Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
viver-me
é só um gravame
um jeito de ser
enquanto horizonte
larga prospecção
íntimo exercício
de restar unânime
quando coletivo
viver-se
quando preciso
é estar partícula
como infinito
dar-se ao curso da vida
é estar todo consigo
consentido pela matéria
no âmbito da vida
faz-se a inata oficina
da sanha instituída
construção recorrente
da vigência coletiva
universo de tanto
minúcias infinitas
de quem se posta matéria
sabedora da vida
o homem carrega em si
um intenso esconderijo
descobrir suas saídas
e debrucar-se no infinito
no inquérito da vida
de-se a compostura
de responder-se combatente
das praças e das ruas
mulher
viva a liberdade
viver como tanta
no colo da vontade
construa como quanta
além de humanos
as hipóteses tidas
de ser pelo mundo
assim como flor
terna usina da vida
a lua
beliscando o céu
era um agravante
do gosto de sonho
posto no instante
a amada
enfeitando a vida
jorrava onírica
como fantasia
o homem
preso aos sentidos
voou-se no beijo
pendurado no infinito
rastejar o tempo
de-se ao curso
cronometrar-se da vida
pelos futuros
rastejar o tempo
em suas avenças
aninhar-se do passado
em cada presente
rastejar o tempo
quanto barco da vida
enchendo os mares
que consiga
o futuro
em seu discurso
prepara o tempo
na culatra do mundo
arma de tanto
traça urdiduras
ilação humana
moenda de culpas
usina do tempo
o passado engravida
todos os futuros
dos presentes renhidos
ao homem reste o leme
dos barcos coletivos
no amor de si
tenha-se a compostura
de quem vive no outro
quanto se procura e cala
compositor militante
nas músicas da alma
no amor de todos
de-se a lavratura
das certidões expedidas
nas praças que autua
engrenagem do povo
na música das ruas
o protocolo
é estar subversivo
construindo o futuro
pelos sentidos
praticados em si
vigentes no coletivo
o protocolo
é deixar-se habitante
em todas as praças
quanto militante
nas revoltas de si
na revolução de tantos
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.