Reminiscência CXXIX
brincando no tempo
na chuva, no riso
o menino via assim
intimidade com o infinito
molhando a vida
diligente descobria
apesar de triste
a natureza sorria
tuda da infância
ainda hoje pulsa
na liquidez inata
dos gestos da luta
brincando no tempo
na chuva, no riso
o menino via assim
intimidade com o infinito
molhando a vida
diligente descobria
apesar de triste
a natureza sorria
tuda da infância
ainda hoje pulsa
na liquidez inata
dos gestos da luta
o camarada Pablo Ramirez
abraçava seu discurso
na estranha mania
de ter saudade do futuro
guardava em si
sonhos presumidos
como fosse íntimo
o tempo em seu ritmo
o presente
era apenas a estrada
em que o futuro dizia
marcas do passado
o partido era o oxigênio
no ritmo da fala
unânime em mim
dou-me à revelia
em estar sonhando
o quanto da vida
a estrada
onírica veia
pulsa a vontade
em correnteza
tudo de tanto
é como pouco
rastro de mim
enquanto posso
o sonho é um infinito
na sanha em que voo
o poema
desde cedo
deflagra o poeta
em seu enredo
andarilho de verbos
transeunte de si mesmo
o poema
em seu exercício
trama no poeta
todos os indícios
vontade de estar
humano comício
tranças consentidas
de verbose sentidos
a Praça Vermelha
em maio posta
dançava em si
pedaços da história
Moscou
veias da vida
afagava nas ruas
a sanha coletiva
o jovem
intensamente camarada
criava em si
pedaços da vontade
o tempo corria rubro
nos ombros da tarde
a madrugada
displicente
vinha brincando
de ser tempo
arrumava o sol
nos ombros do presente
o jovem
já sonolento
escreve no muro
o futuro que pressente
pulsavam nas paredes
a vida e a vontade
como vias do tempo
veias da liberdade
nada como tanto
quanto ser todos
humana condição
em deixar-se povo
multidão de si
intenso curso
veio coletivo
das vias de tudo
voo exato da vida
nas ruas do futuro
como fosse manifesto
despejado no mundo
a vida
é discurso
tudo que lhe vive
diz o futuro
sua fala
verbo alado
voa na vontade
aterrisa nos braços
no homem
como colmeia
dá-se coletiva
em todas suas teias
discorre-la no mundo
é comício nas ruas e veias
a saudade
quando enchente
ressoa displicente
nessa mania estranha
de enganaro tempo
o passado vive tanto
confunde o pesente
o homem só transborda
os rios do que sente
tudo da saudade
é cachoeira recorrente
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.