Marítima alusão da vida
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
na minha morte
estarei presente
mesmo que não a tenha
compreendido
habitarei o fogo
em carne e ossos
e desabitarei a vida
o melhor que possa.
minha morte
não existe
os homens é que teimam
em dize-la triste
na minha morte
a vida estará presente.
a minha e toda outra
que leve de mim
a compreensão do tarde
e a não compreensão do que se sente.
na minha morte
desarquiteto o limite
deixo de ser só homem
adredemente restrito
e caibo na rebelião
de todos os meus sentidos
aqueles que trouxeram à mão
e todos os outros que nem tive
na minha morte
me definitivo
passo a ser um ego coletivo.
assim como Frederika
cerzida ao coração holandes
Filipéia quase se estanca
com seu destino de rês
nem porque Frederika
se ousasse menos urbana
mas que se quisesse alegre
no exercício do drama
porque galões encestados
no seu ombro mais rural
he ditassem um ritmo lento
qual vento em canavial
e Filipéia quer-se rápida
na sua viagem sagaz
que empreende como bolandeira
nos engenhos do nunca mais.
pois mesmo sendo cidades
em contrafortes definidos
Filipéia nunca é Frederika
apesar de todos os indícios
assim partida Filipéia
em Frederika amordaçada
nunca que uma palavra
pesasse mais que um fardo
já quase Filipéia
ainda tão Frederika
o tempo lhe dita ordens
como chefe de polícia
revolvida sua terra
por pés tão passageiros
onde os índios que amanhavam
seu jeito de verdadeira?
é que lhes sobram os suores
dos homens que lhes atiçam
construindo uma história
envoltos em seus ofícios
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.