Lição de Mitologia
Era deus com d pequeno
dizia o pai — o deus Apolo —
porque com D grande
só o Deus verdadeiro
— Senhor do mundo inteiro.
Foi deus da luz, da beleza,
da juventude. E protegia
a dança, música e poesia.
Manejava bem flecha e lira
a pé, em passos ritmados
ou em carros puxados
por cavalos brancos
de rédeas de ouro.
Herói de muitas batalhas,
dono de templos,
vivia o presente
e o futuro conhecia,
capaz de qualquer magia.
Mas, gostava mesmo
era de bailar no ar
e tocar e cantar
para encantar os homens...
— E por que ele não volta? —
interrompia o menino
ao pai que respondia:
— Apolo é mito ou lenda
que conhecemos da Mitologia.
Meu Presépio
Ponho o Menino
que é o principal.
Faço estradinhas,
levanto montinhos,
coloco as pedras
e muitas plantas,
o poço dágua
em bom lugar.
O galo bem no alto
para cantar Cocoricó!
Espalho os carneirinhos
e paro pensando:
— Eu queria ser o pastor
para conversar com eles.
A Água
Subterrânea e purificada
por um filtro natural,
a água vem,
jorra nas fontes,
faz gluglu nas torneiras
para nosso bem.
Água de silêncio
dos remansos e lagos,
mar, rio, cachoeira
que se despenha
em borbotões —
força motriz
e energia também.
Na pia batismal,
no corpo e no campo,
na flor e no fruto,
na seiva e no sumo,
no orvalho e no vinho,
a água
faz leito e caminho
de bela missão.
Brinquedo
O dado no dedo,
o dedo no dado.
Conto os pontos:
um-dois-três-
quatro-cinco-seis.
As bolinhas
bem redondinhas
em cada lado.
Atiro um punhado
de cada vez.
O branco no preto,
o preto no branco
do quadradinho.
Não sei se de osso,
madeira ou marfim,
os dados deste saquinho
que mamãe comprou pra mim.
Manequinho
Mecânico, automático,
parece um menino verdadeiro
este boneco engraçadinho
que batizei de Manequinho.
Anda, olha, trabalha,
cumpre ordens
como escravo,
fala, gargalha
e dá até berro.
Só não aprendeu a sorrir
com seus lábios e dentes
de ferro.
Dei um beliscão nele
não pegou,
dei um biscoito
nem ligou.
E é gordo e robusto, como é!
pois só come e consome
energia elétrica, não é ?!
Fico horas observando este robô
que está sempre comigo:
— Quero ver se ele sabe ser amigo
Na Praia
Meus pés na areia
os olhos no ar.
Vasto e imenso,
lindo e livre,
mar-espaço
— uma paisagem só.
Marulho das ondas,
voz do mar,
azul da manhã,
alegria do céu.
No meu coração
— um canto só.
O Sol
O sol é estrela enorme
fulgurante, dourada
e sua luz vem de longe
foco de imensa lanterna,
dardejando raios.
O sol é trabalhador,
desde o alvorecer
acorda os homens
— Sabem para quê?
O sol fertiliza as plantas,
aclara e aquece
campos e cidades.
Não dorme, não descansa,
nem fica tonto
com tantos planetas
girando à sua volta.
Quando aqui é noite,
está em outros lugares,
onde de novo impera
como "Rei do Dia".
O Trenzinho
Num cartaz vermelho,
colei um trenzinho
pintado de branco.
Tem muitos carros
com suas rodinhas
e a maquininha
espetacular,
correndo nos trilhos
xeque-xeque... sem parar.
Carrega flores, frutas,
até mantimentos
para o brinquedo
de comidinhas
e as mobílias
das nossas casinhas
de comadres.
Carrega as bonecas
que gostam muito
de passear.
Ano que vem
vou para a escola
e ele vai pesar...
— digo à mamãe.
E ela responde:
— Não vai não,
seu leve sonho de criança
faz o trenzinho até voar.
Minha Rainha
Minha mestra é igual mamãe:
amiga, me dá a mão,
abre meu caminho
e põe sentimentos bons
no meu coração.
Minha mestra é inteligente,
tem o dom da bondade
e sabe orientar, ensinar,
fazer a gente
descobrir a verdade
de muitas coisas.
Transmite idéias novas,
que pergunta nas provas,
e... imaginem! também
sabe, como ninguém,
segurar meu pensamento
no exato momento
em que ele quer vadiar...
Minha mestra é minha tia
de mentirinha,
mas, na escola, em casa,
em qualquer lugar,
ela é igual mamãe:
— Minha Rainha!
Por isso, hoje, seu dia,
— Mestra minha, tão querida —
ponho-lhe uma coroa de flores,
para enaltecer sua vida
e aumentar minha. alegria.
Da Janela
O mar
de repente
mudou de cor.
Rolam as águas
às rajadas de vento,
altas e bravas as ondas
se rebentam e
sobem, explodem
montes de espuma.
Rugindo, raivoso,
varre o mar
barcos e homens
e peixes — até baleias!
Turbulento e feio,
o mar tormentoso
é um monstro dágua
que transtorna a paisagem
e escurece meus olhos.
Não faz mal, da janela
espero as nuvens azuis.