-se longe
e rastro deixa
— novelos brancos
que se entrelaçam
e se desenrolam,
escrevendo no ar
letras de silêncio.
Seu corpo brilha,
sobrepaira e desaparece
na nuvem branca
estendida como um véu.
— Se eu fosse o piloto
desse avião
ia aterrissar no céu.
A Borboleta Azul
de borboletas:
pequenas e grandes,
listradas,
amarelas e pretas
e uma pintadinha
que é uma graça.
Mas a azul, azulzinha,
a preferida,
é como se fosse
minha filhinha:
vi-a nascer da lagarta,
virou crisálida,
depois borboleta.
Quando voou
pela primeira vez
bati palmas: Vivô!!!
Voa e volta leve,
azul, azulzinha
e pousa num cacho
de rosas brancas
sua casinha.
Às vezes se ajeita,
mansinha,
tomando a forma
de um coração.
Seu corpo sedoso,
macio,
parece vestido
com pano do céu.
Canção
vejo as andorinhas
no poleiro dos fios
grossos da água
de muitos dias.
De asas molhadas
sacodem-se,
bicam e se encolhem
tristinhas.
Estou com duas blusas,
queria jogar-lhes uma
e sem poder
conto os fios.
São cinco — uma pauta
e as gotas dágua
caem como notas
de uma canção.
Terraplanagem
range-range, sobe o morro,
trabalhando a terra
que se esfarela.
A terra é chão e solo,
estrada, poeira e pó.
A terra é campo
de verdes verduras,
árvores, troncos, cipó.
A terra é barro, argila
para tijolos e esculturas.
Penso na terra
que se esfarela
ao peso da máquina amarela:
— A terra trabalha também
para alimentar as raízes,
produzir minérios,
sustentar os montes,
as flores, os frutos
e a água das fontes.
Mickey
Pequenino camundongo
dengoso e faceiro
de orelhas enormes,
boca de riso franco
e narinas que sopram
alegria e calor humano.
Ratinho catita,
garrido, elegante,
que troca de roupa
a qualquer hora,
em qualquer lugar,
onde se desenrole
o pano da fantasia.
Amigo querido
da gente pequena.
Rei de sua turma,
namora Minie,
anima o Pateta,
abraça Horácio,
atiça o Pluto,
adora Clarabela
e, com todos eles,
vive aventuras,
sente emoções
e faz estripulias,
representando
incríveis papéis.
Já cinqüentão
está jovem, menino
e será imortal
pela criatividade
do Papai Walt Disney.
Cores
e dos flocos de algodão.
Amarelo das laranjas maduras,
do ouro e dos girassóis.
Cinzento das nuvens pesadas
e da cinza dos braseiros.
Roxo da quaresmeira florida
e de escondidas violetas.
Azul do céu de dias claros,
do anil e do mar profundo.
Marrom do chocolate gostoso
e das castanhas de Natal.
Rosa da corola de muitas flores
e do rosto de muitos nenéns.
Preto das noites escuras,
da fumaça e do carvão.
Verde das folhas viçosas
e das pedras de esmeralda.
E vermelho vivo do sangue
que colore nossos corações.
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